quinta-feira, dezembro 16, 2010

Director nacional adjunto da PSP não quer fiscalização do trânsito pela polícia municipal

“O nosso interlocutor é o Governo”, sublinhou António Costa, que partilha esta aspiração com Rui Rio, do PortoPúblico

O presidente da Câmara de Lisboa recusou ontem pronunciar-se sobre as críticas feitas pelo director nacional adjunto da PSP e pelo Sindicato Nacional de ...
 
...o autarca de Lisboa, permitirá à PSP "concentrar recursos naquilo que lhe compete e que os cidadãos exigem: a segurança e uma mais eficaz repressão da criminalidade". Só assim, concluiu, "os cidadãos serão melhor servidos".

Um mau princípio, diz PSP

Contactada pelo PÚBLICO, a Câmara do Porto não respondeu às questões sobre estas críticas, enviadas por email, para a directora de comunicação da Câmara do Porto, Florbela Guedes.

Depois de o sindicato que representa os oficiais de polícia ter sugerido, no início da semana, que a transferência de competências se deve ao interesse das autarquias em arrecadar mais receitas através das multas, ontem foi a vez de a própria direcção nacional da PSP manifestar a sua oposição à medida, sustentando que estão em causa questões de ordem criminal que devem ser mantidas nesta força policial.

"Há questões relativamente ao trânsito que ultrapassam o mero estacionamento, o mero mandar parar e avançar. Há questões de ordem criminal e o órgão de polícia criminal nestas duas cidades, Lisboa e Porto, é a PSP", afirmou à agência Lusa o director nacional adjunto, Guilherme Guedes da Silva, após uma audiência na subcomissão parlamentar de Segurança Rodoviária.

"Não vejo com bons olhos" a transferência de competências, acrescentou, considerando um "mau princípio" esta intenção. Para Guilherme Guedes da Silva, as polícias municipais são fundamentalmente administrativas. 

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