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quarta-feira, novembro 27, 2013

Oficiais de polícia dizem que demissão de director da PSP foi "ingerência inaceitável do poder político"

Publico
Passos Coelho esteve presente na cerimónia em que novo director nacional da polícia reclamou salários "mais adequados" para os polícias, mas manteve-se em silêncio
O Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia (SNOP) considera que a decisão de demitir o director nacional da PSP representa "uma ingerência inaceitável do poder político na autonomia de uma força de segurança".
Em comunicado, o sindicato que representa os oficiais da polícia refere que a demissão ainda não foi esclarecida pelo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e representa "uma ingerência inaceitável do poder político na autonomia de uma força de segurança, nomeadamente no que concerne à tomada de decisão em âmbito operacional".
Na manifestação da passada quinta-feira dos profissionais das forças de serviços de segurança, o SNOP relembra que existiam "armas de fogo de ambos os lados”, que os manifestantes “estavam habituados a este tipo de cenários” e que, perante isto, “a tomada de uma posição de força traria consequências imprevisíveis".
"Não aceitamos que uma figura com a importância do director nacional da PSP esteja dependente do entendimento que o ministro da Administração Interna tenha sobre questões técnicas, ao qual não reconhecemos qualquer competência nesta matéria", adianta o sindicato, recordando que as escadarias da Assembleia da República já haviam sido ocupadas durante uma manifestação do Movimento dos Indignados, em Outubro de 2011.
Milhares de profissionais de forças e serviços policiais e de segurança ­- PSP, GNR, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, ASAE, Polícia Marítima, guardas prisionais, polícia municipal e Judiciária - manifestaram-se na passada quinta-feira, em Lisboa. Depois de derrubarem uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal da Assembleia da República, onde cantaram o hino nacional, tendo a seguir desmobilizado voluntariamente.
Na sequência destes acontecimentos, o director nacional da PSP, Paulo Valente Gomes, colocou o lugar à disposição, tendo o seu afastamento sido aceite pelo ministro da Administração Interna. O sindicato que representa os oficiais da PSP refere que, "em menos de dois anos", Miguel Macedo demitiu dois directores da PSP, contribuindo “para uma instabilidade a todos os títulos indesejável". Mas para o governante os acontecimentos da passada semana "já fazem parte da história – uma história que não pode nem vai repetir-se", sob pena de perda da imagem de profissionalismo e credibilidade das forças de segurança. "Tenho a certeza de que a mensagem foi clara e não precisará mais de ser reafirmada", acrescentou, durante a cerimónia de tomada de posse do novo director nacional da PSP, Luís Farinha. O até aqui comandante da Unidade Especial de Polícia não enjeita a herança da equipa a que pertencia e defende, por seu turno, a continuidade das linhas estratégicas definidas para a corporação por Paulo Valente Gomes. "Foi um privilégio e uma grande satisfação ter integrado a sua equipa", declarou no seu discurso de tomada de posse no qual fez questão de reclamar a melhoria das condições de trabalho dos agentes, mas também um regime de carreiras e um estatuto remuneratório "mais adequados" do que os actuais. E mostrou-se disponível para, em diálogo com as organizações sindicais e a tutela, encontrar "soluções adequadas para os constrangimentos que afectam a PSP". Já Miguel Macedo disse compreender as dificuldades por que passam os agentes policiais. "Há uma verdade que convém nunca esquecer – um polícia, antes de ser polícia, é um português. E, como qualquer português, sente as adversidades da crise", observou, imediatamente antes de agradecer ao demissionário Paulo Valente Gomes "os serviços inestimáveis que prestou" à frente da polícia. O ex-director nacional foi, de resto, efusivamente cumprimentado pela maioria das chefias da PSP presentes na cerimónia. Entretanto a Inspecção-Geral da Administração Interna abriu um processo de averiguações aos acontecimentos ocorridos na manifestação da passada quinta-feira junto à Assembleia da República. “Estamos a analisar, não há processo de inquérito, nem disciplinar, estamos a fazer um processo de acompanhamento de averiguações relativamente aos factos que ocorreram”, adiantou a inspectora-geral Margarida Blasco à margem da tomada de posse de Luís Farinha. Presente na cerimónia, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, manteve-se em silêncio.

