PSP com ordem para usar gás lacrimogéneo e não bater na ...
Público.pt -
Corpo de intervenção, que tinha parte do lote de gás lacrimogéneo expirado, recebeu novo stock há uma semana.
Cerca de 200 elementos guardam a escadaria. GNR terá 40 à espera no interior do Parlamento.
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Corpo de Intervenção do Porto e Faro reforçam policiamento na ...
Jornal de Notícias -
Mais de 100 elementos do Corpo de Intervenção da PSP do Porto e de Faro vão reforçar
o policiamento da manifestação das forças de segurança, junto à Assembleia da República,
em Lisboa,esta quinta-feira.
Polícias em protesto hoje na Assembleia da República
Sol -
Milhares de elementos das forças e serviços de segurança são esperados, hoje, em Lisboa, na manifestação
contra os cortes salariais, protesto que os organizadores estimam ser o maior de sempre.
A manifestação, que vai realizar-se entre o Marquês de ...
Parques e perímetro da AR preparados para manifestação
Sol -
Os parques de estacionamento exteriores da Assembleia da República já esperam aquela que pode vir a ser
a maior manifestação de sempre das forças de segurança, três meses após a invasão das escadarias,
em São Bento. Desde esta manhã, grades e ...
Sindicatos das forças de segurança temem infiltrados na manifestação
Público.pt -
Esperam-se mais de dez mil profissionais no protesto desta quinta-feira, um número de ultrapassa
a manifestação de Novembro, marcada pela invasão da escadaria do Parlamento.
A manifestação de Novembro ficou marcada pela invasão da escadaria da ...
Manifestação. Militares da GNR aderem em massa ao protesto de ...
iOnline -
Pelo menos 12 mil polícias deverão participar na manifestação das forças de segurança que começa
esta tarde às 18h no Marquês de Pombal e termina na Assembleia da República.
A estimativa é da Comissão Coordenadora Permanente (CCP), que junta ...
Organização do protesto das forças de segurança espera maior ...
iOnline - 05/03/2014
Milhares de elementos das forças e serviços de segurança são esperados, na quinta-feira,
em Lisboa, na manifestação contra os cortes salariais, protesto que será o reflexo
da “revolta e descontentamento” existente no setor da segurança interna.
Polícias voltam aos protestos
TVI24 - 05/03/2014
Os polícias voltam a manifestar-se, na quinta-feira, em Lisboa, mais de três meses depois do protesto que
terminou com a invasão das escadarias da Assembleia da República e a demissão do diretor nacional da PSP.
Os cortes nos vencimentos estão na ...
Protesto de polícias. PSP quer impor lei seca durante manifestação
iOnline - 04/03/2014
Hipótese de impedir a compra de álcool no percurso está em cimada mesa.
PSP diz essa é a causa dos problemas no último protesto.
Quando os manifestantes das várias forças e serviços de segurança
chegarem amanhã à frente da Assembleia da ...
Manif. Ministro pergunta se PSP consegue conter polícias
iOnline - 03/03/2014
A direcção nacional da PSP vai mobilizar todos os elementos do Corpo de Intervenção (CI)
para a manifestação das polícias. E o comando-geral da GNR já decidiu que terá militares
da Unidade de Intervenção dentro do edifício da Assembleia da República ...
PSP tem ordem para bater nos polícias durante manifestação
Revista Sábado -
A concentração terá início às 17h30, e vai desenrolar-se entre o Marquês de Pombal e a Assembleia da
República. Com receio de confrontos, a PSP mobilizou um efectivo policial semelhante ao dos jogos de
futebol de alto risco. Segundo o que apurou o ...
Forças de segurança em manifestação junto ao Parlamento ...
PT Jornal -
ar 600 São esperados milhares de agentes de forças de segurança, em frente à Assembleia da República,
hoje, em Lisboa. Espera-se que este protesto supere o anterior, que levou a polícia ao topo da escadaria do
Parlamento. Marcam presença GNR ...
Profissionais das forças e serviços de segurança manifestam-se em ...
Voz Da Planicie -
Profissionais das forças e serviços de segurança manifestam-se, hoje, em Lisboa. Esta é a
última hipótese que é dada ao Governo para resolver os problemas com que se debatem.
play; pause; stop; mute; unmute; max volume. Francisco Passinha-Culminar ...
Forças de segurança concentram-se frente à AR contra cortes nos ...
Jornal Digital -
Lisboa – Milhares de elementos das forças de segurança são esperados esta quinta-feira, numa manifestação
contra os cortes salariais, em frente à Assembleia da República (AR). As forças de segurança manifestam-se
esta quinta-feira contra os cortes ...
Lisboa Forças de segurança voltam hoje aos protestos
Notícias ao Minuto -
Milhares de elementos das forças e serviços de segurança são esperados, hoje, em Lisboa, na manifestação
contra os cortes salariais, protesto que os organizadores estimam ser o maior de sempre. País.
Forças de segurança voltam hoje aos protestos.
Corpo de Intervenção mobilizado para a manifestação | Maior Tv
Maior Tv -
A PSP mobilizou os 400 homens da unidade de intervenção de Lisboa para impedir qualquer
tentativa de invasão da escadaria do Parlamento na manifestação de quinta-feira dos agentes
das forças de segurança. Amanhã não há folgas nem férias para os ...
Protesto Nova 'manif' de polícias suscita preocupação e apela-se à ...
Notícias ao Minuto - 05/03/2014
As associações de várias forças de segurança da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) e os sindicatos
foram chamados ao Comando Metropolitano da PSP, em Lisboa, para uma reunião na qual foi pedida calma
aos sindicalistas, segundo contou ...
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quinta-feira, março 06, 2014
Manifestação dos polícias coloca hoje Governo e PSP em alerta
Económico
MAI e PSP reforçam medidas de segurança para o protesto. Ninguém nega que há riscos.
O final da tarde de hoje vai ser vivido com muita tensão no Ministério da Administração Interna (MAI) e na sede de PSP. Milhares de elementos das forças de segurança vão manifestar-se a partir das 18h00 no Terreiro do Paço (onde está o MAI), seguindo depois para o Parlamento, onde, em Novembro último, os agentes de segurança invadiram as escadarias, num acto que o ministro avisou que não voltaria a repetir-se. Hoje, será o grande teste a este aviso.
