sábado, maio 25, 2013

Um agente da PSP já pode ser palhaço

Expresso


Um Acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 2009 considerou que "As expressões "palhaço" e "camelo", dirigidas a um agente da PSP, constituem uma grosseria, mas não excedem o âmbito da falta de educação nem têm aptidão para ofender a honra e consideração do visado"
Um Presidente da República a quem chamam palhaço tem mais dignidade penal do que um agente da PSP a quem chamam a mesma coisa?  
Mas a jurisprudência não é unânime.
O mesmo acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 2009 considera que a expressão "mentiroso", dirigida ao mesmo agente da PSP já  é injuriosa. 
Outro exemplo. Os tribunais portugueses têm considerado que chamar "cromo" aos polícias no exercício de funções é uma injúria.  
Um acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra de 2006 conclui que "chamar "cromos" a soldados da GNR no exercício das suas funções, embora não possa ser considerada uma injúria muito gravosa, não deixa de ser injúria."
Os tribunais certamente decidirão sobre a expressão de Miguel Sousa Tavares "palhaço" dirigida a Cavaco Silva numa entrevista ao Jornal de Negócios. 
Para já, o tempo é político é de consequências políticas.  
Faltava um mártir para a possível queda do poder actual.
Ele aí está. Mário Soares, que tentou nos últimos meses, por todas as vias, sê-lo, deve estar cheio de inveja.   
Outros acórdãos pronunciaram-se também sobre a expressão "palhaço" ser, ou não injuriosa.
Concluem que não.    
Mas estão em causa processos envolvendo injúrias a particulares e não a agentes da autoridades ou figuras investidas em funções públicas. 
Um Presidente da República a quem chamam palhaço tem mais dignidade penal do que um vulgar cidadão a quem chamam a mesma coisa?      
Um Acórdão do Tribunal da Relação do de Porto 2007 diz que a  "A expressão "és um palhaço", ainda que proferida para manifestar desconsideração, não é ofensiva da honra ou consideração do visado."  
Mais adiante refere"A palavra palhaço é, como muitas ou, quiçá, como todas as palavras, polissémica. Quando a usamos podemo-nos estar a referir ao comediante cuja intenção é divertir o público através de comportamento e maneirismos ridículos, mas também poderemos querer desconsiderar a pessoa visada com ela. Mas nestes casos, de pluralidade de sentidos, não temos que acolher o significado atribuído pelo visado só porque este se considerou ofendido: isto será assim quando resulte inequivocamente dos factos. Mesmo entendendo-se que a arguida pretendeu manifestar a sua desconsideração pelo assistente, a verdade é que ela não tem que ter consideração por ele, não tem que dizer que a tem e pode, claro está, dizer que não tem. Face a isto poderemos objectar nos seguintes termos: ao invés de chamar palhaço a arguida deveria dizer "não tenho consideração por ti". Assim era inequívoco para todos não haver crime."   
Um Acórdão do Tribunal da Relação Do Porto de 2012 refere que   "Nas relações entre as pessoas deve existir um dever comportamental de educação e respeito. Todavia, nem tudo o que viola as regras de bom comportamento e de boa educação constitui crime tutelado pelo artigo 181.° do Código Penal pois que a conduta típica configura sempre "a concretização de uma expressão paradigmática de danosidade social intolerável" e, como tal, digna e carecida de tutela penal."  


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/um-agente-da-psp-ja-pode-ser-palhaco=f809384#ixzz2ULNiOn3b

Os seus desejos são ordens (para o Google)

Websnacks


É interessante esta coisa de sabermos os desejos intimos das outras pessoas. Felizmente existe o tumblr Google Wishes que nos mostra o que as pessoas mais desejam, no Google, e os resultados deixam-nos um pouco descrentes na raça humana…

INQUÉRITO “OS POLICIAS – REPRESENTAÇÃO POR ESTES DOS RESTANTES ACTORES DO SISTEMA FORMAL DE CONTROLO”


