quarta-feira, julho 20, 2011

Governo antecipa integração de 2 mil agentes da GNR e PSP

Economico


Eliminação dos estágios dos agentes permite reduzir de Outubro para Julho o momento da ida para o terreno.
O Governo vai antecipar a incorporação de dois mil novos agentes, entre outras medidas, para reforçar a GNR e a PSP no combate à criminalidade e corresponder à urgência dos pedidos a nível nacional. Os estágios desses novos agentes, que deveriam terminar apenas em Outubro, serão eliminados para permitir que comecem já a trabalhar no terreno colaborando no combate ao crime. A decisão corresponde também ao que define no Programa do Governo, de reforço do efectivo, maior visibilidade das polícias, e criação de concursos anuais para admissão na GNR e na PSP.
A antecipação da incorporação destes dois mil agentes (mil para a PSP e outros tantos para a GNR) deverá ser anunciada amanhã às 12h00 em Albufeira pelo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo. No caso da GNR, e segundo apurou o Diário Económico junto de fonte próxima do processo, a incorporação já avançou. Um despacho do comandante geral da GNR colocou em marcha a decisão de enviar para o terreno os mil formandos da guarda, independente do período de estágio que deviam prolongar até Outubro. E a PSP também já recebeu instruções no mesmo sentido.
A urgência do combate e a falta de efectivos a nível nacional denunciada pelas forças de segurança e outras entidades terão induzido a actual medida destinada a travar o agravamento da criminalidade. Sobretudo a criminalidade grave e violenta. E em especial nas zonas mais "quentes" do País como Lisboa, Porto, Setúbal e Açores, além de Albufeira que apesar do registo apenas sazonal de aumento criminalidade, provocou grande preocupação nos últimos meses. Estes dois mil novos agentes da GNR e da PSP, a integrar mais cedo do que o previsto, estão a ser formados há cerca de um ano e tinham sido anunciados pelo anterior ministro da Administração Interna, Rui Pereira, como reforços das polícias. Esta transição do anterior Governo para o actual confirma, também, que a medida a implementar pelo actual ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, terá impacto nulo ou reduzido em termos orçamentais. Solicitado pelo Diário Económico, o Ministério da Administração Interna não prestou declarações ou esclarecimentos sobre as medidas.

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