segunda-feira, novembro 25, 2013

Greve dos inspectores do SEF com adesão total

Público

A greve dos inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) registou na manhã deste domingo "uma adesão de 100%" nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Madeira, tendo aderido ao protesto "todas as categorias" de profissionais, afirmou fonte sindical.
Nos aeroportos, estão garantidos apenas os serviços mínimos o que está a provocar atrasos, entre hora e meia a duas horas, nas chegadas e partidas dos voos internacionais, disse à Lusa Acácio Pereira, do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF-SEF).(...)

sábado, maio 25, 2013

Governo quer 45 novos inspetores no SEF

CM


Entrada de novos efetivos feita por recrutamento na Função Pública

O Ministério da Administração Interna (MAI) prepara-se para alterar o estatuto de pessoal do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), no sentido de permitir a incorporação interna de pelo menos 45 novos inspetores no quadro de investigação desta força de segurança.
As restrições financeiras na Administração Pública impedem que o MAI consiga abrir novo concurso público de admissão de inspetores. Recorde-se que o último ocorreu em 2004, quando se realizou em Portugal o Campeonato da Europa de Futebol.
A chegada dos 45 novos inspetores está apenas dependente da assinatura do ministro Miguel Macedo num despacho de alteração do estatuto do SEF, o que deverá acontecer em sede de Conselho de Ministros.
Os novos efetivos do SEF serão admitidos de entre os funcionários públicos com licenciatura em Direito.
O Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF "congratula-se" com a decisão do Governo. "Achamos é escasso o número de novos inspetores que o Governo quer admitir. Defendemos a necessidade de 200 novos elementos para a carreira de investigação", defendeu Acácio Pereira, presidente da estrutura sindical.

sábado, março 16, 2013

Aeroporto SEF detém criminoso procurado no Brasil

Notícias ao Minuto
SEF detém criminoso procurado no Brasil


O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) deteve, no aeroporto de Lisboa, um cidadão estrangeiro procurado pelas autoridades brasileiras devido a vários processos, um dos quais por condenação a cinco anos de prisão por roubo.

domingo, março 10, 2013

Forças de segurança participam na manif de 15 de março

TVI24

Protesto está a ser organizado pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública.

A Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos sindicatos e associações profissionais das forças e serviços de segurança anunciou esta sexta-feira que vai participar na manifestação de 15 de março convocada pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública.

A estrutura que representa os principais sindicatos e associações profissionais das forças e serviços de segurança decidiu participar na manifestação, que se vai realizar em Lisboa, porque «são funcionários públicos» e estão a ser abrangidos «por todas as penalizações», disse à agência Lusa o secretário nacional da CCP.

Paulo Rodrigues adiantou que os elementos dos serviços e forças de segurança são tratados de «uma forma dupla», sendo penalizados quando há cortes para os funcionários públicos, mas não são considerados como tal, em caso de benefícios, devido à «missão especial que desempenham».

«É uma manifestação contra os cortes, nomeadamente os cortes de direitos», sublinhou Paulo Rodrigues, que é também o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP).

O sindicalista afirmou também que os funcionários públicos, inclusive os polícias, «têm sofrido penalizações e têm perdido os principais direitos» nos últimos anos.

Além dos cortes dos salários, subsídios e suplementos, os elementos das forças e serviços de segurança queixam-se das alterações no subsistema de saúde e da entrada para pré-aposentação e reserva, adiantou.

«Justifica-se que a CCP participe nesta manifestação», sustentou, adiantou que não são apenas os polícias que estão a ser penalizados, mas também os serviços públicos que prestam à sociedade.
A CCP dos sindicatos e associações profissionais das forças e serviços de segurança, que integra profissionais da PSP, GNR, Polícia Marítima, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Guarda Prisional e da ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), já participou em outras manifestações convocadas pela CGTP.

sábado, fevereiro 16, 2013

PJ, PSP, GNR, SEF e Polícia Marítima vão ter sistema de dados de investigação criminal conjunto

SIC Notícias


O primeiro sistema que junta os dados de investigação criminal das cinco polícias portuguesas está pronto a entrar em funcionamento. A plataforma, projetada há 12 anos, estará ao serviço de PJ, PSP, GNR, SEF e Polícia Marítima e permite a troca de informações de forma rápida e mais segura. O sistema tem como principal objectivo melhorar os resultados das investigações e tem mecanismos de auditoria e de preservação do segredo de justiça. O secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Antero Luís, afirma que se está a viver um "momento histórico".

