CMSegurança: Sector da ourivesaria vive o período mais dramático de sempre
De 1 de Novembro a 6 de Dezembro registaram-se em Portugal 53 assaltos a ourivesariasO sector da ourivesaria e do comércio de ouro está a enfrentar a maior vaga de assaltos de que há memória....
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De resto, os ourives têm apostado em esquemas de segurança inovadores, como gradeamentos interiores com alarme incorporado, ou sistemas de fumos que à entrada de alguém na loja tornam o espaço totalmente opaco.
OURIVES RECORREM A ARMAS
"Não temos seguros, os assaltos, como se vê, são cada vez mais, só temos uma solução: ter uma arma na loja e, sempre que tal for possível, enfrentar os ladrões."
José Carlos Santos sabe que este caminho é perigoso, mas diz que "nestas circunstâncias nada mais há a fazer", e admite que "são cada vez mais os ourives armados".
O caso da tentativa de assalto à ourivesaria Lebre, em Gondomar, correu o País. Fernando Jorge, o proprietário, enfrentou os ladrões de pistola em punho e impediu que o assalto se concretizasse.
Mas admite que "a coisa podia ter corrido mal. Eles estavam armados, não sei se com armas verdadeiras ou falsas. Se fossem verdadeiras e desatassem aos tiros, podia ter havido mortes".
Fernando Jorge estava no escritório quando viu, através do sistema de videovigilância, três homens encapuzados e armados a entrar na loja, enquanto um quarto tinha ficado no carro.
"Nem pensei . Peguei na pistola e avancei para o confronto. Eles, provavelmente porque se assustaram, colocaram-se em fuga", disse Fernando Jorge ao CM, sublinhando que disparou seis tiros. Tanto as autoridades policiais quanto as próprias associações de ourives não aconselham este tipo de práticas, alegando que uma reacção violenta dos assaltantes pode ter consequências trágicas. Mas os ourives alegam que ou se defendem ou ficam na miséria.
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