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quarta-feira, novembro 27, 2013

Oficiais de polícia dizem que demissão de director da PSP foi "ingerência inaceitável do poder político"

Publico
Passos Coelho esteve presente na cerimónia em que novo director nacional da polícia reclamou salários "mais adequados" para os polícias, mas manteve-se em silêncio
O Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia (SNOP) considera que a decisão de demitir o director nacional da PSP representa "uma ingerência inaceitável do poder político na autonomia de uma força de segurança".
Em comunicado, o sindicato que representa os oficiais da polícia refere que a demissão ainda não foi esclarecida pelo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e representa "uma ingerência inaceitável do poder político na autonomia de uma força de segurança, nomeadamente no que concerne à tomada de decisão em âmbito operacional".
Na manifestação da passada quinta-feira dos profissionais das forças de serviços de segurança, o SNOP relembra que existiam "armas de fogo de ambos os lados”, que os manifestantes “estavam habituados a este tipo de cenários” e que, perante isto, “a tomada de uma posição de força traria consequências imprevisíveis".
"Não aceitamos que uma figura com a importância do director nacional da PSP esteja dependente do entendimento que o ministro da Administração Interna tenha sobre questões técnicas, ao qual não reconhecemos qualquer competência nesta matéria", adianta o sindicato, recordando que as escadarias da Assembleia da República já haviam sido ocupadas durante uma manifestação do Movimento dos Indignados, em Outubro de 2011.
Milhares de profissionais de forças e serviços policiais e de segurança ­- PSP, GNR, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, ASAE, Polícia Marítima, guardas prisionais, polícia municipal e Judiciária - manifestaram-se na passada quinta-feira, em Lisboa. Depois de derrubarem uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal da Assembleia da República, onde cantaram o hino nacional, tendo a seguir desmobilizado voluntariamente.
Na sequência destes acontecimentos, o director nacional da PSP, Paulo Valente Gomes, colocou o lugar à disposição, tendo o seu afastamento sido aceite pelo ministro da Administração Interna. O sindicato que representa os oficiais da PSP refere que, "em menos de dois anos", Miguel Macedo demitiu dois directores da PSP, contribuindo “para uma instabilidade a todos os títulos indesejável". Mas para o governante os acontecimentos da passada semana "já fazem parte da história – uma história que não pode nem vai repetir-se", sob pena de perda da imagem de profissionalismo e credibilidade das forças de segurança. "Tenho a certeza de que a mensagem foi clara e não precisará mais de ser reafirmada", acrescentou, durante a cerimónia de tomada de posse do novo director nacional da PSP, Luís Farinha. O até aqui comandante da Unidade Especial de Polícia não enjeita a herança da equipa a que pertencia e defende, por seu turno, a continuidade das linhas estratégicas definidas para a corporação por Paulo Valente Gomes. "Foi um privilégio e uma grande satisfação ter integrado a sua equipa", declarou no seu discurso de tomada de posse no qual fez questão de reclamar a melhoria das condições de trabalho dos agentes, mas também um regime de carreiras e um estatuto remuneratório "mais adequados" do que os actuais. E mostrou-se disponível para, em diálogo com as organizações sindicais e a tutela, encontrar "soluções adequadas para os constrangimentos que afectam a PSP". Já Miguel Macedo disse compreender as dificuldades por que passam os agentes policiais. "Há uma verdade que convém nunca esquecer – um polícia, antes de ser polícia, é um português. E, como qualquer português, sente as adversidades da crise", observou, imediatamente antes de agradecer ao demissionário Paulo Valente Gomes "os serviços inestimáveis que prestou" à frente da polícia. O ex-director nacional foi, de resto, efusivamente cumprimentado pela maioria das chefias da PSP presentes na cerimónia. Entretanto a Inspecção-Geral da Administração Interna abriu um processo de averiguações aos acontecimentos ocorridos na manifestação da passada quinta-feira junto à Assembleia da República. “Estamos a analisar, não há processo de inquérito, nem disciplinar, estamos a fazer um processo de acompanhamento de averiguações relativamente aos factos que ocorreram”, adiantou a inspectora-geral Margarida Blasco à margem da tomada de posse de Luís Farinha. Presente na cerimónia, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, manteve-se em silêncio.

