terça-feira, setembro 14, 2010

Greve na PSP vai mesmo avançar

O Presidente do sindicato da PSP (Sinapol),  Armando Ferreira, que foi suspenso pela direcção nacional da polícia na sequência do pré-aviso de greve, garantiu hoje em conferência de imprensa que "não pode contrariar uma decisão que foi tomada em Assembleia-geral" e que a greve vai mesmo avançar.  
Sindicato Nacional da Polícia divulgou na terça-feira, dia 7, um pré-aviso de greve para os dias 19, 20 e 21 de Novembro. A data, decidida depois de uma assembleia-geral do sindicato, não é inocente e coincide com os dias em que se realiza a cimeira da NATO, em Lisboa.
Sobre a legalidade da greve, os sindicalistas parecem não ter dúvidas, argumentando que há dois anos a PSP "foi integrada nas regras do funcionalismo público". A paralisação estava vedada a estes profissionais desde 1990 - quando foi aprovada a lei do associativismo - mas ao mudarem para as regras do funcionalismo público nada foi redigido na lei no sentido de manter a proibição da greve.
A motivar o protesto estão, segundo o comunicado do Sinapol, "as atrocidades do ponto de vistaestatutário, o aumento das horas de serviço, os regimes de avaliação e a progressão na carreira". O Sinapol é o terceiro maior sindicato da PSP, representando 2600 associados de um total de 22 mil polícias.

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