O presidente do Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol), suspenso pela direcção nacional da PSP por um período de três meses depois de ter emitido um pré-aviso de greve votado maioritariamente durante uma assembleia geral realizada na terça-feira, apelou hoje a todos os polícias para que não entreguem as armas. Esta medida de protesto devido ao castigo imposto ao sindicalista foi sugerida através de mensagens enviadas por telemóvel.“Apelo a todos os polícias que eventualmente tenham recebido uma mensagem cujo teor apela para que no sábado, dia 11 de Setembro, deponham as armas de serviço, para que não o façam”, diz Armando Ferreira através de um comunicado difundido ontem pelo Sinapol. O sindicalista diz que a deposição das armas poderá acarretar castigos para quem o fizer, não sendo essa a sua intenção.
Os 90 dias de suspensão impostos a Armando Ferreira têm gerado uma onda de protestos não só dos diversos meios policiais, mas também de outras associações sindicais. Os Trabalhadores Social Democratas (TSD) emitiram um comunicado em que, abordando o castigo ao presidente do Sinapol, consideram que “a direcção nacional da PSP deve ter bom senso”. “Convidamos a direcção nacional da PSP a ser mais ponderada na retaliação aos sindicalistas e mais determinada a resolver os inúmeros problemas que afectam a dignidade dos profissionais da PSP”, referem.
Os TSD, depois de sublinharem que não aprovam a realização de greves na PSP, consideram que o castigo aplicado a Armando Ferreira é uma medida “de um extremismo e desproporcionada que só revela falta de bom senso”.
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