Em protesto contra a redução salarial, os polícias, elementos da GNR, da ASAE, da Polícia Marítima e guardas prisionais voltam a sair à rua, tendo como destino, de novo, o Parlamento. O Corpo de Intervenção da PSP está a postos para travar incidentes. A possibilidade de haver conflitos ou confrontos está a preocupar MAI e direcção da PSP, com o ministro Miguel Macedo a pedir ontem aos manifestantes que actuem "no quadro da legalidade".
Paulo Rodrigues, secretário nacional da Comissão Coordenadora Permanente, disse à Lusa que é esperada uma "adesão superior" à manifestação de 21 de Novembro, antevendo que vai correr "sem incidentes". O representante sindical lembra que a subida das escadarias foi "um acto simbólico" mas admite que existem riscos e que podem ocorrer "situações pontuais", uma vez que movimentos civis estão a mobilizar-se para se misturarem com as forças de segurança.
No MAI e na PSP o estado é de alerta máximo, tendo em conta o crescente descontentamento que as forças de segurança têm manifestado. A juntar à contestação aos cortes salariais, estão a decorrer processos disciplinares a agentes por causa dos incidentes de Novembro, em que os polícias que estavam de serviço deixaram os seus colegas-manifestantes subir as escadarias do Parlamento. O episódio terminou com a demissão do então director da PSP.
Temendo que se repita o episódio de Novembro, MAI e PSP, sabe o Diário Económico, reforçaram o número de elementos do Corpo de Intervenção que estarão na manifestação. A direcção da PSP já avisou que "vai promover todos os processos operacionalmente adequados para que a manifestação decorra na ordem". Ontem, o Governo aprovou a atribuição de um subsídio de fardamento de 25 euros por mês mas os agentes de segurança consideram "insuficiente".
PSP com ordem para usar gás lacrimogéneo e não bater na manifestação de polícias
Corpo de intervenção, que tinha parte do lote de gás lacrimogéneo expirado, recebeu novo stock há uma semana. Cerca de 200 elementos guardam a escadaria. GNR terá 40 à espera no interior do Parlamento.
O Corpo de intervenção (CI) da Unidade Especial de Polícia (UEP), que hoje estará reforçado para controlar a manifestação dos colegas agentes na Assembleia da República (AR), recebeu novos lotes de gás lacrimogéneo há cerca um semana.
Alguns lotes daquele gás, normalmente usado para fazer dispersar manifestantes e manter a ordem pública, mantinham-se dentro do prazo, mas há quase três anos que uma boa parte tinha ultrapassado a validade, confirmou ao PÚBLICO fonte da UEP.
A mesma fonte revelou que a UEP planeia usar o gás lacrimogénio contra os colegas manifestantes se tal for necessário e só em último caso. Durante os últimos briefings aos vários subgrupos da UEP, as chefias vincaram a necessidade de reduzir ao máximo a possibilidade de qualquer margem para o registo de violência.
Há ordens para não usar os bastões nem efectuar cargas. A indicação mais sublinhada naquele corpo policial é de recorrer ao gás para fazer dispersar os manifestantes. Este é o plano da PSP para impedir que a tensão latente resulte numa batalha entre agentes de serviço e agentes manifestantes, apurou o PÚBLICO.
“É do conhecimento público que existem procedimentos concursais para a aquisição desses equipamentos. Não há qualquer relação entre a compra do gás e a manifestação”, disse o subintendente Paulo Flor, porta-voz da direcção nacional da PSP.
O MAI confirmou ao PÚBLICO que não teve qualquer intervenção ou decisão no procedimento de compra daquele gás e remeteu todas as explicações para a direcção nacional da PSP.
O MAI confirmou ao PÚBLICO que não teve qualquer intervenção ou decisão no procedimento de compra daquele gás e remeteu todas as explicações para a direcção nacional da PSP.
Agentes manifestantes levam armas de serviço Dentro da AR, logo à entrada, estará um grupo do Pelotão de Manutenção da Ordem Pública da GNR com cerca de 40 homens. Tal servirá para uso em último recurso. “Confirmo e recordo que a GNR tem a responsabilidade pela segurança do edifício da AR”, disse o major Cruz, porta-voz da GNR. No local estarão mais de 200 elementos do CI e outros tantos estarão de prevenção no quartel. Também o CI do Porto está de prevenção. Várias fontes policiais contaram ao PÚBLICO que muitos dos manifestantes já garantiram que levam consigo a arma de serviço e até o gás pimenta com que costumam andar quando estão fardados. O PÚBLICO tentou, sem sucesso, contactar Paulo Rodrigues, secretário-nacional da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança. Aquela estrutura representa os principais sindicatos ligados à PSP, GNR, Polícia Marítima, SEF, Guardas Prisionais e ASAE, que estarão nesta quinta-feira presentes na manifestação que partiu da Praça Marquês de Pombal pelas 17h30 com desfile até ao Parlamento. É lá que as autoridades esperam o maior clima de tensão. Cerca de 10 mil polícias estiveram presentes na última manifestação de 21 de Novembro do ano passado quando alguns agentes chegaram a invadir a escadaria da Assembleia da República, o que levou à demissão do então director nacional, Paulo Valente Gomes. “Penso que esta manifestação terá ainda mais gente. As pessoas estão revoltadas”, disse recentemente ao PÚBLICO, Rodrigues. Já António Ramos do Sindicato dos Profissionais de Polícia “acredita que tudo irá correr bem”. Polícias revoltados com cortes salariais Os policias dizem-se enganados pelo Ministério da Administração Interna. Diversas reuniões recentes com a tutela acabaram com um aumento de 25 euros no subsídio de fardamento quando a média de cortes salarias entre os agentes é de 200 euros, à semelhança do previsto para os restantes funcionários públicos. Os polícias exigem, por isso, alguma forma de compensação e asseguravam que era isso que estavam a negociar com o Governo. O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, veio, porém, depois dizer que nunca pretendeu negociar formas de compensação dos cortes o que inflamou os ânimos entre os policias. Os agentes reivindicam ainda subsídios de risco, integração dos familiares directos nos vários sistemas de saúde a que pertencem como polícias e questões relativas aos estatutos e carreiras dos profissionais de todas essas forças.
PSP tem ordem para bater nos polícias
São esperados hoje 15 mil agentes das forças de segurança em Lisboa. Manifestação vai ser vigiada ao promenor pelos Serviços Secretos. Temem-se confrontos.