Manif dos polícias. Agentes da PSP detectaram grupos organizados

ionline
IGAI deverá analisar informações recolhidas no terreno sobre grupo de militares da GNR e de guardas prisionais

Os agentes da PSP que estiveram de serviço na manifestação das forças de segurança da passada quinta-feira detectaram dois grupos organizados de manifestantes com comportamentos agressivos e que desde o início da tarde - ainda no Largo do Camões - foram incentivando os restantes à invasão da Assembleia da República. Um dos grupos, com cerca de 30 elementos, seria composto por militares da GNR e o segundo, por mais de 15 guardas prisionais. Em ambas as facções haveria ainda manifestantes "sob o efeito de álcool".
Os dados recolhidos no local pelas autoridades deverão ser agora analisados no processo aberto pela Inspecção Geral da Administração Interna (IGAI). Isto porque, Margarida Blasco, inspectora-geral da IGAI, revelou que o processo em curso pretende averiguar todos os acontecimentos que se passaram durante o protesto, tanto no que respeita ao comportamento dos manifestantes - das forças e serviços de segurança -, como à actuação da PSP. Para isso, além das informações fornecidas pelas autoridades, a IGAI estará também a visualizar as imagens emitidas nas televisões. "Estamos a analisar ponto a ponto e a ver se houve alguma infracção", contou na segunda-feira, defendendo que foi "uma situação obviamente grave".
Oficialmente a PSP não prestou qualquer esclarecimento, mas fontes desta força de segurança garantem ao i a existência de informações detalhadas sobre estes dois grupos e sobre o seu comportamento ao longo de todo o trajecto da manifestação. No que respeita ao grupo composto por elementos da GNR, alguns estavam vestidos com uma t-shirt preta e um capuz oficial daquela força militar e outros, entre 15 e 20, vestiam t-shirts com a fotografia de Hugo Hernano - o militar condenado a nove anos de prisão por ter matado um jovem numa perseguição policial há cinco anos.
"Não é possível concretizar quem terá começado a subir as escadas contornando o cordão, mas a verdade é que estes elementos tiveram um papel activo, ao incentivar à invasão num clima que era de muita tensão. Alguns deles já chegaram embriagados ao Largo do Camões [no início da manifestação, às 17h30m] e isso pode também explicar os comportamentos mais violentos", esclarece um dos agentes de serviço naquele dia. Contactada ontem pelo i, a GNR disse "não ter comentários a fazer sobre o assunto".
Sobre o grupo de guardas prisionais, o i apurou que também estavam vestidos de preto e, apesar de serem em menor número, tinham um comportamento mais "exuberante". "Não tinham nada a ver com o grupo de militares da GNR, tratava-se de um grupo autónomo, mas igualmente organizado, usando t-shirts com a inscrição "guardas prisionais", descreve a mesma fonte. O i questionou ontem os serviços prisionais sobre estas informações, mas não recebeu qualquer resposta até ao fecho desta edição.
Os elementos da PSP que estiveram de serviço no local e que aceitaram revelar ao ias movimentações "mais agressivas" da manifestação da última quinta-feira, explicaram porém que estes dois grupos foram casos isolados, não representando a totalidade dos militares da GNR nem a dos guardas prisionais ali presentes. Explicam ainda que houve outros excessos por parte de alguns elementos das várias forças ali presentes, mas ressalvaram que nesses casos se tratava de "reacções individuais" e não "acções concertadas".
O protesto da última semana contou com a presença de elementos da PSP, GNR, SEF, guardas prisionais, ASAE, Polícia Marítima, Polícia Judiciária e polícias municipais e foi já considerado a maior manifestação de sempre das forças e serviços de segurança.
A invasão da escadaria da Assembleia da República levou já à substituição de Paulo Valente Gomes - até esta semana Director Nacional da PSP - por Peça Farinha. Ao contrário do que aconteceu em protestos anteriores, o primeiro cordão da PSP não recorreu à força quando os manifestantes forçaram a invasão. A PSP fala em estratégia inteligente, alegando que havia manifestantes armados, mas o ministro Miguel Macedo já avisou que o episódio não se pode repetir.

