sexta-feira, novembro 22, 2013

Sindicatos da polícia vão fazer novos protestos até que Governo responda

SIC


O líder da estrutura que congrega os sindicatos da polícia disse hoje que a luta continuará até que o Governo altere as condições contestadas e adiantou que uma das iniciativas pode ser uma greve  às multas. 

"Nós vamos continuar a lutar para que este estado de coisas seja alterado",  afirmou à Lusa o secretário nacional da Comissão Coordenadora Permanente  (CPP) dos Sindicados e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços  de Segurança, Paulo Rodrigues. 
"Penso que a Comissão Coordenadora tem de reunir para falar daquilo  que aconteceu ontem (manifestação frente ao Parlamento na quinta-feira)  e todas as ações de protesto e iniciativas estão em cima da mesa", garantiu.
Admitindo que ainda não recebeu qualquer 'feedback' do Governo face  à manifestação de quinta-feira, Paulo Rodrigues reconheceu que uma das medidas  que poderá ser adotada é uma greve às multas. 
"Essa possibilidade surgiu ontem (na quinta-feira), mas não partiu nem  da CCP nem de nenhuma organização sindical que esteve presente na iniciativa",  disse. 
Segundo adiantou, a ideia surgiu quando "um papel começou a passar entre  os participantes na manifestação" e, embora não tenha sido proposta ou defendida  por nenhuma organização sindical, "é daquelas medidas que os profissionais  podem adotar" e que só depende da vontade de cada um. 
"Sei perfeitamente que há uma grande desmotivação, há uma grande revolta  e que todas as iniciativas que possam refletir o protesto e essa desmotivação  podem vir a acontecer", disse o sindicalista. 
Milhares de polícias manifestaram-se na quinta-feira em Lisboa e conseguiram  chegar à entrada principal da Assembleia da República, onde cantaram o hino  nacional e desmobilizaram voluntariamente.  
Em declarações à Lusa na quinta-feira, Paulo Rodrigues explicou que  a invasão da escadaria da Assembleia da República foi uma "ação simbólica"  e "um estado de revolva" contra a governação do país. 
"O que aconteceu aqui foi um estado de revolta", disse, adiantando que  não se registaram agressões nem feridos, e que a iniciativa partiu de uma  "atitude espontânea". 
Apesar das declarações do sindicalista, a agência Lusa testemunhou no  local a existência de um manifestante ferido durante os acontecimentos junto  à Assembleia da República. 
  Lusa

Passos Coelho Manifestação pode originar "consequência" para polícias

Noticias ao Minuto

Manifestação pode originar consequência para polícias
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu esta sexta-feira que os ânimos exaltados da manifestação dos polícias, que aconteceu ontem em Lisboa, não são “um bom indicador das próprias autoridades de segurança”, pelo que devem “servir para que possamos dar uma consequência ao que se passou, de modo a que não haja enfraquecimento das próprias forças de segurança”.
“A vontade dos que se querem manifestar (…) não devia ter ficado ensombrada” pelo desrespeito das regras. O que teve mais gravidade por se tratar de “manifestantes, que pertencem às forças de segurança e que [as] respeitam enquanto estão no activo”, disse esta sexta-feira o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
Passos Coelho falava aos jornalistas à margem do encerramento da Cimeira do Turismo, promovida pela Confederação do Turismo Português, em Vilamoura, onde marcou hoje presença.
Questionado sobre a manifestação das forças de segurança, que teve lugar ontem em Lisboa, e que ficou marcada pela subida de profissionais às escadarias da Assembleia da República, o primeiro-ministro sublinhou que este não é “um bom indicador das próprias autoridades de segurança”.
Os incidentes devem, portanto, “servir para que possamos dar uma consequência ao que se passou, de modo a que não haja enfraquecimento das próprias forças de segurança”, acrescentou o chefe de Estado.
“O maior prejuízo é para as forças de segurança e para a tranquilidade dos portugueses”. Ainda assim, “não é necessário rever as regras, é necessário cumpri-las”.
Passos Coelho referiu ainda que “o País não pode permitir a própria degradação da própria autoridade”, rejeitando assim “todos os apelos à violência”.
“O que aconteceu ontem não devia ter acontecido”, concluiu Passos.

