terça-feira, setembro 13, 2011

GNR exibia sexo na via pública


Viseu
Cabo foi constituído arguido e está indiciado por exibicionismo. Mostrava órgãos sexuais na rua e masturbava-se. Foi perseguido por populares
Um militar da GNR a prestar serviço no quartel do comando distrital de Viseu foi constituído arguido por suspeita de ter exibido os órgãos genitais a mulheres na via pública enquanto se masturbava. Está indiciado pelo crime de importunação sexual (exibicionismo) e vai ser alvo de um processo disciplinar quando o Comando da GNR de Viseu tomar conhecimento oficial dos factos – que lhe serão comunicados em breve pelo Ministério Público.
Segundo o CM apurou, os actos do suspeito, de 47 anos, ter--se-ão passado em diferentes dias na zona de Jugueiros e na ecopista do Dão, nos arredores da cidade de Viseu. O militar terá actuado sempre de cara destapada, e em locais pouco movimentados. Num primeiro momento, praticou-os à distância dos transeuntes e dos moradores da zona, mas, com o passar dos dias, ter-se-á aproximado das vítimas. Num dos casos, o homem foi mesmo apanhado no pátio da habitação de uma mulher que se assustou quando o viu pela janela. Nessa altura, para disfarçar e para desviar as atenções, terá dito que era um agente da autoridade. "Alto que sou polícia à paisana, já sei o que se passa aqui", terá gritado para a mulher enquanto fugia de três jovens que o tentaram apanhar.
Os populares não o conseguiram capturar, mas retiraram os dados identificativos da matrícula do seu veículo, elementos que foram fundamentais para a sua identificação.
Após várias denúncias e algumas diligências, a PSP conseguiu chegar ao suspeito e confrontou-o com as suspeitas de que era alvo. Nunca deu uma justificação objectiva sobre o seu comportamento.
O crime de importunação sexual é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias.
SUSPEITO RECONHECIDO PELAS VÍTIMAS
As pessoas que foram vítimas do comportamento do militar da GNR ficaram "muito surpreendidas" quando souberam que ele era um agente da autoridade. Não tiveram dúvidas em o identificar, mas algumas ficaram relutantes em apresentar queixa . José Manageiro, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG), disse ontem ao CM que "caso se venham a provar as acusações" são "factos muito graves para um homem que tem o dever de dignificar uma instituição como a GNR. É um comportamento que sai do padrão de boa educação e respeito pelas pessoas".
O militar suspeito não exerce funções de contacto directo com os cidadãos. Há muito tempo que não integra patrulhas de fiscalização.
GUARDA LEVANTA PROCESSO DISCIPLINAR
As suspeitas que recaem sobre o militar chegaram há poucos dias ao conhecimento do Comando da GNR de Viseu, mas ainda de "forma oficiosa". O tenente-coronel Paulo Fernandes, director do núcleo de relações públicas da GNR de Viseu, disse ontem ao CM que a corporação aguarda uma "comunicação oficial" do caso para agir. "Tendo sempre em conta a presunção de inocência, vai ser levantado um processo disciplinar interno e depois esperamos pelo desenvolvimento do processo crime", explicou o oficial da GNR do comando de Viseu.

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