Pinhal Novo: ministro no funeral de militar da GNR abatido

TVI

Centenas de pessoas assistiram à cerimónia

Ministro no funeral do militar da GNR que foi abatido Várias centenas de pessoas, entre as quais o ministro da Administração Interna, assistiram esta terça-feira, na Aldeia de Santo André, concelho de Santiago do Cacém, ao funeral do militar da GNR abatido no sábado no Pinhal Novo.

Bruno Chaínho foi atingido mortalmente à chegada ao restaurante «O Refúgio», depois de um alerta dos familiares do proprietário que foram sequestrados durante algum tempo no interior do estabelecimento, por um imigrante moldavo, de 58 anos, munido de armas de fogo e granadas.

As cerimónias fúnebres começaram cerca das 14:00, na igreja da Aldeia de Santo André, de onde o militar era natural, tendo seguido depois em cortejo a pé para o cemitério, a poucas centenas de metros.

Familiares, amigos, populares e elementos da GNR, bem como o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, autarcas e outras autoridades prestaram a última homenagem a Bruno Chaínho.

O jovem militar foi baleado no sábado à noite pelo sequestrador, após a intervenção da sua patrulha, a primeira a chegar ao local, ter permitido a libertação da mulher e da filha do proprietário do restaurante.

O incidente só foi resolvido às 5:15 da madrugada de domingo, com uma intervenção tático-policial da GNR que culminou com a morte do sequestrador, depois de uma troca de tiros com elementos do Grupo de Operações Especiais da GNR.

segunda-feira, novembro 25, 2013

Militar da GNR que morreu tinha 27 anos

Militar da GNR que morreu tinha 27 anosDN

Bruno Ch
ainho, solteiro, era natural de Santiago de Cacém e estava de serviço no posto de Pinhal Novo há quatro meses. Foi abatido pelo sequestrador mal entrou no restaurante "O Refúgio", ontem à noite

O militar da GNR que foi morto tiro pelo cidadão moldavo que realizou um sequestro no restaurante "O Refúgio", no Pinhal Novo, tinha 27 anos e era natural de Santiago de Cacém. Solteiro, Bruno Chainho tinha prestado serviço militar nos fuzileiros, após o que ingressou na GNR. Esteve colocado no Algarve e há quatro meses que estava destacado no posto de Pinhal Novo.
O jovem guarda foi o primeiro a abordar o homem no restaurante e terá sido atingido com um tiro na cabeça. Depois ficou no interior do estabelecimento durante sete horas até a GNR tomar de assalto o restaurante. Nesta operação, o sequestrador, um imigrante moldavo, trabalhador da construção civil, foi morto