Miguel Macedo reage à manifestação das forças de segurança que levou à demissão do diretor da PSP

Miguel Macedo diz que o que está em causa é a credibilidade e prestígio das Forças de SegurançaTVI

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, classificou esta sexta-feira como «absolutamente inaceitáveis» os acontecimentos que motivaram a invasão da escadaria do parlamento durante uma manifestação de polícias, garantido que «foi uma exceção que não voltará a repetir-se».

«Num Estado de direito há regras que devem ser observadas e limites que não podem ser ultrapassados. Os agentes de segurança são os primeiros a reconhecer que é mesmo assim. O que ontem sucedeu é, por isso mesmo, uma exceção, não voltará a repetir-se», afirmou Miguel Macedo, em conferência de imprensa, no Ministério da Administração Interna.

Pouco antes também o primeiro-ministro considerou que a invasão da escadaria do Parlamento «não deveria ter acontecido».

Milhares de polícias manifestaram-se na quinta-feira em Lisboa e, depois de derrubarem uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal da Assembleia da República, onde cantaram o hino nacional e depois desmobilizaram voluntariamente.

Miguel Macedo sublinhou o caráter de excecionalidade do que aconteceu na quinta-feira nas escadarias do parlamento «é um requisito essencial, não apenas da defesa de um Estado de direito, mas também da defesa da imagem de prestígio e de credibilidade dos agentes e das forças de segurança».

«E por isso, os portugueses sabem que têm e continuarão a ter na PSP, e nas forças de segurança, e em todos os seus agentes, um referencial de coesão e credibilidade no cumprimento da lei e na observância das regras de um Estado de direito democrático», acrescentou.

Miguel Macedo sublinhou que os próprios agentes das forças de segurança já reconheceram que a invasão da escadaria da Assembleia da República é «absolutamente inaceitável».

«As regras de segurança são para ser cumpridas. Quem tem por missão fazê-las respeitar não pode dar o exemplo de as violar», defendeu o ministro.

Os acontecimentos que marcaram a manifestação das forças de segurança de quinta-feira motivaram o pedido de demissão do diretor nacional da PSP Paulo Valente Gomes, aceite pelo ministro ainda durante a manhã de hoje.

Ao final do dia soube-se que o superintendente Valente Gomes vai ser substituído no cargo pelo comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP), superintendente Luís Peça Farinha, o que foi confirmado por Miguel Macedo durante a conferência de imprensa, acrescentando que Luís Farinha foi a primeira escolha.

No final da conferência de imprensa, questionado pelos jornalistas sobre se haveria consequências disciplinares para agentes à civil ou fardados, o ministro disse que foram tiradas as consequências que entendeu deverem ser tomadas.

«O que tive de fazer, e devia, foi hoje feito», disse Miguel Macedo, acrescentando que não está em causa a confiança na PSP ainda que fosse necessário «tirar consequências do que aconteceu», e «isso foi feito».

E perante a insistência dos jornalistas, de várias formas e perguntas, sobre se Luís Farinha devia ser nomeado quando era o comandante das forças especiais (que deixaram que os manifestantes subissem as escadarias da Assembleia), o ministro respondeu apenas, repetidamente: «O superintendente chefe Luís Farinha é comandante da Unidade Especial de Polícia».

E repetiu também várias vezes que a lei não permite manifestações a menos de 100 metros da Assembleia e que o aconteceu foi grave e não se pode «voltar a repetir».

Multas de trânsito na União Europeia serão cobradas em 'casa'

Expresso

Foi multado lá fora? Vai mesmo ter de pagar. Diretiva comunitária que entra em vigor esta quinta-feira acaba com a impunidade dos condutores 'apanhados' na Europa.