O "Correio da Manhã" escreve hoje que "a PSP mobilizou para a manifestação de hoje das forças de segurança um efetivo policial semelhante ao dos jogos de futebol de alto risco". Segundo o jornal, "os polícias em serviço têm ordem para não deixar subir a escadaria da Assembleia da República (AR) e para deter e usar os bastões caso os manifestantes rompam o cordão de segurança. São esperados 15 mil representantes de várias forças policiais: PSP, GNR; PJ, SEF e guardas prisionais. A concentração tem início às 17.30, no Marquês do Pombal, com desfile pela rua Braamcamp, Largo do Rato, Rua de São Bento e Parlamento".
Segundo o jornal, "o forte dispositivo de segurança deverá ser composto por mil agentes da PSP, entre os quais o grupo de operações especiais e equipas cinotécnicas (com cães). Ao longo do percurso haverá também elementos dos serviços secretos e a PSP vai controlar o protesto com recurso a câmaras de vigilância". O jornal adianta ainda que "alguns manifestantes vão usar máscaras de carnaval e gorros para não serem identificados".
quarta-feira, novembro 27, 2013
Não temos autoridade para criticar os polícias
DN Opinião
Cabeças que se orgulham de exibir um carimbo de sensatez na testa têm anunciado o descalabro da autoridade, o fim da solidez democrática, talvez mesmo o esboroamento da Pátria, a propósito da manifestação de polícias da passada quinta-feira.
Cabeças que se orgulham de exibir um carimbo de sensatez na testa têm anunciado o descalabro da autoridade, o fim da solidez democrática, talvez mesmo o esboroamento da Pátria, a propósito da manifestação de polícias da passada quinta-feira.
Recordo a evolução dos acontecimentos: as grades que separavam 10 mil agentes da PSP dos elementos da Unidade Especial de Polícia foram, a dada altura, levantadas. Um grupo de manifestantes subiu a escadaria do Parlamento. A polícia de choque deixou seguir. Os homens pararam antes das arcadas, gritaram palavras de ordem e, minutos depois, voltaram a descer. Tudo em grande excitação mas em relativa paz - nem um papel caído no mármore ficou a conspurcar o solo que pisam os deputados da Nação.
Imagino a evolução aparentemente esperada pelos que tanto se espantam: os manifestantes derrubavam as grades e desatavam aos tiros para tentar invadir a Assembleia da República. A polícia de choque avançava e desfazia a mole à bastonada e a gás lacrimogéneo. O sangue mancharia a pedra branca da casa da democracia. Contavam-se os feridos e, talvez, os mortos...
Não sei o que disse o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, ao diretor nacional da PSP por causa do que se passou, levando à demissão de Paulo Valente Gomes. Mas nem quero imaginar o que ele teria de dizer se ocorresse uma batalha campal. Nesse caso Paulo Valente Gomes não só era demitido como teria de responder em tribunal. Era isso que queriam?
Dizem as tais vozes reclamantes do bom senso terem os polícias fragilizado a sua imagem: "A próxima vez que tiverem de expulsar manifestantes a tentar subir as escadarias de São Bento, com que autoridade poderão fazê-lo?", perguntam.
Eu alvitro que a autoridade de exercer a repressão em nome do Estado não se perde assim. Não estou a ver um miúdo encoberto com um lenço palestiniano conseguir convencer o homem fardado de capacete e escudo, a brandir o cassetete: "O senhor não tem autoridade - ui! - para me impedir de subir estas escadas - ai! Pare lá com isso - bolas! - então, está a bater em mim e - porra! - não bateu nos seus colegas? Não há direito - chiça!... apre, que isso dói!"...
É mais séria aquela argumentação apresentada pelos ditos sensatos deste país ou aquela que o louco que aqui escreve vai agora expor? 787 euros era o salário mensal do soldado Bruno Chainho, assassinado sábado, no Pinhal Novo, por um sequestrador.
Enquanto este País pagar desta forma miserável a quem, da PSP ou da GNR, aceita como missão dar a vida por qualquer um de nós, ninguém tem autoridade para criticar protestos tão cândidos como os de quinta-feira.
Oficiais de polícia dizem que demissão de director da PSP foi "ingerência inaceitável do poder político"
Passos Coelho esteve presente na cerimónia em que novo director nacional da polícia reclamou salários "mais adequados" para os polícias, mas manteve-se em silêncio
O Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia (SNOP) considera que a decisão de demitir o director nacional da PSP representa "uma ingerência inaceitável do poder político na autonomia de uma força de segurança".
Em comunicado, o sindicato que representa os oficiais da polícia refere que a demissão ainda não foi esclarecida pelo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e representa "uma ingerência inaceitável do poder político na autonomia de uma força de segurança, nomeadamente no que concerne à tomada de decisão em âmbito operacional".
Na manifestação da passada quinta-feira dos profissionais das forças de serviços de segurança, o SNOP relembra que existiam "armas de fogo de ambos os lados”, que os manifestantes “estavam habituados a este tipo de cenários” e que, perante isto, “a tomada de uma posição de força traria consequências imprevisíveis".
"Não aceitamos que uma figura com a importância do director nacional da PSP esteja dependente do entendimento que o ministro da Administração Interna tenha sobre questões técnicas, ao qual não reconhecemos qualquer competência nesta matéria", adianta o sindicato, recordando que as escadarias da Assembleia da República já haviam sido ocupadas durante uma manifestação do Movimento dos Indignados, em Outubro de 2011.
Milhares de profissionais de forças e serviços policiais e de segurança - PSP, GNR, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, ASAE, Polícia Marítima, guardas prisionais, polícia municipal e Judiciária - manifestaram-se na passada quinta-feira, em Lisboa. Depois de derrubarem uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal da Assembleia da República, onde cantaram o hino nacional, tendo a seguir desmobilizado voluntariamente.
Na sequência destes acontecimentos, o director nacional da PSP, Paulo Valente Gomes, colocou o lugar à disposição, tendo o seu afastamento sido aceite pelo ministro da Administração Interna. O sindicato que representa os oficiais da PSP refere que, "em menos de dois anos", Miguel Macedo demitiu dois directores da PSP, contribuindo “para uma instabilidade a todos os títulos indesejável".
Mas para o governante os acontecimentos da passada semana "já fazem parte da história – uma história que não pode nem vai repetir-se", sob pena de perda da imagem de profissionalismo e credibilidade das forças de segurança. "Tenho a certeza de que a mensagem foi clara e não precisará mais de ser reafirmada", acrescentou, durante a cerimónia de tomada de posse do novo director nacional da PSP, Luís Farinha. O até aqui comandante da Unidade Especial de Polícia não enjeita a herança da equipa a que pertencia e defende, por seu turno, a continuidade das linhas estratégicas definidas para a corporação por Paulo Valente Gomes.