Crime Sequestrador do Pinhal Novo era militar de elite da União Soviética

Noticias ao minuto

O imigrante oriundo da Moldávia que protagonizou este fim-de-semana, no Pinhal Novo, um sequestro que acabou por resultar na sua própria morte e no falecimento de um GNR, além de seis feridos a registar, era um ex-militar de elite da antiga União Soviética, adianta a edição desta segunda-feira do Diário de Notícias.
Sequestrador do Pinhal Novo era militar de elite da União Soviética
A expressão ‘armado até aos dentes’ será demasiado coloquial, ainda assim, aplicar-se-á ao imigrante moldavo responsável pelo sequestro deste fim-de-semana num restaurante no Pinhal Novo, que ceifou a vida a um agente da GNR de 27 anos, causou seis feridos e cujo desfecho ditou a própria morte a ‘Miguel’, como era conhecido nas redondezas.
Ora, segundo avança hoje o Diário de Notícias, o homem havia sido um militar de elite ao serviço da ex-URSS na guerra do Afeganistão. Aliás, o imigrante atacou o espaço comercial munido de um autêntico arsenal de armas. Para lá de uma pistola, ‘Miguel’, tinha os bolsos carregados com munições, um cinto de granadas na mão e ainda um engenho explosivo artesanal, para ser accionado à distância.
Os “conhecimentos militares tácticos” que demonstrou foram, aliás, assinalados pela Associação Nacional de Guardas da GNR. “Usou armas de fogo, explosivos e colocou vidros partidos nas entradas do restaurante para detectar qualquer entrada dos operacionais”, destacou aquela entidade, citada pelo Diário de Notícias.
Alegadamente, o homem estaria doente e exigiu ao dono do estabelecimento, Gaspar Veloso, uma quantia de 50 mil euros por forma a resolver o seu problema de saúde.
As negociações entre os militares e agressor romperam a madrugada, mas, decidido a não se render e a não entregar o GNR que havia feito refém, acabou por ser abatido a tiro.

sexta-feira, novembro 22, 2013

Militar da GNR morre depois de participar na manifestação

A Guarda

Um Militar da GNR, natural do Marmeleiro, concelho da Guarda, morreu ontem, 21 de Novembro, depois de ter participado na manifestação das forças de segurança portuguesas, junto ao Parlamento.
Ao que o Jornal A Guarda conseguiu apurar, o militar, de 44 anos, que prestava serviço na zona de Lisboa, estava acompanhado de um irmão também Militar da PSP e de vários camaradas, já tinha deixado a manifestação quando se sentiu mal e caiu em plena rua.
Apesar da rápida intervenção do INEM, não foi possível reanimar o corpo. 

GNR diz que é cedo para saber se houve militares a infringir a lei na manifestação dos polícias

RR
GNR sublinha que é necessário esperar que a PSP reporte eventuais situações que envolvam militares da Guarda.

sábado, maio 25, 2013

BLOG:-
Guarda do Futuro



SERÁ QUALQUER COISA ASSIM A NOVA IMAGEM DOS PATRULHEIROS DA GUARDA.


NOVO FARDAMENTO DA GUARDA NACIONAL REPUBLICANA, FOI APROVADO EM PORTARIA E VEM AÍ BREVEMENTE, INTRODUZINDO VARIAS NOVIDADES, TAIS COMO PÓLOS, CALÇAS TATICAS DE PATRULHA, BLUSÕES NOVOS E UMA BOINA QUE DARÁ UM AR MUITO MAIS OPERACIONAL, OS MILITARES DA GUARDA ORGULHAR-SE AO DE A USAR E CONJUGANDO A VAIDADE COM O ATAVIO PROVAVELMENTE NÃO SE ENCONTRARÁ NENHUM MILITAR SEM TAPA CHAMAS NA RUA.

NOVA BOINA PARA O DISPOSITIVO TERRITORIAL DA GUARDA NACIONAL REPUBLICANA, AI VEM ELA.




Foi recentemente aberto concurso publico para aquisição de 11500 boinas cor verde, assim como a farda de Patrulha e fardamento para serviço de Trânsito, 
conforme os links abaixo.

Caderno Encargos
Caderno Encargos

Caderno Encargos

Ministro tira polícias da secretária

CM

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, afirmou ontem, na cerimónia do 102º aniversário da GNR, em Queluz, Sintra, que quer mais polícias nas ruas.