Entra quinta-feira, dia 7, em vigor uma diretiva que permite às autoridades de um qualquer Estado-membro da União Europeia cobrar aos condutores de carros com matrícula estrangeira, ainda que a posteriori, as multas por infração ao Código da Estrada.
Só o Reino Unido, a República da Irlanda e a Dinamarca não assinaram a diretiva comunitária. O que quer dizer que em todos os outros estados da União Europeia passa a ser mais difícil escapar impune a, pelo menos, oito tipos de infração: excesso de velocidade, falta de cinto ou uso do capacete, condução sob o efeito de álcool ou estupefacientes, falar ao telemóvel em plena condução, desrespeitar um sinal de paragem obrigatória e circular na berma ou em corredores não autorizados.
Na prática, esta diretiva permite notificar o condutor quando não tenha sido possível identificá-lo in loco, algo que até aqui não acontecia, por ser impossível às autoridades de um país aceder aos dados dos condutores residentes noutro país.
Segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a diretiva pressupõe "um mecanismo transfronteiriço de troca de informações por via eletrónica, os quais permitem a identificação do proprietário do veículo", para que seja notificado. Em Portugal será o Instituto dos Registos e do Notariado, organismo do Ministério da Justiça, a gerir o processo.
Reino Unido, Irlanda e Dinamarca não assinaram a diretivaA ANSR esclarece, no entanto, que "a diretiva em causa não pretende harmonizar a legislação dos Estados-membros no que respeita às infrações rodoviárias, tanto mais que alguns países tratam destas matérias em sede penal e outros, como é o caso de Portugal, em sede administrativa".
Já o presidente do Automóvel Clube de Portugal, considera que esta "é uma medida que vem no sentido da uniformização europeia, e que inclui também a questão das cartas de condução por pontos".
"Na prática, assenta numa coordenação interministerial, para que à medida que são identificados os prevaricadores se tornem efetivas as punições nos seus países", disse Carlos Barbosa ao Expresso. Mas "a sua aplicação prática requer que se proceda primeiro à dita uniformização, para que, em cada país, à mesma infração corresponda a mesma multa", acrescentou Barbosa.
A diretiva, aprovada em 2011 e que agora entra em vigor, está já a ser aplicada em muitos Estados europeus através da celebração de acordos bilaterais, como fizeram recentemente França e Espanha. No caso português, o projeto de Lei com vista à sua transposição encontra-se ainda em processo legislativo.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/multas-de-transito-na-uniao-europeia-serao-cobradas-em-casa=f839628#ixzz2lQ0QSLS6

OE: Proposta de última hora sobre fardas

SOL

O PSD e CDS entregaram esta quarta-feira uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado (OE) para 2014 para evitar reduções remuneratórias nos suplementos de fardamento a que as forças de segurança têm direito. O prazo para entrega de alterações terminou na última sexta-feira mas todos os grupos parlamentares concordaram em aceitar esta proposta de última hora dos partidos da maioria.
Assim, é proposto que não sejam tidos em conta para o apuramento do vencimento ilíquido sujeito a redução remuneratória “os montantes abonados ao pessoal das forças de segurança a título de comparticipação anual na aquisição de fardamento”.
Esta proposta acontece na véspera de uma manifestação das forças de segurança, a que vão aderir todos os serviços de segurança e polícias, incluindo a PJ. A manifestação contra os cortes no OE para 2014 inicia-se no Largo de Camões, em Lisboa, seguindo-se um desfile até à Assembleia da República.
No ano passado, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, tinha conseguido actualizar os montantes deste subsídio que estavam congelados. Na altura, o ministro salientou na Assembleia da República que o suplemento das forças de segurança passava de 18 para 20 por cento e que o subsídio de fardamento era aumentado para 300 euros.

Militar da GNR morre depois de participar na manifestação

A Guarda

Um Militar da GNR, natural do Marmeleiro, concelho da Guarda, morreu ontem, 21 de Novembro, depois de ter participado na manifestação das forças de segurança portuguesas, junto ao Parlamento.
Ao que o Jornal A Guarda conseguiu apurar, o militar, de 44 anos, que prestava serviço na zona de Lisboa, estava acompanhado de um irmão também Militar da PSP e de vários camaradas, já tinha deixado a manifestação quando se sentiu mal e caiu em plena rua.
Apesar da rápida intervenção do INEM, não foi possível reanimar o corpo. 