"Foi um privilégio e uma grande satisfação ter integrado a sua equipa", declarou no seu discurso de tomada de posse no qual fez questão de reclamar a melhoria das condições de trabalho dos agentes, mas também um regime de carreiras e um estatuto remuneratório "mais adequados" do que os actuais. E mostrou-se disponível para, em diálogo com as organizações sindicais e a tutela, encontrar "soluções adequadas para os constrangimentos que afectam a PSP".
Já Miguel Macedo disse compreender as dificuldades por que passam os agentes policiais. "Há uma verdade que convém nunca esquecer – um polícia, antes de ser polícia, é um português. E, como qualquer português, sente as adversidades da crise", observou, imediatamente antes de agradecer ao demissionário Paulo Valente Gomes "os serviços inestimáveis que prestou" à frente da polícia. O ex-director nacional foi, de resto, efusivamente cumprimentado pela maioria das chefias da PSP presentes na cerimónia.
Entretanto a Inspecção-Geral da Administração Interna abriu um processo de averiguações aos acontecimentos ocorridos na manifestação da passada quinta-feira junto à Assembleia da República. “Estamos a analisar, não há processo de inquérito, nem disciplinar, estamos a fazer um processo de acompanhamento de averiguações relativamente aos factos que ocorreram”, adiantou a inspectora-geral Margarida Blasco à margem da tomada de posse de Luís Farinha.
Presente na cerimónia, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, manteve-se em silêncio.
Manif dos polícias. Agentes da PSP detectaram grupos organizados
ionline
IGAI deverá analisar informações recolhidas no terreno sobre grupo de militares da GNR e de guardas prisionais
Os agentes da PSP que estiveram de serviço na manifestação das forças de segurança da passada quinta-feira detectaram dois grupos organizados de manifestantes com comportamentos agressivos e que desde o início da tarde - ainda no Largo do Camões - foram incentivando os restantes à invasão da Assembleia da República. Um dos grupos, com cerca de 30 elementos, seria composto por militares da GNR e o segundo, por mais de 15 guardas prisionais. Em ambas as facções haveria ainda manifestantes "sob o efeito de álcool".
Os dados recolhidos no local pelas autoridades deverão ser agora analisados no processo aberto pela Inspecção Geral da Administração Interna (IGAI). Isto porque, Margarida Blasco, inspectora-geral da IGAI, revelou que o processo em curso pretende averiguar todos os acontecimentos que se passaram durante o protesto, tanto no que respeita ao comportamento dos manifestantes - das forças e serviços de segurança -, como à actuação da PSP. Para isso, além das informações fornecidas pelas autoridades, a IGAI estará também a visualizar as imagens emitidas nas televisões. "Estamos a analisar ponto a ponto e a ver se houve alguma infracção", contou na segunda-feira, defendendo que foi "uma situação obviamente grave".
Oficialmente a PSP não prestou qualquer esclarecimento, mas fontes desta força de segurança garantem ao i a existência de informações detalhadas sobre estes dois grupos e sobre o seu comportamento ao longo de todo o trajecto da manifestação. No que respeita ao grupo composto por elementos da GNR, alguns estavam vestidos com uma t-shirt preta e um capuz oficial daquela força militar e outros, entre 15 e 20, vestiam t-shirts com a fotografia de Hugo Hernano - o militar condenado a nove anos de prisão por ter matado um jovem numa perseguição policial há cinco anos.
"Não é possível concretizar quem terá começado a subir as escadas contornando o cordão, mas a verdade é que estes elementos tiveram um papel activo, ao incentivar à invasão num clima que era de muita tensão. Alguns deles já chegaram embriagados ao Largo do Camões [no início da manifestação, às 17h30m] e isso pode também explicar os comportamentos mais violentos", esclarece um dos agentes de serviço naquele dia. Contactada ontem pelo i, a GNR disse "não ter comentários a fazer sobre o assunto".
Sobre o grupo de guardas prisionais, o i apurou que também estavam vestidos de preto e, apesar de serem em menor número, tinham um comportamento mais "exuberante". "Não tinham nada a ver com o grupo de militares da GNR, tratava-se de um grupo autónomo, mas igualmente organizado, usando t-shirts com a inscrição "guardas prisionais", descreve a mesma fonte. O i questionou ontem os serviços prisionais sobre estas informações, mas não recebeu qualquer resposta até ao fecho desta edição.
Os elementos da PSP que estiveram de serviço no local e que aceitaram revelar ao ias movimentações "mais agressivas" da manifestação da última quinta-feira, explicaram porém que estes dois grupos foram casos isolados, não representando a totalidade dos militares da GNR nem a dos guardas prisionais ali presentes. Explicam ainda que houve outros excessos por parte de alguns elementos das várias forças ali presentes, mas ressalvaram que nesses casos se tratava de "reacções individuais" e não "acções concertadas".
O protesto da última semana contou com a presença de elementos da PSP, GNR, SEF, guardas prisionais, ASAE, Polícia Marítima, Polícia Judiciária e polícias municipais e foi já considerado a maior manifestação de sempre das forças e serviços de segurança.
A invasão da escadaria da Assembleia da República levou já à substituição de Paulo Valente Gomes - até esta semana Director Nacional da PSP - por Peça Farinha. Ao contrário do que aconteceu em protestos anteriores, o primeiro cordão da PSP não recorreu à força quando os manifestantes forçaram a invasão. A PSP fala em estratégia inteligente, alegando que havia manifestantes armados, mas o ministro Miguel Macedo já avisou que o episódio não se pode repetir.
Os dados recolhidos no local pelas autoridades deverão ser agora analisados no processo aberto pela Inspecção Geral da Administração Interna (IGAI). Isto porque, Margarida Blasco, inspectora-geral da IGAI, revelou que o processo em curso pretende averiguar todos os acontecimentos que se passaram durante o protesto, tanto no que respeita ao comportamento dos manifestantes - das forças e serviços de segurança -, como à actuação da PSP. Para isso, além das informações fornecidas pelas autoridades, a IGAI estará também a visualizar as imagens emitidas nas televisões. "Estamos a analisar ponto a ponto e a ver se houve alguma infracção", contou na segunda-feira, defendendo que foi "uma situação obviamente grave".
Oficialmente a PSP não prestou qualquer esclarecimento, mas fontes desta força de segurança garantem ao i a existência de informações detalhadas sobre estes dois grupos e sobre o seu comportamento ao longo de todo o trajecto da manifestação. No que respeita ao grupo composto por elementos da GNR, alguns estavam vestidos com uma t-shirt preta e um capuz oficial daquela força militar e outros, entre 15 e 20, vestiam t-shirts com a fotografia de Hugo Hernano - o militar condenado a nove anos de prisão por ter matado um jovem numa perseguição policial há cinco anos.