O ministro referiu mais uma vez que uma reorganização interna das forças de segurança deverá passar pela libertação de efetivos em tarefas administrativas para atividades operacionais. "Estamos hoje mais bem preparados para o fazer, respeitando competências, atribuições e a missão de cada uma das forças, cientes, porém, do esforço de racionalização que é reclamado", acrescentou.
Ainda assim, Macedo disse que o "investimento do Governo" em matéria de segurança "não será afetado" pela crise financeira. "O Governo, pela sua parte, tem dito que o investimento em matéria de segurança não será afetado pelas circunstâncias especialmente difíceis." O ministro deu como exemplos a entrega de novas viaturas e também a assinatura dos protocolos que visam a melhoria dos postos. "Isto ilustra a vontade do Governo de dotar a GNR dos melhores meios possíveis para a prossecução da missão", finalizou.
COMENTÁRIOS A ESTA NOTÍCIA 13

  • Essa conversa Sr. Ministro, tem mais de 25 anos, tirar Policias das secretarias!!! Quem vai lá pôr ? reorganização das forças de segurança ? todos os Ministros já o disseram! E como estão as forças de segurança?
  • Ao aumentar a idade de reforma para os polícias, ao mesmo tempo que se restringe a entrada de novos elementos, o que faz com que os efetivos policiais envelheçam, isso é investir na segurança dos portugueses?
  • Não me digam que vão pôr oficiais a fazer patrulhas???
  • Pura utopia.Vai tirar militares e polícias das secretarias dos Comandos Gerais, para depois as instituições os colocarem em secretarias dos postos e esquadras... já na ultima "restruturação" foi o Governo assim enganado.
  • Então mas aumentar a idade da reforma dos polícias, ao mesmo tempo que se reduz os ingressos de novos agentes, o que futuramente vai provocar o envelhecimento dos efetivos, é investimento na segurança dos portugueses?

PSP e GNR participam no maior exercício antiterrorista de sempre na Europa

RTP noticias


Elementos das operações especiais da PSP e da GNR vão participar no maior exercício de resposta a ataques terroristas na Europa que já foi feito. As forças portuguesas vão alinhar na simulação que vai acontecer em Espanha.

domingo, abril 07, 2013

Criminalidade está a aumentar nas zonas rurais

O Mirante


O presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP) disse esta semana que o crime afecta cada vez mais as zonas rurais, estando-se a assistir a uma deslocalização da criminalidade, sobretudo a violenta e grave. As declarações do subcomissário Henrique Gomes Figueiredo, feitas à agência Lusa, baseiam-se no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2012. Segundo os dados, a criminalidade violenta e grave aumentou dois por cento nas zonas rurais em relação ao ano anterior.
O RASI, divulgado na semana passada, indica que a criminalidade desceu 7,8 por cento em 2012 em relação ao ano anterior e as participações à PSP, GNR e Polícia Judiciária também desceram 2,3 por cento. "Os dados mostram claramente que há uma tendência positiva, mas há uma evolução bastante distinta entre as áreas urbanas e rurais", afirmou o presidente do sindicato que representa os principais comandantes da PSP. Para o sindicalista, está a assistir-se a uma deslocalização da criminalidade, sobretudo a violenta e grave, das zonas urbanas para as rurais.
O presidente do SNOP justifica este aumento do crime nas zonas rurais, uma vez que a GNR tem uma área mais vasta e muitos postos não têm o efectivo necessário. "Está a assistir-se a uma deslocalização de grupos criminosos para zonas rurais, onde existe menos controlo e menos efectivos, sendo, por isso, mais fácil actuar", sustentou. Nesse sentido, defendeu que é necessário repensar o modelo de policiamento nas zonas urbanas.
O SNOP diz ainda que a PSP foi responsável por mais de metade das detenções feitas no ano passado pelos serviços e forças de segurança, tendo as detenções na área de intervenção da Polícia de Segurança Pública aumentado nove por cento em relação a 2011.