Juízes também vão ter acesso a dados da polícia
Os juízes de instrução criminal também vão ter acesso à plataforma que liga as bases de dados de cinco polícias. Novo sistema estará operacional em Março e disponível para forças de segurança e MP.
Foi apresentada na semana passada pelo primeiro-ministro e daqui a um mês vai estar ao serviço de polícias e magistrados do Ministério Público (MP). Mas não só: também os juízes de instrução criminal vão poder fazer pesquisas na plataforma de intercâmbio de informação criminal (PIIC), um motor de busca que vai ligar as bases de dados da Polícia Judiciária, da PSP, da GNR, do SEF e da Polícia Marítima.«Um juiz de instrução pode, no âmbito de um processo de que é titular, ter de fazer uma pesquisa sobre um indivíduo, um local ou um objecto, para complementar a informação que recebeu da polícia ou para auxílio na sua tomada de decisão» – explicou ao SOL fonte oficial do Sistema de Segurança Interna (SSI), adiantando que nos próximos dias o secretário-geral, Antero Luís – responsável pela PIIC e respectiva construção – irá reunir com o presidente do Conselho Superior da Magistratura para definir que juízes poderão ter acesso e em que termos.
Rui Cardoso, presidente do Sindicato dos Magistrados do MP, tem reservas sobre esta possibilidade: «Na fase de inquérito, o juiz de instrução deve estar numa posição passiva e garantir apenas que não há atropelo aos direitos dos arguidos. Mesmo para aplicar uma medida de coacção, deve apoiar-se apenas na prova que a Polícia ou o MP recolhem», sublinha o magistrado, admitindo que este acesso só será legítimo na fase de instrução: «Admito que, para pronunciar ou não um arguido, o juiz possa fazer alguma investigação».
‘Economia de tempoe recursos’
Para já, apenas polícias e procuradores vão aceder à plataforma – que custou 2,5 milhões de euros, financiados em 80% pela Comissão Europeia – que ainda está em fase de testes. Numa primeira fase, só 300 analistas daquelas cinco Polícias vão aceder ao sistema, que será progressivamente aberto, até um máximo de três mil utilizadores em simultâneo. O gabinete de Antero Luís já está a preparar a formação de polícias e magistrados do MP (cerca de 500 ligados à investigação criminal).
A partilha de informação vai ser feita em tempo real. «Imagine que um agente da PSP investiga um assalto num ATM, cujo autor fugiu do local, deixando para trás apenas uma arma: ele pode pesquisar na plataforma introduzindo o número de série dessa arma, e o sistema percorre as cinco bases de dados e verifica que a arma está registada no sistema da PJ, associada a determinada pessoa. A partir deste momento, o agente da PSP, que não tinha mais pistas, passou a ter um suspeito» – exemplifica fonte oficial do SSI, sublinhando «a economia de tempo e recursos» que o sistema permite.
As informações em segredo de justiça só poderão ser fornecidas com autorização judiciária. Por exemplo: para aceder a dados de um processo da PJ que foram obtidos através de escutas telefónicas, a PSP terá de fazer um pedido fundamentado, que a Judiciária submete ao juiz. Diz a lei que este circuito deve demorar oito horas, no máximo.
Todos os acessos e pedidos feitos através da plataforma deixarão um rasto e serão auditados pela Comissão Nacional de Protecção de Dados e pelo Conselho de Fiscalização da Plataforma.

terça-feira, janeiro 15, 2013

SEF esforça-se por manter todas as unidades operacionais

DNoticias.pt


Gerir a carência de recursos humanos é o desafio do novo director regional


O novo director regional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) considerou hoje que, neste momento, a sua principal preocupação é manter as unidades operacionais dispersas pela ilha a funcionar, face à exiguidade de meios humanos.
"Temos uma política nacional que é de mobilidade dos meios humanos, de forma a reforçar conjecturalmente aquelas unidades que estão mais desabonadas em termos de pessoal. E aqui na Região esta política tem resultado perfeitamente, mesmo em relação ao Porto Santo", disse.