Luis Farinha é o novo director da PSP

O comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP), superintendente Luís Peça Farinha, é o novo director nacional da PSP.
Luis Farinha irá suceder no cargo ao superintendente Paulo Valente Gomes, que hoje colocou o lugar à disposição, na sequência dos acontecimento
s de quinta-feira em frente à Assembleia da República, tendo o seu afastamento sido aceite pelo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo.
A mesma fonte referiu que, no seguimento da saída de Paulo Valente Gomes, os oficiais que faziam parte da sua equipa diretiva - Paulo Pereira Lucas, José Ferreira de Oliveira, José de Matos Torres e Manuel Magina da Silva - pediram a demissão.
Entretanto está marcada para as 20:30 uma declaração do ministro da Administração Interna, nas instalações do ministério, a propósito da manifestação de quinta-feira junto à Assembleia da República.
O diretor Nacional da PSP colocou o seu lugar à disposição, na sequência dos acontecimentos de quinta-feira em frente à Assembleia da República, tendo o seu pedido sido aceite pelo ministro da Administração Interna.
Uma nota do Ministério da Administração Interna referia que o ministro Miguel Macedo "entendeu aceitar a disponibilidade para a cessação de funções que tem exercido como diretor nacional" da PSP.
Milhares de profissionais de forças e serviços policiais e de segurança - PSP, GNR, SEF, ASAE, polícia marítima, guardas prisionais, polícia municipal e PJ - manifestaram-se na quinta-feira em Lisboa e, depois de derrubarem uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal da Assembleia da República, onde cantaram o hino nacional, tendo depois desmobilizado voluntariamente.

PAULO GOMES, DIRETOR DA PSP

DN

"Saio com a consciência perfeitamente tranquila"

O DN teve acesso em primeira mão a uma carta de despedida que o diretor da PSP enviou por mail ao seu efetivo, a explicar a sua decisão.
O diretor Nacional da PSP diz que deixa o seu cargo com a "consciência perfeitamente tranquila".
Numa carta enviada ao efetivo, através do mail interno da PSP, Paulo Gomes dá, de forma indireta, o seu apoio à atuação policial no Parlamento: "sempre agimos orientados pelos princípios da legalidade, da proporcionalidade, da adequação de meios e, acima de tudo, pelo respeito intransigente dos direitos fundamentais dos cidadãos".
Paulo Gomes assinala as "dificuldades que o país, e inevitavelmente a PSP, atravessam neste momento" salientando que a sua preocupação "é zelar pelo superior interesse da grande instituição que é a nossa PSP".
Finaliza prometendo que vai "continuar a servir a Pátria com o mesmo empenho de sempre".
CARTA DE DESPEDIDA
"Senhores Oficiais, Dirigentes, Chefes, Agentes e pessoal técnico de apoio à atividade operacional da Polícia de Segurança Pública
Como é do vosso conhecimento, decidi, de forma consciente e serena, solicitar a S. 
Excelência o Ministro da Administração Interna a cessação de funções do cargo de 
Diretor Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP).
Fi-lo na convicção de que a PSP é uma Instituição com 150 de História e de permanentes 
sucessos: temos sabido cumprir a nossa missão com grande profissionalismo e 
inteligência, correspondendo a todas as exigências operacionais de segurança interna. 
Sempre agimos orientados pelos princípios da legalidade, da proporcionalidade, da 
adequação dos meios e, acima de tudo, pelo respeito intransigente dos direitos 
fundamentais do cidadão.
Vós, polícias de hoje e de ontem, constituís o pilar fundamental desta sólida organização, 
sendo cada vez mais essenciais ao fortalecimento do Estado de Direito.
Eu, tal como vocês, cumprimos um “juramento de morte”: servir Portugal e os 
portugueses.
Saio com a consciência perfeitamente tranquila e com o sentimento do dever cumprido, 
graças ao apoio e dedicação dos membros desta Direção e de todos vós, sem exceção.
Sabemos das dificuldades que o país, e inevitavelmente a PSP, atravessam neste 
momento e a minha profunda preocupação é zelar pelo superior interesse da grande 
Instituição que é a nossa PSP.
Apelo, por isso, a que continuemos a dignificar e a elevar cada vez mais alto, todos os 
dias e a todas as horas, os valores e as virtudes da Polícia de Segurança Pública.
Tenho muito orgulho em ter sido o vosso Comandante e Diretor.
Vou continuar a servir a minha Pátria com o mesmo empenho de sempre.
Paulo Jorge Valente Gomes
Superintendente"