OS ACTORES DO SISTEMA FORMAL DE CONTROLO

Este questionário enquadra-se no âmbito da unidade curricular de Criminologia, da Licenciatura de Direito, que esta a ser realizado na Universidade do Minho e tem como principal objectivo fazer uma caracterização dos vários actores do sistema formal de controlo por parte de um dos actores – “A Policia”. Neste sentido deve ser respondido apenas por órgãos de polícia criminal.
A resposta a este questionário é fundamental para concluir o trabalho, pelo que se pede a vossa colaboração através da resposta a este questionário, que não demorará mais de 5 minutos.
Se não se sentir a vontade para responder a alguma pergunta, não o responda e passe à seguinte.
O Autor garante total confidencialidade no tratamento dos resultados.
Muito obrigada pela vossa colaboração!

Portugal entre países onde sindicatos da polícia são condicionados

TVI24


Através das medidas disciplinares instauradas aos dirigentes sindicais. EuroCop exige condenação deste ««comportamento antidemocrático»

A Confederação Europeia de Polícia (EuroCop) considera que Portugal é um dos quatro países europeus onde a atividade dos sindicatos de polícia é condicionada, devido às medidas disciplinares instauradas aos seus dirigentes.

As restrições à atividade sindical das polícias de Portugal, Grécia, Hungria e Turquia constam de uma resolução aprovada pela EuroCOP, que esta semana realizou em Barcelona o congresso extraordinário, refere a Agência Lusa.

Na resolução, a EuroCop refere que as políticas governamentais em Portugal «restringem diretamente a atividades dos sindicatos de polícia», através das medidas disciplinares instauradas aos dirigentes sindicais.

A EuroCop considera estas ações «como um abuso de poder do Estado», adiantando que este «comportamento antidemocrático deve ser publicamente condenado» pelos outros países europeus e pela Comissão Europeia.

A Confederação Europeia de Polícia é uma organização que congrega 36 sindicatos e estruturas de polícias de 27 países europeus, representando os interesses de cerca de 500.000 polícias de toda a Europa.

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) e o Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) são as estruturas portuguesas que fazem parte da EuroCOP.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do SINAPOL, Armando Ferreira, lamentou que Portugal esteja entre os quatro países europeus com «mais restrições» à atividade sindical.

«Desde que existem sindicatos na PSP que a Polícia tem usado o regulamento disciplinar para controlar os sindicatos e os seus dirigentes», afirmou Armando Ferreira, adiantando que partilha da resolução aprovada pelo EuroCop.

O presidente do SINAPOL disse ainda que o regulamento disciplinar da PSP tem 23 anos e foi feito numa altura em que se combatia o sindicalismo dentro da Policia, defendendo a sua revisão urgente.

Também o presidente da APG/GNR, César Nogueira, afirmou à Lusa concordar «plenamente» com a EuroCop, lamentando que, em Portugal, não seja permitido formar sindicatos na GNR, ao contrário do que acontece em outros países europeus, onde é possível constituir sindicatos em polícias de cariz militar.

César Nogueira adiantou que os processos disciplinares em Portugal servem para intimidar as associações e os dirigentes sindicais.

Como exemplo, citou o seu próprio caso, que está há um ano em funções e conta já com oito processos disciplinares por declarações que fez à comunicação social, na qualidade de presidente da APG.

Suspeitas de batota no curso de chefes da PSP



O júri do Concurso de Admissão ao Curso de Formação para Chefes da PSP, que decorreu esta semana na Escola Prática da Polícia de Segurança Pública, em Torres Novas, está a averiguar a possibilidade de alguns agentes terem tido conhecimentos antecipado de uma das provas.
As suspeitas foram levantadas e transmitidas ao júri depois de vários polícias, que tinham acabado de prestar provas, se terem deparado com colegas, que iam começar o exame, na posse de partes de um dos testes.
Por haver muitos candidatos as provas em questão são marcadas por vários períodos. A primeira, que começou cerca das 8 horas, e outra depois da 10. Ora quando os primeiros agentes terminaram a prova e saíram da sala perceberam que o segundo grupo já teria, alegadamente, excertos do exame, sabendo assim de antemão o que lhe seria pedido.