terça-feira, janeiro 08, 2013

Despromovidos 24 dos 31 directores do SEF

PÚBLICO 26/12/2012

Este mês, 24 dos 31 dirigentes do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras foram substituídos. Apenas quatro foram reconduzidos nos cargos.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) sofreu uma reorganização sem precedentes na sua hierarquia:
apenas quatro dos 31 dirigentes foram reconduzidos no mesmo posto e 24 substituídos, diz o Diário de Notícias.
No início do mês, na tomada de posse do director nacional, Manuel Palos – escolhido pelo Governo socialista e reconduzido no cargo –, o ministro da Administração Interna anunciou que o momento devia representar um "virar de página".
Segundo o Diário de Notícias, o processo de substituição não foi pacífico e não foram apresentados motivos para a mudança.
"Não houve, na maioria das situações, um critério de avaliação da qualidade do trabalho prestado, nem cuidado de a transferência das pastas ser feita com calma. Foi tudo como num jogo de xadrez, em que se limitaram a mover as peças, que por acaso são pessoas, com objectivos não suficientemente convincentes", dizem elementos do SEF, citados pelo diário, sob anonimato.
O Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF aceita as mudanças e considera-as benéficas para a qualidade dos serviços. Acácio Pereira, dirigente sindical, informa o Diário de Notícias que "as pessoas ficaram surpreendidas", mas que "estão a reagir bem e a adaptar-se".

terça-feira, novembro 13, 2012

Forças de segurança vão receber um aumento de 10,8%

TVI24


Garantia foi dada pelo ministro da Administração Interna no Parlamento

Miguel MacedoO ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse esta terça-feira que as forças e serviços de segurança vão receber, em conjunto, um aumento de 10,8 por cento em 2013.

No debate na especialidade do Orçamento do Estado (OE) para 2013 da administração interna, a decorrer no parlamento, Miguel Macedo adiantou que a PSP vai receber no próximo ano 796.9 milhões de euros, mais 13,2 por cento do que em 2012. A GNR 937.9 milhões de euros, mais 9,9 por cento.

Já o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que este ano recebeu 85 milhões de euros, vai receber 84.1 milhões em 2013.

O ministro explicou que a redução do orçamento do SEF «não se traduz» em menos verbas para aquele serviço de segurança, uma vez que houve estruturas que ficaram integradas na Direção Geral de Infraestruturas e Equipamentos.

Miguel Macedo afirmou também que, para o próximo ano, o ministério vai gastar 57 milhões de euros para a integração de todos os elementos da PSP e GNR nos sistemas remuneratórios que entraram em vigor em 2010, promoções e atualização do suplemento das forças de segurança e do subsídio de fardamento.

De acordo com o governante, o suplemento das forças de segurança vai passar de 18 para 20 por cento e o subsídio de fardamento será aumentado para 300 euros.

O orçamento do Ministério da Administração Interna (MAI) para 2013 é de cerca de 2.140 milhões de euros, representando um acréscimo de 12,3 por cento face à estimativa de 2012.

Segundo Miguel Macedo, 95,6 por cento do orçamento do MAI é orçamento de funcionamento e 83,2 por cento resulta de transferências de verbas do OE.


OE 2013. Miguel Macedo garante aumento na ordem dos 10,8% para PSP, GNR e SEF iInformação

...Miguel Macedo admitiu também a aplicação de uma política de partilha de recursos, sobretudo na “gestão da frota automóvel das forças de segurança”. Estarão, assim, disponíveis “dez mil veículos para as duas forças de segurança [PSP e GNR] ”. 

Trabalhadores do SEF em greve às horas extraordinárias por tempo indeterminado

RTP


Os trabalhadores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) estão em greve às horas extraordinárias a partir desta terça-feira. A paralisação marcada pelo Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras prolonga-se por tempo indeterminado.

A greve deverá decorrer entre as 17 horas e as 9 horas nos dias úteis, e entre as 0 horas e as 24 horas aos fins de semana e feriados.
O sindicalista Acácio Pereira revela quais são os serviços que vão ser afetados por esta paralisação que pretende protestar contra o Orçamento do Estado para 2013. O Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras considera que o documento discrimina negativamente todos os inspetores do SEF em relação aos funcionários de outros órgãos de polícia criminal.

quarta-feira, novembro 07, 2012

Alteração LOSEF


Ministério da Administração Interna
Procede à terceira alteração ao Decreto-Lei n.º 252/2000, de 16 de outubro, que aprova a Lei Orgânica do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras 

terça-feira, novembro 06, 2012

SEF também vai entrar em greve

SEFDiário IOL (VIDEO)


Inspetores chamam OE2013 de «ilegítimo». Ainda não há datas


O Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização (SCIF) do SEF anunciou esta terça-feira que vai realizar uma greve e uma paralisação às horas extraordinárias por tempo indeterminado por considerarem o Orçamento de Estado «ilegítimo».

«Vamos de facto fazer greve, porque é isso que os associados nos pedem», disse à agência Lusa o presidente do sindicato, Acácio Pereira, após esta estrutura ter realizado plenários com os inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) em vários locais do país.