PS quer ouvir MAI e diretor-nacional da PSP no parlamento

Açoriano Oriental

O grupo parlamentar do PS requereu esta sexta-feira, ao presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, a "audição, com caráter de urgência" do ministro da Administração Interna e do diretor-nacional da PSP.
"Considerando a gravidade e excecionalidade dos acontecimentos" e "o consequente pedido de demissão do diretor-nacional da PSP", os deputados socialistas pretendem assim obter esclarecimentos sobre os incidentes de quinta-feira, na escadaria da Assembleia da República, lê-se no documento assinado pelos parlamentares Pita Ameixa e Marcos Perestrello.
Milhares de polícias manifestaram-se em Lisboa e, derrubando uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal do Palácio de São Bento, onde cantaram o hino nacional e depois desmobilizaram voluntariamente.
O ministério da Administração Interna divulgou hoje que o diretor Nacional da PSP colocou o seu lugar à disposição na sequência dos protestos de quinta-feira e que o ministro "entendeu aceitar a disponibilidade para a cessação de funções".

MAI falará hoje sobre manifestação de forças de segurança

SIC

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, remeteu para o ministro da Administração Interna um comentário do Governo sobre a manifestação de quinta-feira das forças de segurança, afirmando que Miguel Macedo falará à comunicação social ainda hoje.

"O sr. ministro da Administração Interna, tenho a certeza, falará hoje  convosco", afirmou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, depois de questionado  sobre a manifestação de membros das forças de segurança, que subiram a escadaria  da Assembleia da República sem serem travados pelo corpo de intervenção,  que se encontrava no local. 
O primeiro-ministro fez esta afirmação enquanto saía da sessão de abertura  de um seminário sobre serviços de informações, na reitoria da Universidade  Nova de Lisboa. 

SPP recusa magistrado para diretor da PSP

TVI

Segundo António Ramos, os magistrados não estão preparados para comandar a PSP, nem têm conhecimento do funcionamento da instituição

Paulo Valente GomesO Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP) manifestou-se esta sexta-feira solidário com o diretor nacional da PSP demissionário e recusa que o próximo chefe máximo da Polícia seja um magistrado.

«Ficámos surpreendidos com a saída do diretor nacional da PSP», disse à agência Lusa o presidente do SPP, António Ramos, destacando que foi o primeiro oficial da escola superior de polícia a chegar ao topo da hierarquia na corporação.

Diretor Nacional da PSP demite-se

O sindicalista adiantou que os polícias depositavam «muita esperança» no diretor nacional da PSP, superintendente Paulo Valente Gomes, que colocou esta sexta-feira o seu lugar à disposição, na sequência dos acontecimentos de quinta-feira, em frente à Assembleia da República, tendo a sua disponibilidade sido aceite pelo ministro da Administração Interna.

O presidente do SPP afirmou também que o próximo diretor nacional da PSP «nunca» poderá ser um magistrado, tendo em conta que já passaram dois pela Polícia e deixaram «uma marca altamente negativa», cita a Lusa.

Segundo António Ramos, os magistrados não estão preparados para comandar a PSP, nem têm conhecimento do funcionamento da instituição.

Numa nota divulgada esta sexta-feira, o Ministério da Administração Interna refere que o ministro Miguel Macedo vai «iniciar o processo tendo em vista a designação do novo diretor nacional da Polícia de Segurança Pública».

Milhares de profissionaiss de forças e serviços policiais e de segurança - PSP, GNR, SEF, ASAE, polícia marítima, guardas prisionais, polícia municipal e PJ - manifestaram-se na quinta-feira em Lisboa e, depois de derrubarem uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal da Assembleia da República, onde cantaram o hino nacional, tendo a seguir desmobilizado voluntariamente.