"Não é possível concretizar quem terá começado a subir as escadas contornando o cordão, mas a verdade é que estes elementos tiveram um papel activo, ao incentivar à invasão num clima que era de muita tensão. Alguns deles já chegaram embriagados ao Largo do Camões [no início da manifestação, às 17h30m] e isso pode também explicar os comportamentos mais violentos", esclarece um dos agentes de serviço naquele dia. Contactada ontem pelo i, a GNR disse "não ter comentários a fazer sobre o assunto".
Sobre o grupo de guardas prisionais, o i apurou que também estavam vestidos de preto e, apesar de serem em menor número, tinham um comportamento mais "exuberante". "Não tinham nada a ver com o grupo de militares da GNR, tratava-se de um grupo autónomo, mas igualmente organizado, usando t-shirts com a inscrição "guardas prisionais", descreve a mesma fonte. O i questionou ontem os serviços prisionais sobre estas informações, mas não recebeu qualquer resposta até ao fecho desta edição.
Os elementos da PSP que estiveram de serviço no local e que aceitaram revelar ao ias movimentações "mais agressivas" da manifestação da última quinta-feira, explicaram porém que estes dois grupos foram casos isolados, não representando a totalidade dos militares da GNR nem a dos guardas prisionais ali presentes. Explicam ainda que houve outros excessos por parte de alguns elementos das várias forças ali presentes, mas ressalvaram que nesses casos se tratava de "reacções individuais" e não "acções concertadas".
O protesto da última semana contou com a presença de elementos da PSP, GNR, SEF, guardas prisionais, ASAE, Polícia Marítima, Polícia Judiciária e polícias municipais e foi já considerado a maior manifestação de sempre das forças e serviços de segurança.
A invasão da escadaria da Assembleia da República levou já à substituição de Paulo Valente Gomes - até esta semana Director Nacional da PSP - por Peça Farinha. Ao contrário do que aconteceu em protestos anteriores, o primeiro cordão da PSP não recorreu à força quando os manifestantes forçaram a invasão. A PSP fala em estratégia inteligente, alegando que havia manifestantes armados, mas o ministro Miguel Macedo já avisou que o episódio não se pode repetir.
PSP desmente reforço especial nos ministérios após invasão
RR
CGTP garante que não está a fomentar a violência, mas não vai desistir dos protestos. Várias dezenas de sindicalistas invadiram na terça-feira quatro ministérios, após a aprovação do Orçamento do Estado para 2014.
A PSP desmente que esteja em marcha um reforço especial nos ministérios, após as invasões de várias dezenas de sindicalistas, na terça-feira, aos átrios dos ministérios da Economia, Finanças, Ambiente e Saúde.
O “Diário de Notícias” avança na sua edição desta quarta-feira que teriam sido destacados, em média, 20 agentes para cada um dos ministérios, na sequência da acção da CGTP. De acordo com o jornal, a iniciativa não foi antecipada pelo SIS nas avaliações de ameaças relacionadas com as manifestações, adiantando ainda que se criou um clima de mal-estar na PSP por considerarem ter havido uma falha do Serviço de Informações de Segurança (SIS) na antecipação deste tipo de ação de protesto.
A Renascença fez uma ronda esta manhã pelos ministérios e não encontrou qualquer reforço de segurança. Fonte da PSP explica que os meios foram reforçados apenas ontem, para lidar com os protestos.
O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, escusou-se a comentar esta manhã as invasões, referindo que "cada um tem a sua agenda". Questionado pelos jornalistas à margem da oitava edição do Portugal Exportador, respondeu: "Uns dedicam-se às exportações e outros a manifestarem-se".
CGTP diz que não estar a fomentar violência O secretário-geral da CGTP considera que este Governo não está aberto ao diálogo, mas afastou a ideia dos Serviços Secretos terem de se preocupar com as acções da central sindical.
"Creio que o SIS tem mais com que se preocupar do que com as lutas dos trabalhadores e as intervenções e acções da CGTP", afirmou Arménio Carlos, acrescentando que os representantes da central sindical não pretendem gerar violência, mas "combater a violência das políticas" do Governo.
"Se o SIS se quiser preocupar, pode preocupar-se e acompanhar de uma forma mais permanente a fraude de evasão fiscal, aqueles que têm aqui os lucros e não pagam impostos, aqueles que estão envolvidos em negócios de alto gabarito sem qualquer tipo de penalização, é por aí que o SIS deve intervir e não tanto estar preocupado com as lutas dos trabalhadores e muito menos com a intervenção da CGTP", defendeu.
A invasão dos ministérios foi, segundo o secretário-geral da CGTP, uma iniciativa inserida no dia da Indignação, Protestos e Lutas, como classificou a central sindical ao dia da aprovação do Orçamento do Estado para 2014.
"A nossa estratégia é só uma: pôr termo à violência desta política que está não só a esmagar os rendimentos dos trabalhadores e pensionistas como a dizimar o desemprego, a forçar os nossos jovens a emigrar e também a deixar os nossos desempregados sem qualquer tipo de protecção social", justificou.
"É uma estratégia de luta contra a violência que este Governo está a desenvolver contra o país e contra o povo português", acrescentou.
CGTP garante que não está a fomentar a violência, mas não vai desistir dos protestos. Várias dezenas de sindicalistas invadiram na terça-feira quatro ministérios, após a aprovação do Orçamento do Estado para 2014.
A PSP desmente que esteja em marcha um reforço especial nos ministérios, após as invasões de várias dezenas de sindicalistas, na terça-feira, aos átrios dos ministérios da Economia, Finanças, Ambiente e Saúde.
O “Diário de Notícias” avança na sua edição desta quarta-feira que teriam sido destacados, em média, 20 agentes para cada um dos ministérios, na sequência da acção da CGTP. De acordo com o jornal, a iniciativa não foi antecipada pelo SIS nas avaliações de ameaças relacionadas com as manifestações, adiantando ainda que se criou um clima de mal-estar na PSP por considerarem ter havido uma falha do Serviço de Informações de Segurança (SIS) na antecipação deste tipo de ação de protesto.
A Renascença fez uma ronda esta manhã pelos ministérios e não encontrou qualquer reforço de segurança. Fonte da PSP explica que os meios foram reforçados apenas ontem, para lidar com os protestos.