Polícia tinha 67 quilos de haxixe

CM

Um agente da PSP da Quinta do Cabrinha, em Lisboa, foi preso com um cúmplice quando se preparava para entrar num Mercedes que continha 67 quilos de haxixe na bagageira.
O polícia, de 32 anos, presta serviço há cerca de seis na 4ª Divisão do Comando de Polícia de Lisboa. Já estava debaixo de olho da Divisão de Investigação Criminal (DIC) há vários meses. Fonte policial disse ao CM que o jovem agente era suspeito de ligações ao submundo do tráfico de droga e da segurança da noite.
A meio da tarde de terça-feira uma brigada da 3ª Esquadra de Investigação Criminal detetou o polícia e o cúmplice, de 34 anos, já com cadeia cumprida por tráfico de droga, a deslocarem-se para um Mercedes estacionado numa rua da zona de Benfica. A polícia tinha a indicação de que o carro estava carregado de droga.
Detidos os dois homens, foram pedidos mandados de busca para a viatura, confirmando-se a existência de 67 quilos de haxixe na bagageira. Suspeita-se de que a droga tenha entrado em Portugal vinda do Norte de África.
Foram ainda apreendidas mais duas viaturas. Presentes a juiz, o civil ficou com simples termo de identidade e residência e o agente com apresentações periódicas às autoridades.

PSP Ministro anuncia mais PSP para Viana do Castelo e "nova filosofia" de colocações

Noticias ao minuto

O ministro da Administração Interna adiantou hoje ser possível "reforçar" o Comando da PSP de Viana do Castelo e explicou que as próximas colocações vão obedecer a uma "nova filosofia" para inverter o envelhecimento policial no interior no país.

Governo quer 45 novos inspetores no SEF

CM


Entrada de novos efetivos feita por recrutamento na Função Pública

O Ministério da Administração Interna (MAI) prepara-se para alterar o estatuto de pessoal do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), no sentido de permitir a incorporação interna de pelo menos 45 novos inspetores no quadro de investigação desta força de segurança.
As restrições financeiras na Administração Pública impedem que o MAI consiga abrir novo concurso público de admissão de inspetores. Recorde-se que o último ocorreu em 2004, quando se realizou em Portugal o Campeonato da Europa de Futebol.
A chegada dos 45 novos inspetores está apenas dependente da assinatura do ministro Miguel Macedo num despacho de alteração do estatuto do SEF, o que deverá acontecer em sede de Conselho de Ministros.
Os novos efetivos do SEF serão admitidos de entre os funcionários públicos com licenciatura em Direito.
O Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF "congratula-se" com a decisão do Governo. "Achamos é escasso o número de novos inspetores que o Governo quer admitir. Defendemos a necessidade de 200 novos elementos para a carreira de investigação", defendeu Acácio Pereira, presidente da estrutura sindical.

Ministro tira polícias da secretária

CM

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, afirmou ontem, na cerimónia do 102º aniversário da GNR, em Queluz, Sintra, que quer mais polícias nas ruas.

O ministro referiu mais uma vez que uma reorganização interna das forças de segurança deverá passar pela libertação de efetivos em tarefas administrativas para atividades operacionais. "Estamos hoje mais bem preparados para o fazer, respeitando competências, atribuições e a missão de cada uma das forças, cientes, porém, do esforço de racionalização que é reclamado", acrescentou.
Ainda assim, Macedo disse que o "investimento do Governo" em matéria de segurança "não será afetado" pela crise financeira. "O Governo, pela sua parte, tem dito que o investimento em matéria de segurança não será afetado pelas circunstâncias especialmente difíceis." O ministro deu como exemplos a entrega de novas viaturas e também a assinatura dos protocolos que visam a melhoria dos postos. "Isto ilustra a vontade do Governo de dotar a GNR dos melhores meios possíveis para a prossecução da missão", finalizou.
COMENTÁRIOS A ESTA NOTÍCIA 13