Associação Sindical de Polícia surpreendida com saída de diretor PSP

RTP

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) manifestou-se hoje surpreendido com a saída do diretor nacional da PSP, considerando que a atuação policial na quinta-feira foi "a mais adequada".

"Surpreende-me a demissão, porque as razões da manifestação não visavam o diretor nacional da PSP, mas eram uma reposta clara ao Governo relativamente às medidas que tem implementado nas forças de segurança", disse à agência Lusa Paulo Rodrigues.
O diretor Nacional da PSP, superintendente Paulo Valente Gomes, colocou hoje o seu lugar à disposição, na sequência dos acontecimentos de quinta-feira frente à Assembleia da República, tendo a sua disponibilidade sido aceite pelo ministro da Administração Interna.
Milhares de profissionais de forças e serviços policiais e de segurança - PSP, GNR, SEF, ASAE, polícia marítima, guardas prisionais, polícia municipal e PJ - manifestaram-se na quinta-feira em Lisboa e, depois de derrubarem uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal da Assembleia da República, onde cantaram o hino nacional, tendo depois desmobilizado voluntariamente.
Paulo Rodrigues, que é também o secretário nacional da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, que organizou o protesto, adiantou que os elementos da PSP que fizeram a segurança da manifestação agiram "com profissionalismo e bom senso", evitando o "caos total".
"Se os polícias tivessem proibido que os manifestantes subissem a escadaria da Assembleia da Republica, ia haver confrontos e ia repetir-se os secos e molhados", sublinhou, acrescentando que a atuação policial permitiu que não tivesse existido confrontos.
O sindicalista afirmou ainda que caso a atitude da PSP "não tivesse sido aquela, hoje estaríamos a falar que tinha havido confrontos de polícias contra polícias".

Invasão das escadarias do Parlamento pelas 'polícias' foi "simbólica"

Expresso
Nuno Botelho (fotografias tiradas com telemóvel)

As forças de segurança foram do Camões ao Parlamento, gritando contra o Governo. Pelo meio, rebentaram petardos. No final, nas escadarias, por pouco não houve confrontos.