O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, escusou-se a comentar esta manhã as invasões, referindo que "cada um tem a sua agenda". Questionado pelos jornalistas à margem da oitava edição do Portugal Exportador, respondeu: "Uns dedicam-se às exportações e outros a manifestarem-se".
CGTP diz que não estar a fomentar violência O secretário-geral da CGTP considera que este Governo não está aberto ao diálogo, mas afastou a ideia dos Serviços Secretos terem de se preocupar com as acções da central sindical.
"Creio que o SIS tem mais com que se preocupar do que com as lutas dos trabalhadores e as intervenções e acções da CGTP", afirmou Arménio Carlos, acrescentando que os representantes da central sindical não pretendem gerar violência, mas "combater a violência das políticas" do Governo.
"Se o SIS se quiser preocupar, pode preocupar-se e acompanhar de uma forma mais permanente a fraude de evasão fiscal, aqueles que têm aqui os lucros e não pagam impostos, aqueles que estão envolvidos em negócios de alto gabarito sem qualquer tipo de penalização, é por aí que o SIS deve intervir e não tanto estar preocupado com as lutas dos trabalhadores e muito menos com a intervenção da CGTP", defendeu.
A invasão dos ministérios foi, segundo o secretário-geral da CGTP, uma iniciativa inserida no dia da Indignação, Protestos e Lutas, como classificou a central sindical ao dia da aprovação do Orçamento do Estado para 2014.
"A nossa estratégia é só uma: pôr termo à violência desta política que está não só a esmagar os rendimentos dos trabalhadores e pensionistas como a dizimar o desemprego, a forçar os nossos jovens a emigrar e também a deixar os nossos desempregados sem qualquer tipo de protecção social", justificou.
"É uma estratégia de luta contra a violência que este Governo está a desenvolver contra o país e contra o povo português", acrescentou.
Pinhal Novo: ministro no funeral de militar da GNR abatido
TVICentenas de pessoas assistiram à cerimónia
Bruno Chaínho foi atingido mortalmente à chegada ao restaurante «O Refúgio», depois de um alerta dos familiares do proprietário que foram sequestrados durante algum tempo no interior do estabelecimento, por um imigrante moldavo, de 58 anos, munido de armas de fogo e granadas.
As cerimónias fúnebres começaram cerca das 14:00, na igreja da Aldeia de Santo André, de onde o militar era natural, tendo seguido depois em cortejo a pé para o cemitério, a poucas centenas de metros.
Familiares, amigos, populares e elementos da GNR, bem como o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, autarcas e outras autoridades prestaram a última homenagem a Bruno Chaínho.
O jovem militar foi baleado no sábado à noite pelo sequestrador, após a intervenção da sua patrulha, a primeira a chegar ao local, ter permitido a libertação da mulher e da filha do proprietário do restaurante.
O incidente só foi resolvido às 5:15 da madrugada de domingo, com uma intervenção tático-policial da GNR que culminou com a morte do sequestrador, depois de uma troca de tiros com elementos do Grupo de Operações Especiais da GNR.
IGAI abriu processo de averiguações aos acontecimentos junto ao parlamento
EXPRESSO
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/igai-abriu-processo-de-averiguacoes-aos-acontecimentos-junto-ao-parlamento=f842866#ixzz2lqzEv55J
Lisboa, 25 nov (Lusa) -- A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo de averiguações aos acontecimentos ocorridos na manifestação da passada quinta-feira junto à Assembleia da República, disse hoje à Lusa a inspetora-geral da IGAI.
"Estamos a analisar, não há processo de inquérito, nem disciplinar, estamos a fazer um processo de acompanhamento e de averiguações relativamente aos factos que ocorreram", adiantou a inspetora-geral Margarida Blasco à margem da tomada de posse do novo diretor nacional da PSP, superintendente Luís Farinha.
A inspetora-geral da IGAI afirmou que está a ser feita uma análise a tudo o que se passou, tanto ao comportamento dos manifestantes [profissionais das forças e serviços de segurança], como à atuação da PSP, estando a visualizar, por exemplo, as imagens que passaram nas televisões.
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IGAI analisa imagens televisivas antes de abrir inquérito
DN
"Estamos a analisar, não há processo de inquérito, nem disciplinar, estamos a fazer um processo de acompanhamento e de averiguações relativamente aos factos que ocorreram", adiantou a inspetora-geral Margarida Blasco à Lusa à margem da tomada de posse do novo diretor nacional da PSP, superintendente Luís Farinha.
A inspetora-geral da IGAI afirmou que está a ser feita uma análise a tudo o que se passou, tanto ao comportamento dos manifestantes [profissionais das forças e serviços de segurança], como à atuação da PSP, estando a visualizar, por exemplo, as imagens que passaram nas televisões. "Estamos a analisar ponto a ponto e a ver se houve alguma infração", disse, acrescentando que foi "uma situação obviamente grave".
Após essa análise e ponderação, o organismo que fiscaliza as polícias vai decidir qual o procedimento que a adotar, devendo existir uma decisão dentro de oito dias, adiantou. "Temos que ponderar cada uma das situações, depois dessa ponderação, tomaremos uma decisão", acrescentou Margarida Blasco.
Milhares de profissionais de forças e serviços policiais e de segurança - PSP, GNR, SEF, ASAE, polícia marítima, guardas prisionais, polícia municipal e PJ - manifestaram-se na passada quinta-feira em Lisboa e, depois de derrubarem uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal da Assembleia da República, onde cantaram o hino nacional, tendo depois desmobilizado voluntariamente.
Na sequência destes acontecimentos, o diretor nacional da PSP, superintendente Paulo Valente Gomes, colocou o lugar à disposição na sexta-feira, tendo o seu afastamento sido aceite pelo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo.
segunda-feira, novembro 25, 2013
Novo diretor da PSP quer salários «mais adequados»
SIC
Superintendente Luís Farinha sucede no cargo a Paulo Valente Gomes, que se demitiu após a manifestação das forças de segurança
O novo diretor nacional da PSP, superintendente Luís Farinha, considerou esta segunda-feira que os polícias devem ter melhores condições de trabalho e «um estatuto remuneratório mais adequado».
«A procura da melhoria da eficiência dos processos e da eficácia dos resultados, quer de gestão, quer do produto operacional policial, deverá servir de base a um incremento da produtividade e a uma melhoria da motivação», disse Luís Farinha, que hoje tomou posse, no Ministério da Administração Interna, como diretor nacional da PSP.
