quarta-feira, dezembro 15, 2010

Governo nega ajuda a polícias

CM



Segurança
Ministério das Finanças não aceitou pedido de um milhão para Serviços Sociais da PSP.
..."Os polícias estão cada vez mais pobres",...

...Por sua vez, António Ramos, do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) mostra-se preocupado com a situação. "A PSP é sempre atacada e alvo de cortes. O que os governantes não percebem é que não se pode poupar em quem promove segurança, que é uma das preocupações maiores dos cidadãos que se vêem cada vez mais atacados e alvo da criminalidade violenta", disse.
MILHÕES EM GRATIFICADOS
O caso dos serviços gratificados é um dos mais controversos no seio da PSP. "Chegamos aos dois milhões de euros em dívidas aos nossos agentes, que trabalham por necessidade. Acumulam-se meses sem pagamento", acusa António Ramos do SPP. Do lado da ASPP, Paulo Rodrigues concorda. "Isso é inadmissível. Um caso flagrante que devia envergonhar o Governo", acusa. Os serviços gratificados são prestados pelos polícias fora do seu horário de serviço. Há vários polícias que apenas descansam em curtos intervalos para garantir mais dinheiro no final do mês. Os remunerados podem ser prestados ao MAI ou a entidades privadas. "O MAI continua a ser o pior pagador", finaliza Paulo Rodrigues.
GREVE NA POLÍCIA JUDICIÁRIA
Mantém-se a greve marcada para hoje dos investigadores criminais da Polícia Judiciária, que se prolonga até 15 de Janeiro, às horas extraordinárias. De segunda a sexta-feira, entre as 17h30 e as 09h00, fins-de-semana e feriados. A reunião de ontem, no Ministério das Finanças, "foi igual a outras", disse Carlos Garcia, da ASFIC.

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