21h35 César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, faz um balanço positivo da manifestação e justifica os ânimos exaltados que se viveram nas escadarias do Parlamento com "a situação de desespero pela qual os profissionais das forças de segurança estão a passar, muitos deles já sem dinheiro para dar de comer aos filhos. São cidadãos como os outros".
21h29 Paulo Rodrigues, da ASPP, considera que a invasão da escadaria foi simbólica. "Não estava à espera disto, mas reflete a revolta dos polícias".
21h27 Já restam poucas dezenas de manifestantes em frente ao Parlamento. Ouvem-se mais aplausos. A manifestação acabou.
21h19 Polícias manifestantes aplaudem polícias de serviço.
21h06 Ouvem-se aplausos. "O vosso futuro está em nós", dizem alguns manifestantes para os colegas que fazem a barreira de proteção junto à entrada.
21h05 Um grupo de polícias que invadiu a escadaria cumprimenta os colegas de serviço. "Desculpem e obrigado".
21h01 "Esta é a única forma de chamar a atenção. Já era altura", diz um agente da PSP que prefere não ser identificado, ao Expresso.
20h57 "Polícia unida, jamais será vencida.
20h57 Polícias estão junto à entrada do Parlamento.
20h40 Manifestante de cara tapada foi insultar Paulo Rodrigues, da ASPP, e envolveram-se numa luta, com o dirigente sindical a tirar-lhe a máscara.
20h39 "Passos escuta, és um filho da puta".
20h35 Um polícia tirou o telemóvel a um jornalista do Expresso, que o seguiu e conseguiu que este o devolvesse, mas o agente de autoridade obrigou-o a apagar um vídeo que o jornalista acabara de fazer.
20h34 Polícias sentam-se na escadaria da Assembleia da República.
20h32 "É a primeira vez que venho a uma manifestação. Antes de vir disse aos meus filhos que estavfa pronto para morrer", disse um manifestante ao Expresso.
20h31 Um grupo de polícias deitou a grade de segurança abaixo e invadiu a escadaria.
20h16 Confrontos juntos à Assembleia.
20h10 Membros da organização pedem calma. "Ivasão" ouve-se.
20h07 Rebenta mais um petardo em frente à Assembleia.
20h06 Gritos de invasão, enquanto as grades são abanadas.
20h05 Junto à grades que separam a manifestação da escadaria da Assembleia, um grupo de polícias acendeu uma tocha.
20h02
20h01 Acaba de rebentar um petardo na Avenida D. Carlos I, a 200 metros do Parlamento.
19h59 Na cauda da manifestação, cada vez mais próxima do Parlamento, canta-se: "Já cheira a merda".
19h53 Os últimos manifestantes entram na Avenida D. Carlos I.
19h51 "Juntem-se a nós", pedem os polícias da manifestação ao que estão de serviço.
19h49 Pedro, que prefere não dizer o apelido e é agente da PSP há 22 anos: "A polícia é equiparada ao escarro da sociedade. Somos literalmente enxovalhados em tribunal e nem o tempo que perdemos nos julgamentos é compensado".
19h47 A direção da PSP não avança com dados de participação, de acordo com Paulo Flor, da direção de comunicação.
19h46 Membros da organização saúdam os colegas que estão de serviço em frente à AR, mas estes não respondem.
19h43 A cabeça da manifestação chegou à Assembleia. No local estão oito carrinhas da polícia de choque.
19h41 Há polícias em frente ao Parlamento, que vieram aqui ter diretamente.
19h40 "Cavaco escuta, os polícias estão em luta", ouve-se à chegada à Assembleia.
19h37 A manifestação estende-se por um quilómetro.
19h32 Acácio Vicente, reformado, antigo agente de seguros, aplaude os manifestantes: "Os polícias estão a fazer o que é correto e digno. Os políticos manifestam-se nos corredores do poder e quem trabalha manifesta-se na rua".
19h28 A cabeça da manifestação está a entrar na Avenida D. Carlos I em direção ao Parlamento.
19h26 A cauda da manifestação desce a Rua do Alecrim. Ouve-se gritar: "Gatunos, gatunos".
19h16
19h15 Um agente da GNR de Abrantes, que prefere não ser identificado, diz ao Expresso que "como o Presidente da República e a ministra das Finanças, já não tenho cêntimos para pôr de lado.
19h13 A cauda da manifestação está agora a sair do Largo de Camões.
19h10 "Estou aqui também para poder interceder pelos polícias portugueses nas instâncias europeias", diz ao Expresso Gerard Grenon, enquanto segura a faixa que abre a manifestação, na qual se lê: "Pela dignificação profissional em prol da segurança dos cidadãos.
19h02 Segundo a organização, há entre 9 a 10 mil polícias na manifestação.
19h00 Ainda há nesta altura uma grande concentração de manifestantes no Largo de Camões.
18h59 A cabeça da manifestação está a entrar na Avenida 24 de Julho.
18h57 Muitos polícias abordados pelo Expresso não estão disponíveis para falarem à imprensa, com medo de represálias.
18h55 "A luta continua, os polícias estão na rua.
18h51 "Macedo escuta, as forças de segurança estão em luta", ouve-se na frenbte da manifestação.
18h49 À cabeça da manifestação estão os dirigentes nacionais e Gerard Grenon, secretário-geral do Conselho Europeu de Polícia.
18h48 A cauda da manifestação está ainda no Largo de Camões, onde continuam a chegar mais manifestantes.
18h45 Os polícias começam a manifestação a cantar o hino nacional.
18h40 A manifestação começou.
18h36 Começam a formar-se grupos na Rua do Alecrim para dar início à manifestação. 
18h30 Os polícias começam a posicionar-se para a manifestação ao som da "Grândola". 
18h28 A manifestação deverá começar às 18h45, anunciara ao microfone responsáveis da organização.
18h27 O sindicalista francês justificava assim a sua presença na manifestação, sublinhando que os cortes orçamentais em Portugal vão afetar também a segurança na UE. 
18h26 "Estamos preocupados com a segurança em Portugal", diz ao Expresso Gerard Grenon, secretário-geral do Conselho Europeu dos Sindicatos de Polícia. 
18h19 Começa a tocar a "Grândola, Vila Morena" e os polícias acompanham. 
18h17 "Polícias unidos, jamais serão vencidos". 
18h14 Começou a tocar a música "Os Vampiros" de Zeca Afonso. Perto da estátua do Largo de Camões há polícias a entoar o refrão "eles comem tudo". 
18h11 "Passos escuta, os polícias estão em luta", voltam a gritar em coro. 
18h09 "Ao manifestarmo-nos devemos fazê-lo de forma ordeira, caso contrário não seremos compreendidos pela população", pede um membro da organização ao megafone. 
18h07 A organização pede que "estes incidentes", que não são feitos pelas forças de segurança, sejam ignorados. 
18h05 Ouviu-se um petardo na zona da manifestação. 
17h59 Nos Largo de Camões estão cerca de 4 mil polícias, de acordo com a organização. Continuam a chegar autocarros. 
17h53 Ao todo são 50 autocarros de fora de Lisboa. O protesto só deverá arrancar depois de chegarem os 15 autocarros do Porto. 
17h50 "Passos escuta, os polícias estão em luta", continua a ouvir-se no Largo de Camões. A organização espera que se ultrapassem os 8 mil manifestantes, tornando o protesto no maior de sempre. 
17h48 Continuam a chegar polícias. A organização do protesto pede-lhes que vão buscar uma bandeira para agitar na manifestação. 
17h48