Associações da GNR preparam caderno reivindicativo

JN


Quatro associações sindicais da GNR vão reunir, na próxima sexta-feira, em Lisboa, para debater os problemas do setor e elaborar um caderno reivindicativo a entregar à hierarquia.
No encontro participarão a ANAG (Associação Nacional de Guardas), a ASPIG (Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda), a ANSG (Associação Nacional de Sargentos da Guarda) e a ANOG (Associação Nacional de Oficiais da Guarda).
"Estas quatro associações convergiram num ponto de entendimento para unirem esforços no sentido de debaterem os problemas transversais à classe, desde o soldado ao oficial", adianta a ANAG, em cuja sede se vai realizar a iniciativa, na Rua Abranches Ferrão, às 14 horas.
A intenção é elaborar um "documento comum" com a descrição dos problemas na classe e as propostas para a sua resolução. O caderno reivindicatico será depois apresentado ao ministro da Administração Interna e ao comandante geral da GNR.

terça-feira, março 19, 2013

GNR deteve 2 estudantes em ação de fiscalização a autocarros de viagens de finalistas

SIC noticias


A GNR deteve 2 estudantes e apreendeu estupefacientes na operação de fiscalização a autocarros de viagens de finalistas que decorreu entre sexta-feira e domingo. A Guarda Nacional repúblicana diz ter registado "menos detenções e menos apreensões" de estupefacientes o que poderá "denotar uma mudança de atitude" dos jovens relativamente aos riscos associados ao consumo de drogas nas viagens de finalistas.

sábado, março 16, 2013

Seminário PSP: Actual modelo de polícia deve ser repensado

PSP: Actual modelo de polícia deve ser repensadoNoticias ao minuto

Oficiais da PSP consideraram, esta quinta-feira, que o actual modelo de organização das polícias em Portugal deve ser repensado, tendo em conta a actual situação financeira do País, mas as mudanças não devem prejudicar a Polícia.

A direcção nacional da PSP e o Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI) organizam hoje e na sexta-feira o seminário “Desafios da segurança em Portugal”, na qual académicos do ISCPSI e oficiais da PSP debatem o modelo de organização das polícias.
“O modelo dual (duas polícias) está esgotado face à realidade portuguesa e europeia. É preciso mudar de paradigma”, disse no seminário o subintendente Manuel Guedes Valente, director do Centro de Investigação e de Professor do ISCPSI.
Por sua vez, o superintendente José de Oliveira, director nacional-adjunto da PSP para área dos recursos humanos, falou sobre os custos da segurança em Portugal, avançando que Portugal gasta anualmente um por cento do Produto Interno Bruto (PIB) com as forças e serviços de segurança, enquanto, na França e Espanha, esse custo se situa entre os 0,8 e 0,6 por cento, respectivamente.
“Os problemas dos baixos salários e das faltas de condições na Polícia não estão relacionados com a falta de investimento, mas sim como a forma como Portugal está organizado em termos de segurança pública”, salientou.
Nesse sentido, defendeu que é importante “a definição de uma política pública de segurança sistémica que a médio e curto prazo se procure a eficiência e a equidade”.
Também o presidente do Sindicato dos Oficiais de Polícia (SOP/PSP), Hélder Andrade, considerou que o actual modelo de polícias é “oneroso”, considerando necessário estudá-lo e repensá-lo.
Hélder Andrade destacou também o estudo que o sindicato entregou recentemente ao ministro da Administração Interna o qual demonstra que a fusão da PSP, GNR e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) numa polícia nacional civilista resultaria numa redução de despesa da ordem dos 624 milhões de euros, no final do sexto ano de execução
Já o intendente Luís Elias, segundo comandante da PSP de Lisboa, considerou que deve ser feita “uma verdadeira avaliação do sistema”, além de questionar se devem existir no país duas polícias integrais e duplicação de meios nas forças de segurança.
O intendente Luís Elias lamentou que o debate em Portugal tenha sido “muito pouco virado para a avaliação da relação custo-benefício e para a quantificação de uma eventual mudança”, sublinhando que o modelo policial em Portugal tem evoluído para uma sucessiva “criação ou autonomização de diversos órgãos de polícia administrativa e de órgãos de polícia criminal”.
O oficial da PSP destacou as diversas valências da PSP, destacando que “é imprescindível” que o Corpo de Intervenção e o Grupo de Operações Especiais continuem na Polícia de Segurança Pública.
O Intendente Luís Elias abordou ainda os casos de países europeus que adoptaram o modelo de polícias integrais, como a Áustria e Bélgica.
Também presente no seminário, o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Antero Luís, considerou que se deve aproveitar o actual momento de crise em Portugal para reflectir sobre o modelo de segurança e defesa, sublinhando que o “desafio é imenso”.
Antero Luís disse ainda que a articulação entre as Forças Armadas e as forças de segurança “merece uma reflexão”, existindo “uma potencialidade grande”.
Como exemplo, referiu que os militares têm meios que os polícias podem utilizar.
Noticias ao minuto
PSP Polícia militar e civil custa aos contribuintes 145 milhões
O actual modelo de organização das polícias em Portugal, uma polícia civil e outra de cariz militar, custa 145 milhões de euros por ano aos contribuintes, segundo dados avançados esta sexta-feira num seminário organizado pela PSP.