Tal, adiantou, «deverá ser conseguido através de uma evolução positiva das condições de trabalho, dos meios e dos equipamentos e dos instrumentos legais de estruturação e organização da instituição e de gestão dos recursos humanos, designadamente no que se refere a um regime de carreiras e a um estatuto remuneratório mais adequado».
No seu discurso, o novo diretor nacional da PSP sublinhou que os polícias estão «conscientes das circunstâncias» que o país atravessa e das limitações que os afetam e «nunca» vão deixar de «contribuir para um esforço que é nacional e que a todos envolve».
Porém, sustentou que não podem «deixar de salientar a relevância e a singularidade do papel da polícia e das condições em que é exercida a função policial em democracia no contexto da garantia do regular funcionamento das instituições e do exercício dos direitos de liberdades e garantias individuais».
Dirigindo-se aos polícias que vai comandar, o novo diretor sublinhou que devem ter em consideração que os «princípios da atuação e da proporcionalidade da mobilização dos meios deverão ser sempre aplicados em prol de uma ação policial que no final deverá ser a adequada, justa e equilibrada».




Tal, adiantou, «deverá ser conseguido através de uma evolução positiva das condições de trabalho, dos meios e dos equipamentos e dos instrumentos legais de estruturação e organização da instituição e de gestão dos recursos humanos, designadamente no que se refere a um regime de carreiras e a um estatuto remuneratório mais adequado».
No seu discurso, o novo diretor nacional da PSP sublinhou que os polícias estão «conscientes das circunstâncias» que o país atravessa e das limitações que os afetam e «nunca» vão deixar de «contribuir para um esforço que é nacional e que a todos envolve».
Porém, sustentou que não podem «deixar de salientar a relevância e a singularidade do papel da polícia e das condições em que é exercida a função policial em democracia no contexto da garantia do regular funcionamento das instituições e do exercício dos direitos de liberdades e garantias individuais».
Dirigindo-se aos polícias que vai comandar, o novo diretor sublinhou que devem ter em consideração que os «princípios da atuação e da proporcionalidade da mobilização dos meios deverão ser sempre aplicados em prol de uma ação policial que no final deverá ser a adequada, justa e equilibrada».
Luís Farinha manifestou ainda disponibilidade total para privilegiar «uma conduta de diálogo responsável e de cooperação e de participação construtiva» com as organizações sindicais da PSP por forma «a potenciar uma busca de soluções adequadas para os constrangimentos que afetam a PSP em necessária coordenação com a tutela».
Até aqui comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP), Luís Farinha sucede no cargo ao superintendente Paulo Valente Gomes, que colocou o lugar à disposição na sexta-feira, na sequência dos acontecimentos de quinta-feira em frente à Assembleia da República, tendo o seu afastamento sido aceite pelo ministro da Administração Interna.
Milhares de profissionais de forças e serviços policiais e de segurança - PSP, GNR, SEF, ASAE, polícia marítima, guardas prisionais, polícia municipal e PJ - manifestaram-se na passada quinta-feira em Lisboa e, depois de derrubarem uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal da Assembleia da República, onde cantaram o hino nacional, tendo depois desmobilizado voluntariamente.
Até aqui comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP), Luís Farinha sucede no cargo ao superintendente Paulo Valente Gomes, que colocou o lugar à disposição na sexta-feira, na sequência dos acontecimentos de quinta-feira em frente à Assembleia da República, tendo o seu afastamento sido aceite pelo ministro da Administração Interna.
Milhares de profissionais de forças e serviços policiais e de segurança - PSP, GNR, SEF, ASAE, polícia marítima, guardas prisionais, polícia municipal e PJ - manifestaram-se na passada quinta-feira em Lisboa e, depois de derrubarem uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal da Assembleia da República, onde cantaram o hino nacional, tendo depois desmobilizado voluntariamente.
Greve dos inspectores do SEF com adesão total
Público
A greve dos inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) registou na manhã deste domingo "uma adesão de 100%" nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Madeira, tendo aderido ao protesto "todas as categorias" de profissionais, afirmou fonte sindical.
Nos aeroportos, estão garantidos apenas os serviços mínimos o que está a provocar atrasos, entre hora e meia a duas horas, nas chegadas e partidas dos voos internacionais, disse à Lusa Acácio Pereira, do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF-SEF).(...)
Militar da GNR que morreu tinha 27 anos
Bruno Chainho, solteiro, era natural de Santiago de Cacém e estava de serviço no posto de Pinhal Novo há quatro meses. Foi abatido pelo sequestrador mal entrou no restaurante "O Refúgio", ontem à noite
O militar da GNR que foi morto tiro pelo cidadão moldavo que realizou um sequestro no restaurante "O Refúgio", no Pinhal Novo, tinha 27 anos e era natural de Santiago de Cacém. Solteiro, Bruno Chainho tinha prestado serviço militar nos fuzileiros, após o que ingressou na GNR. Esteve colocado no Algarve e há quatro meses que estava destacado no posto de Pinhal Novo.
O jovem guarda foi o primeiro a abordar o homem no restaurante e terá sido atingido com um tiro na cabeça. Depois ficou no interior do estabelecimento durante sete horas até a GNR tomar de assalto o restaurante. Nesta operação, o sequestrador, um imigrante moldavo, trabalhador da construção civil, foi morto
Crime Sequestrador do Pinhal Novo era militar de elite da União Soviética
Noticias ao minuto
O imigrante oriundo da Moldávia que protagonizou este fim-de-semana, no Pinhal Novo, um sequestro que acabou por resultar na sua própria morte e no falecimento de um GNR, além de seis feridos a registar, era um ex-militar de elite da antiga União Soviética, adianta a edição desta segunda-feira do Diário de Notícias.
A expressão ‘armado até aos dentes’ será demasiado coloquial, ainda assim, aplicar-se-á ao imigrante moldavo responsável pelo sequestro deste fim-de-semana num restaurante no Pinhal Novo, que ceifou a vida a um agente da GNR de 27 anos, causou seis feridos e cujo desfecho ditou a própria morte a ‘Miguel’, como era conhecido nas redondezas.
O imigrante oriundo da Moldávia que protagonizou este fim-de-semana, no Pinhal Novo, um sequestro que acabou por resultar na sua própria morte e no falecimento de um GNR, além de seis feridos a registar, era um ex-militar de elite da antiga União Soviética, adianta a edição desta segunda-feira do Diário de Notícias.