17h45 "Estamos aqui em solidariedade e saudação com as forças de segurança", disse Arménio Carlos da CGTP. 
17h40 "É cada vez mais difícil fazer o nosso trabalho em segurança", diz Júlio Rebelo da associação dos guardas prisionais. 
17h30 "Temos o direito à indignação", dizem. José Mendes, da direção da ASP, pede aos polícias para manterem a ordem durante a manifestação. 
17h28 "Passos escuta, os polícias estão em luta". Começam os agentes a gritar incentivados por José Mendes, da direção da ASP, que ao megafone avisa que ainda estão à espera que cheguem mais policias para começar a manifestação.
17h13
17h09
17h08 "Espero que gritem bastante alto o vosso descontentamento. Esta será uma das maiores manifestações de sempre", disse Carlos Oliveira, secretário geral das ASP 
17h08 Paulo Rodrigues diz que depende do Governo que se repita a manifestação dos "secos contra molhados". "Penso que o Governo aprendeu e que não irá reagir da mesma forma, mas só depende do Governo" 
17h07 "Vimos aqui lutar pelos nossos direitos. Todos os dias arriscamos a vida e estes cortes são injustos", diz o agente da PSP João Prates, que veio de Évora para o protesto. 
17h06 O líder sindical afirmou que bastou uma reunião entre todas as forças de segurança para se chegar à conclusão que o problema e o descontentamento eram comuns e que teria de ser dada uma resposta comum. "Queremos dizer ao Governo que está a seguir uma política errada".
17h05 "Não foi dificil fazer esta manifestaçao conjunta com todas as forças de segurança", diz ao Expresso Paulo Rodrigues, líder da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia 
17h04 Meia hora antes da manifestação começar, já estão no Largo do Camões cerca de 600 pessoas.
As forças de segurança manifestam-se hoje contra os cortes previstos no Orçamento de Estado. A concentração estava marcada para o Largo de Camões e os manifestantes irão até à Assembleia da República.

Veja as imagens da manifestação
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Diretor Nacional da PSP demite-se após manifestação na Assembleia

Visão

Os profissionais das forças de segurança subiram quinta-feira à noite, sem grande oposição das forças presentes, a escadaria da Assembleia da República e concentraram-se junto à entrada, exigindo a demissão do Governo. VEJA AS FOTOS

Imagens dos polícias na invadir as escadarias da Assembleia da República

Publico
Um grupo de polícias que participa na manifestação acabou por fazer também uma barreira, para que os restantes manifestantes não subam as escadas da Assembleia.