Nas conclusões do seminário ‘Desafios da Segurança em Portugal’, onde foi defendida uma polícia única civilista, o superintende José Torres, director nacional adjunto da PSP, disse que o custo mínimo anual da opção corrente pelo sistema dual (PSP e GNR) é de 145 milhões de euros.
A direcção nacional da PSP e o Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI) organizaram um seminário de dois dias em Lisboa para debater o actual modelo de segurança interna.
O director nacional adjunto da PSP apresentou as conclusões dos trabalhos, sublinhando que um sistema de polícia única implicaria “ganhos operacionais e económicos” e que “a abolição do sistema dual será uma inevitabilidade”.
O superintendente José Torres falou também de um estudo recentemente entregue ao ministro da Administração Interna, o qual defende que a fusão da PSP, GNR e Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) representaria “ganhos relevantes no plano económico e financeiro”.
Segundo o estudo, um processo dessa natureza permitiria uma redução de 50% do número de quadros dirigentes, a eliminação de 47% das estruturas superiores e intermédias e a diminuição de cerca de 40% do pessoal policial afecto ao apoio operacional.
O director nacional adjunto da PSP disse igualmente que no seminário foi defendido que há uma tendência para desmilitarizar a segurança interna em todo o mundo ocidental.
Por outro lado, adiantou, se a opção for sempre no modelo dual, "as forças de segurança terão que deter todas as valências necessárias".
Na abertura dos trabalhos, na quinta-feira, o secretário de Estado Adjunto do ministro da Administração Interna disse que o actual modelo de organização das polícias está estabilizado e “mudanças radicais neste sector são sempre garantia de resultados desastrosos”.
“Temos um modelo que está estabilizado, naturalmente que este modelo deve e terá que ter ajustes, mas não será de maneira nenhuma posto em causa nos seus fundamentos”, afirmou Juvenal Silva Peneda.
Durante o seminário foram ainda apresentados os casos da Áustria e Bélgica, onde existe uma polícia única integral, e da França e Espanha, que têm o sistema dual de polícias.


Beja Perdão de multa carimba passaporte para prisão a GNR

Noticias ao minuto

Um antigo comandante do destacamento da Brigada de Trânsito (BT) de Beja da GNR – Guarda Nacional Republicana – foi condenado a 15 meses de prisão com pena suspensa por igual período. Em causa está o facto de, em 2004, ter pedido a um subordinado seu que perdoasse uma multa.Perdão de multa carimba passaporte para prisão a GNR
O antigo comandante da BT de Beja, João Bruno, foi condenado a 15 meses de prisão com pena suspensa pelo crime de denegação da justiça e prevaricação. O caso remonta a 2004 e o arguido já havia sido absolvido há dois anos, escreve o Jornal de Notícias
Em causa está o facto de, em 2004, ter pedido a um subordinado seu, o furriel Fernando Reis, que perdoasse uma multa de 300 euros à empresa FVMC, de Moura.
A sentença declarou que o arguido, o comandante João Bruno, actuou “voluntariamente” para “beneficiar a empresa”, afirmando que o antigo comandante agiu de forma “livre, deliberada e consciente”, determinou a juíza Estela Vieira, citada pelo Jornal de Notícias.
Apesar da condenação, a juíza optou pela pena suspensa, em virtude de o caso ter ocorrido “há nove anos” e também pelo facto de o antigo comandante João Bruno já “não estar no activo”.