O presidente do SCIF adiantou que o dia da greve e as datas para a paralisação às horas extraordinárias por tempo indeterminado vão ser decididos em breve, após a realização dos plenários com os trabalhadores dos Açores e da Madeira, que se realizam, na quarta-feira na e quinta-feira.

Em causa estão as medidas que constam no Orçamento de Estado para 2013 e a não realização de admissões de inspetores no SEF desde 2004.

«Temos um Orçamento de Estado que do nosso ponto de vista é ilegítimo», disse Acácio Pereira, sublinhando que os inspetores do SEF sentem-se «duplamente penalizados» e «discriminados» em relação aos outros órgãos de polícia criminal tutelados pelo Ministério da Administração Interna. 

O sindicalista sustentou que «há um tratamento discriminativo por parte do Governo em relação ao SEF face aos outros órgãos de polícia criminal», nomeadamente no que toca à admissões e promoções.

«Os outros têm possibilidade de admissões, o SEF não tem; os outros têm possibilidades de promoções, o SEF não tem; aos outros aplica-se a Lei 12/A, ao SEF não é aplicada. Nós não admitimos ser tratados desta maneira, que, do nosso ponto de vista, é indigna», frisou.

Acácio Pereira referiu também que desde 2004 «não há admissões de pessoal no SEF», numa altura em que o tráfego e o número de passageiros têm vindo a aumentar.

«Os inspetores do SEF não reivindicam dinheiro, não são questões monetárias que estão em cima da mesa. São fatores de gestão, que põem em causa a segurança do país e a soberania nacional», citado pela Lusa.

Segundo o presidente do sindicato, a greve às horas extraordinárias pode por em causa as operações de fiscalização do SEF e o trabalho de escolta, uma vez que a maioria destes serviços se realiza após o turno de trabalho e sem receberem qualquer tipo de remuneração, acrescenta à Lusa.

domingo, outubro 14, 2012

Trinta e três menores identificados em operação da GNR e SEF entregues a IPSS

JN


Os 33 menores, em situação de risco, identificados durante numa operação conjunta da GNR e do SEF, que levou ao desmantelamento de uma organização criminosa de tráfico de pessoas, foram entregues a instituições de solidariedade social (IPSS).
"Estão em instituições de solidariedade social. Ainda estamos a fazer um trabalho apurado no sentido de saber as suas origens, uma vez que a maior parte está indocumentada", afirmou o capitão Marco Cruz, da Guarda Nacional Republicana, durante uma conferência de imprensa.

PSP ganha menos de metade que PJ ou SEF

DN
PSP ganha menos de metade que PJ ou SEF

A PSP é chamada a grande parte das operações da PJ e do  SEF, mas os seus agentes, com as mesmas habilitações, recebem ordenados bem diferentes. O novo estatuto da PSP ainda vai acentuar mais as diferenças
Um agente que entrou na PSP há dez anos com habilitações literárias ao nível do 12º ano ganha agora, ao final do mês, menos de metade do ordenado de um inspector do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) ou da Polícia Judiciária (PJ) com qualificações iguais.
A comparação foi feita pela Associação Sindical de Profissionais de Polícia (ASPP) e "espelha uma realidade possível". Se três candidatos entraram nas diferentes forças e serviços de segurança em 1999, e concluíram "todas as provas e processos de formação em tudo semelhantes", ao fim de dez anos - partindo do princípio que nenhum fez qualquer outra formação - as diferenças são "abismais". Um agente ganha pouco mais de 1016 euros (brutos), o do SEF 2208 euros e o da PJ 2516 euros.
Mais. "Somos chamados para auxiliar o SEF e a PJ numa série de operações, como é o caso de acções de fiscalização em feiras ou acções policiais em bairros problemáticos", exemplifica. Ainda assim os agentes não têm direito a subsídio de risco. "Esta média de ordenados é pouco atractiva para futuros elementos. Acabam por ingressar na instituição pessoas sem perfil", diz.
De acordo com o balanço social da PSP, do efectivo policial de mais de 22 mil homens, 5180 são agentes. O relatório do SEF aponta para 1478 "colaboradores", 709 dos quais com função de fiscalização e intervenção. A PJ não disponibiliza números, mas o relatório anual de Segurança Interna de 2007 aponta para 2492 funcionários, 1333 dos quais na investigação criminal.
"Se a justificação é sermos em número superior, é mais ridículo ainda. Já temos funções de investigação criminal. E somos uma polícia a nível nacional", diz.
Para agravar o descontentamento, as alterações remuneratórias previstas no novo estatuto da PSP não trazem melhorias. A serem postas em prática, a partir de Janeiro, um comandante de esquadra (subcomissário) passa a receber um ordenado inferior ao seu adjunto (chefe principal).
Para Paulo Rodrigues "é injusto que um polícia com menos competências receba mais do que o que está acima dele", referiu. E há exemplos práticos: dois amigos que, com o mesmo tempo de polícia, concorreram a subchefes. Um deles decidiu "ir mais longe" e acabou por ingressar no curso de subcomissário. De nada valeu. Com o novo estatuto, o colega passa a chefe principal e ganha mais do que o subcomissário - com funções de comando. Também um chefe da PSP pode ganhar menos que um agente principal (ver infografia).
A lei das remunerações dos trabalhadores com funções públicas diz que, só "excepcionalmente, o nível correspondente à última posição remuneratória pode ser idêntico ao da primeira posição" da categoria seguinte. Esta é umas das questões que vai ser hoje levada pela ASPP ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira.