  • Essa conversa Sr. Ministro, tem mais de 25 anos, tirar Policias das secretarias!!! Quem vai lá pôr ? reorganização das forças de segurança ? todos os Ministros já o disseram! E como estão as forças de segurança?
  • Ao aumentar a idade de reforma para os polícias, ao mesmo tempo que se restringe a entrada de novos elementos, o que faz com que os efetivos policiais envelheçam, isso é investir na segurança dos portugueses?
  • Não me digam que vão pôr oficiais a fazer patrulhas???
  • Pura utopia.Vai tirar militares e polícias das secretarias dos Comandos Gerais, para depois as instituições os colocarem em secretarias dos postos e esquadras... já na ultima "restruturação" foi o Governo assim enganado.
  • Então mas aumentar a idade da reforma dos polícias, ao mesmo tempo que se reduz os ingressos de novos agentes, o que futuramente vai provocar o envelhecimento dos efetivos, é investimento na segurança dos portugueses?

PJ tem funcionários completamente desanimados e descrentes no futuro

Diario digital


O presidente da ASFIC considera que a Polícia Judiciária "tem funcionários completamente desanimados e descrentes no futuro" daquele órgão de polícia criminal e "uma direção sem visão estratégica e sem uma intervenção mínima em defesa da PJ".

PSP e GNR participam no maior exercício antiterrorista de sempre na Europa

RTP noticias


Elementos das operações especiais da PSP e da GNR vão participar no maior exercício de resposta a ataques terroristas na Europa que já foi feito. As forças portuguesas vão alinhar na simulação que vai acontecer em Espanha.

domingo, abril 07, 2013

Criminalidade está a aumentar nas zonas rurais

O Mirante


O presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP) disse esta semana que o crime afecta cada vez mais as zonas rurais, estando-se a assistir a uma deslocalização da criminalidade, sobretudo a violenta e grave. As declarações do subcomissário Henrique Gomes Figueiredo, feitas à agência Lusa, baseiam-se no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2012. Segundo os dados, a criminalidade violenta e grave aumentou dois por cento nas zonas rurais em relação ao ano anterior.
O RASI, divulgado na semana passada, indica que a criminalidade desceu 7,8 por cento em 2012 em relação ao ano anterior e as participações à PSP, GNR e Polícia Judiciária também desceram 2,3 por cento. "Os dados mostram claramente que há uma tendência positiva, mas há uma evolução bastante distinta entre as áreas urbanas e rurais", afirmou o presidente do sindicato que representa os principais comandantes da PSP. Para o sindicalista, está a assistir-se a uma deslocalização da criminalidade, sobretudo a violenta e grave, das zonas urbanas para as rurais.
O presidente do SNOP justifica este aumento do crime nas zonas rurais, uma vez que a GNR tem uma área mais vasta e muitos postos não têm o efectivo necessário. "Está a assistir-se a uma deslocalização de grupos criminosos para zonas rurais, onde existe menos controlo e menos efectivos, sendo, por isso, mais fácil actuar", sustentou. Nesse sentido, defendeu que é necessário repensar o modelo de policiamento nas zonas urbanas.
O SNOP diz ainda que a PSP foi responsável por mais de metade das detenções feitas no ano passado pelos serviços e forças de segurança, tendo as detenções na área de intervenção da Polícia de Segurança Pública aumentado nove por cento em relação a 2011.

Associações da GNR preparam caderno reivindicativo

JN


Quatro associações sindicais da GNR vão reunir, na próxima sexta-feira, em Lisboa, para debater os problemas do setor e elaborar um caderno reivindicativo a entregar à hierarquia.
No encontro participarão a ANAG (Associação Nacional de Guardas), a ASPIG (Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda), a ANSG (Associação Nacional de Sargentos da Guarda) e a ANOG (Associação Nacional de Oficiais da Guarda).
"Estas quatro associações convergiram num ponto de entendimento para unirem esforços no sentido de debaterem os problemas transversais à classe, desde o soldado ao oficial", adianta a ANAG, em cuja sede se vai realizar a iniciativa, na Rua Abranches Ferrão, às 14 horas.
A intenção é elaborar um "documento comum" com a descrição dos problemas na classe e as propostas para a sua resolução. O caderno reivindicatico será depois apresentado ao ministro da Administração Interna e ao comandante geral da GNR.

