segunda-feira, agosto 29, 2011

Forças de segurança ameaçam com protestos no regresso das férias

SIC NOTICIAS

Os profissionais das forças e serviços de segurança ameaçam com vários protestos em setembro caso o Governo não resolva as principais reivindicações, que passam pela colocação dos polícias e dos militares da GNR nas novas tabelas remuneratórias.
A Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança realiza entre 21 e 28 de setembro a "Semana da indignação dos Polícias", que terá início com um encontro nacional no Porto para avaliar a evolução da situação. Caso o Governo não "cumpra com a lei" e com os estatutos remuneratórios que já deveriam ter entrado em vigor na PSP e na GNR no ano passado, a CCP vai promover ao longo dessa semana várias ações de protesto, que poderão passar por paralisações e uma manifestação em Lisboa. Esta estrutura tem uma reunião marcada com o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, na primeira semana de setembro e já se mostrou otimista quanto aos resultados. No Facebook e através de sms também está a correr uma mensagem, da qual ainda não se sabe a autoria, a convocar os polícias que andam nas ruas para não se apresentarem ao trabalho a 01 de setembro. Entretanto, uma outra estrutura representativa dos polícias, a Federação Nacional dos Sindicatos da Polícia (FENPOL), afirmou que é "prematuro" neste momento qualquer ação de protesto, uma vez que o ministro da Administração Interna mostrou "abertura" para resolver "a breve prazo" o problema. O Ministério da Administração Interna está neste momento a preparar um pacote legislativo que vai proceder à "transferência de competências" dos governos civis e vai determinar "um procedimento para as questões patrimoniais" e dos respetivos funcionários. Segundo o secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo DÁvila, "o compromisso do Governo é que esse diploma esteja em vigor até 15 de outubro", mas deverá haver novidades em relação à afetação dos imóveis dos governos civis no decurso do mês de setembro. Filipe Lobo DÁvila já adiantou que as instalações dos extintos governos civis poderão ser aproveitadas para instalar as forças e serviços de segurança e para outros serviços do Ministério da Administração Interna.

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