Comparar sem sentido

CM

Os jornalistas (e os polícias) têm de confirmar a exactidão da informação recolhida, sob pena de descredibilização do produto do seu trabalho.

Pesquise-se devidamente ou interpele-se as várias entidades afectadas, para que o produto não pareça um favor jornalístico a uma delas. O DN (1Out12) comparou salários dos agentes, inspectores da PJ e SEF, com 10 anos de serviço, atribuindo o salário bruto de 2516 € ao inspector da PJ. Em vez de informar envenenou os leitores com uma comparação incomparável e um dado falso.
Em vez de elucidar, manipulou e mentiu ao povão, como fazem os governos. As carreiras da FP estão classificadas por graus de complexidade funcional (GCF). Ora, os agentes e chefes da PSP são de grau 2 e os inspectores da PJ e SEF de grau 3, desde logo, porque os requisitos de ingresso (licenciatura), de formação e estágio (formação de nível superior e duração) são muito mais exigentes nos dois últimos casos. Quanto a comparar, comparem inspectores da PJ e SEF com comissários da PSP, que têm idêntico GCF. Quanto a salários da próxima vez é melhor perguntarem a gente séria.

segunda-feira, outubro 01, 2012

Do "terreiro do povo" para a greve geral (COM VÍDEO)

CM

Manifestação: Cem mil reclamam demissão do Governo em Lisboa
Cerca de cem mil pessoas estiveram ontem no Terreiro do Paço, em Lisboa, na manifestação da CGTP contra as medidas de austeridade previstas para o Orçamento do Estado. Frente à multidão que reclamava a demissão do Governo, o secretário-geral da estrutura sindical, Arménio Carlos, avançou que na quarta-feira haverá um Conselho Nacional Extraordinário para discutir uma greve geral. "Quase certo", respondeu o sindicalista quando interrogado sobre a possibilidade de a paralisação ocorrer até final do ano.
No "terreiro do povo", Arménio Carlos disse que "o povo está a perder o medo", acrescentando que, se o primeiro-ministro, Passos Coelho, "não ouvir a bem ouve a mal o povo, com a exigência da sua demissão e alteração política".
Arménio Carlos sublinhou que a "Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses-Intersindical Nacional (CGTP-IN) não aceitará medidas de redução dos salários e pensões em um cêntimo que seja". "Passos Coelho que se vá embora o mais depressa possível", exigiu Arménio Carlos, depois de afirmar que foi realizada "a maior jornada de luta dos últimos anos".
A manifestação concentrou nas avenidas 24 de Julho e Infante D. Henrique várias dezenas de autocarros provenientes de todo o País. Milhares de manifestantes recorreram ao Metro (que às 16h10 parou por 20 minutos) e também aos barcos da Margem Sul e comboios de Sintra, Cascais e Azambuja.
Num dia de sol, pelas 15h45, a praça contava já com alguns milhares de pessoas quando foi ouvido o hino nacional. Às 16h00, antes do discurso de Arménio Carlos, os manifestantes escutaram a canção de Abril ‘Grândola Vila Morena'.
FORÇAS DE SEGURANÇA EM PROTESTO
Largas dezenas de agentes de segurança, da PSP, GNR e Polícia Marítima, juntaram-se ontem à manifestação no Terreiro do Paço. No protesto, estiveram também representados, através da Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, elementos da Guarda Prisional, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
A participação das forças de segurança e dos militares foi aplaudida pelos outros manifestantes. Os militares garantem que estão prontos para cumprir o juramento e fazer cumprir a Constituição da República.