terça-feira, março 12, 2013

2300 forçam saídas da Polícia e Guarda

CM

Segurança: Governo quer aumentar para 57 a idade da pré-reforma

Dois mil e trezentos elementos querem sair da PSP e GNR, respetivamente 1000 e 1300.
E, por isso, já se candidataram à pré-reforma - reserva no caso da GNR - à espera que o Ministério da Administração Interna lhes dê autorização para deixarem o trabalho operacional. Para já as condições passam por ter pelo menos 55 anos de idade ou 36 de serviço. A lista, segundo o Sindicato dos Profissionais de Polícia, é grande, porque todos os anos são "muito poucos" os que recebem autorização para a pré-reforma. 

No entanto, no final do ano passado, o Governo apresentou uma proposta, já a aplicar no decorrer de 2013, no sentido de que os papéis para a pré-reforma possam ser só metidos quando os polícias tiverem 57 anos. "Vamos ficar com uma polícia muito envelhecida. Aos 55 anos, os polícias já não têm os reflexos apurados como se devia ter nesta profissão. Não é fácil trabalhar por turnos, à chuva, ao vento, ao calor. Cada ano que passa é pior. O Governo deve apostar em novos elementos, mais jovens e que possam dar respostas
 ao trabalho", afirma António Ramos, presidente do SPP/PSP.

Esta opinião é partilhada por César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, que também considera que os postos territoriais da GNR vão sair afetados. "Estamos atualmente com défice de militares. Não podemos comparar estes homens e mulheres com os funcionários públicos, uma vez que estamos a falar de muitas mais horas que eles prestam de serviço a cada dia", refere o sindicalista ao CM. 

Por decidir está também o ingresso de agentes e militares nas duas forças de segurança neste ano. Está prevista a entrada de 500 novos elementos para a PSP e de 300 para a GNR, mas o MAI ainda não garantiu às forças de segurança as novas entradas.

GNR pede alterações nos tempos de serviço

GNRTVI24


Ministro da Administração Interna e o Comandante-geral da GNR receberam nova proposta

A Associação nacional de Guardas (ANAG-GNR) apresentou, esta terça-feira, uma proposta para regularizar os tempos mínimos de serviço e de folga dos agentes. 

Atualmente, os militares dispõe do sistema de f
olga ao oitavo dia, depois de sete dias de trabalho, segundo a regulamentação feira em 2010. A associação quer que os profissionais consigam ter a sua folga semanal depois de cinco dias consecutivos de trabalho.

De acordo com a agência Lusa, a proposta da ANAG foi entregue a Miguel Macedo, ministro da Administração Interna e ao general Newton Parreira, comandante-geral da GNR. 

Para a associação, esta proposta vai ajudar a «conciliar as necessidades de serviço com o bem-estar profissional e familiar dos militares». Com o novo sistema, os militares poderão gozar um fim-de-semana, de cinco em cinco semanas. 

A ANAG propõe ainda que os militares tenham direto a gozar, no mínimo, 48 horas de folga, depois de cumprirem 24 horas seguidas de serviço. A associação quer, também, que as alterações à escala de serviço sejam afixadas com a antecedência mínima de 48 horas e deverão ser «só admissíveis por motivos excecionais e imperiosos de serviço».

Na nota, a ANAG afirma que a proposta tem «um caráter provisório», até haver um horário de referência regulamentado, conforme está previsto no estatuto militar da Guarda.