A expressão ‘armado até aos dentes’ será demasiado coloquial, ainda assim, aplicar-se-á ao imigrante moldavo responsável pelo sequestro deste fim-de-semana num restaurante no Pinhal Novo, que ceifou a vida a um agente da GNR de 27 anos, causou seis feridos e cujo desfecho ditou a própria morte a ‘Miguel’, como era conhecido nas redondezas.
Ora, segundo avança hoje o Diário de Notícias, o homem havia sido um militar de elite ao serviço da ex-URSS na guerra do Afeganistão. Aliás, o imigrante atacou o espaço comercial munido de um autêntico arsenal de armas. Para lá de uma pistola, ‘Miguel’, tinha os bolsos carregados com munições, um cinto de granadas na mão e ainda um engenho explosivo artesanal, para ser accionado à distância.
Os “conhecimentos militares tácticos” que demonstrou foram, aliás, assinalados pela Associação Nacional de Guardas da GNR. “Usou armas de fogo, explosivos e colocou vidros partidos nas entradas do restaurante para detectar qualquer entrada dos operacionais”, destacou aquela entidade, citada pelo Diário de Notícias.
Alegadamente, o homem estaria doente e exigiu ao dono do estabelecimento, Gaspar Veloso, uma quantia de 50 mil euros por forma a resolver o seu problema de saúde.
As negociações entre os militares e agressor romperam a madrugada, mas, decidido a não se render e a não entregar o GNR que havia feito refém, acabou por ser abatido a tiro.
Cavaco Silva "Saída do director nacional da PSP é responsabilidade do Governo"
Noticias ao minuto
O Presidente da República referiu hoje que a decisão sobre a "sorte" do diretor nacional da PSP é da exclusiva responsabilidade do Governo, confirmando apenas que foi informado esta manhã da saída do superintendente Paulo Valente Gomes.
"Eu já hoje de manhã tive ocasião de falar sobre esse assunto, é uma competência exclusiva do Governo a decisão sobre a sorte do senhor diretor nacional da PSP, eu fui de facto informado hoje de manhã", declarou o chefe de Estado, A
níbal Cavaco Silva, que falava aos jornalistas no final de uma visita às OGMA, em Alverca.
O Presidente da República referiu hoje que a decisão sobre a "sorte" do diretor nacional da PSP é da exclusiva responsabilidade do Governo, confirmando apenas que foi informado esta manhã da saída do superintendente Paulo Valente Gomes.
"Eu já hoje de manhã tive ocasião de falar sobre esse assunto, é uma competência exclusiva do Governo a decisão sobre a sorte do senhor diretor nacional da PSP, eu fui de facto informado hoje de manhã", declarou o chefe de Estado, A
níbal Cavaco Silva, que falava aos jornalistas no final de uma visita às OGMA, em Alverca.
Cavaco Silva adiantou ainda já ter falado com o executivo a propósito da manifestação das forças de segurança realizada na quinta-feira em frente à Assembleia da República, mas escusou-se a acrescentar alguma informação às declarações que fez esta manhã.
De manhã, o Presidente da República fez um apelo à serenidade num "tempo em que não é fácil para Portugal", embora também se tenha escusado a falar sobre a manifestação das forças de segurança.
"Numa circunstância destas o meu apelo só pode ser um: serenidade, que se mantenha serenidade neste tempo que não é fácil para Portugal, em que dependemos tanto, tanto dos credores que nos observam todos os dias", afirmou.
Milhares de polícias manifestaram-se em Lisboa e, derrubando uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal do Palácio de São Bento, onde cantaram o hino nacional e depois desmobilizaram voluntariamente.
O ministério da Administração Interna divulgou hoje que o diretor Nacional da PSP colocou o seu lugar à disposição na sequência dos protestos de quinta-feira e que o ministro "entendeu aceitar a disponibilidade para a cessação de funções".
Segurança Governo exigiu que 'rolassem cabeças' na PSP
Noticias ao minuto
Depois dos incidentes registados na passada quinta-feira nas escadarias da Assembleia da República, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, exigiu ao director da PSP, Paulo Valente, que fossem apuradas responsabilidades e que rolassem cabeças. Perante esta imposição, conta hoje o jornal Público, o até ontem ‘número um’ da PSP decidiu chegar-se à frente e pôs o lugar à disposição.
O jornal Público conta hoje que na manhã de ontem (sexta-feira), após a manifestação das forças de segurança em Lisboa que terminou com a ‘invasão’ da escadaria da Assembleia da República, o ministro da tutela, Miguel Macedo, chamou ao seu gabinete o director da PSP, o superintendente Paulo Valente Gomes, para exigir que fossem apuradas responsabilidades e, consequentemente, que rolassem cabeças na instituição.
Depois dos incidentes registados na passada quinta-feira nas escadarias da Assembleia da República, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, exigiu ao director da PSP, Paulo Valente, que fossem apuradas responsabilidades e que rolassem cabeças. Perante esta imposição, conta hoje o jornal Público, o até ontem ‘número um’ da PSP decidiu chegar-se à frente e pôs o lugar à disposição.
O jornal Público conta hoje que na manhã de ontem (sexta-feira), após a manifestação das forças de segurança em Lisboa que terminou com a ‘invasão’ da escadaria da Assembleia da República, o ministro da tutela, Miguel Macedo, chamou ao seu gabinete o director da PSP, o superintendente Paulo Valente Gomes, para exigir que fossem apuradas responsabilidades e, consequentemente, que rolassem cabeças na instituição.
Face a esta exigência, segundo o jornal Público, o superintendente Paulo Valente Gomes assumiu-se como o principal responsável pelos incidentes registados na escadaria da Assembleia da República e colocou de imediato o cargo à disposição.
O ministro da Administração Interna aceitou, também de imediato, o pedido e ao início da noite, em conferência de imprensa, anunciou que o substituto de Paulo Valente Gomes na direcção da PSP seria Luís Farinha.
Este é já o terceiro director da Polícia de Segurança Pública desde que o actual Governo entrou em funções em 2011, salienta o jornal Público, recordando que Paulo Valente Gomes já tinha assumido funções em Fevereiro do ano passado, em virtude da exoneração de Guilherme Guedes da Silva.
Nesta conferência de imprensa, o ministro Miguel Macedo comentou ainda os incidentes que envolveram elementos das forças de segurança em frente à Assembleia da República, classificando a atitude de “absolutamente inaceitável”.
“As regras de segurança são para cumprir” e “quem tem por missão fazê-las respeitar não pode dar o exemplo de as violar”, neste sentido, frisou o ministro, “tinha que haver consequências a tirar”.
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