"Este Governo perdeu a legitimidade política, ética e moral para prosseguir as suas funções”

Esquerda.Net

Logo após o anúncio, por parte do Tribunal Constitucional (TC), do chumbo de quatro normas do Orçamento, foram várias as reacções por parte de sindicalistas e constitucionalistas, entre outros. A CGTP considera que "Este Governo perdeu a legitimidade política, ética e moral para prosseguir as suas funções". Já a imprensa internacional considera que a decisão do TC é “um duro golpe para o Governo”.

"Este Governo perdeu a legitimidade política, ética e moral para prosseguir as suas funções. Como tal, só tem uma coisa a fazer: pedir a sua demissão", declarou o secretário geral da CGTP, Arménio Carlos, à agência Lusa.
Para o líder da intersindical, se o Presidente da República não intervir "torna-se cúmplice de um processo que está claramente a levar o país para uma situação de desastre económico e social".
O secretário-geral da UGT considerou justa a decisão do Tribunal Constitucional (TC), frisando que o Governo criou o problema "e agora tem de o resolver".
"É evidente que era fundamental perseguir o processo de ajustamento, mas criando condições para o crescimento económico. Esperemos que no futuro o Governo não vá agravar mais a recessão económica, o que seria profundamente negativo", afirmou João Proença em declarações à agência Lusa.
O vice presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), Mário Jorge Neves, saudou “esta importante decisão do Tribunal Constitucional (TC)”, sublinhando que os funcionários públicos foram "martirizados nos últimos dois anos".
“Felizmente o TC não cedeu às pressões que foram feitas ultimamente pelo Governo relativamente a essas matérias”, declarou, por sua vez, o coordenador da Frente Sindical da Administração Pública (FESAP), Nobre dos Santos.
Para o presidente da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, a decisão do Tribunal Constitucional vem demonstrar que as opções do Governo de Pedro Passos Coelho “afrontavam a Constituição e os direitos genéricos dos trabalhadores da Administração Pública”.
“Ao Governo cabe governar, tendo em conta a Constituição, os direitos dos trabalhadores e de todos os portugueses e conformar-se com as baías dessa governação”, afirmou, entretanto, o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, Bettencourt Picanço.
Segundo a Federação Nacional do Ensino e Investigação (Fenei), o chumbo do Tribunal Constitucional (TC) é uma decisão justa.
Os responsáveis da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) e da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) também congratularam a decisão do TC, que, a seu ver, acaba com "a discriminação aos funcionários públicos", onde estão incluídos os polícias, sendo "reposta a justiça".
Na opinião da coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, a decisão do TC foi, contudo, “muito curta”, sendo “insuficiente” face aos pedidos de fiscalização da constitucionalidade. Para a coordenadora da Frente Comum, “o Governo já não tem condições para governar há muito tempo”, considerando que este chumbo “é mais uma prova que o vem demonstrar”.
Também a Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRe!) afirmou ter encarado como um "murro no estômago" a declaração de constitucionalidade da contribuição extraordinária de solidariedade sobre pensionistas.
Em comunicado, a Associação de Combate à Precariedade - Precários Inflexíveis defende que “depois das enormes manifestações e da decisão do Tribunal Constitucional é o fim da linha para o Governo e para a ‘troika’”. “O Governo de Passos Coelho e Paulo Portas esteve semanas paralisado por saber que já não tem apoio popular e por já não ter legitimidade política para continuar, mas agora sabe-se que a sua política é, simplesmente, ilegal”, salienta.
“Foi reposto um mínimo de legalidade constitucional"
"A decisão do TC tem um significado, já que chumba o aumento das desigualdades, bem como os cortes dos salários que afetam todos. E trava o ataque aos desempregados, aos doentes e aos pensionistas", considerou o professor de Economia da Universidade de Coimbra José Reis.
“Foi reposto um mínimo de legalidade constitucional", adiantou o académico, que defendeu que o governo "não tem condições para se manter no poder", mantendo-se num “estilo monárquico agarrado ao poder”. "O Presidente da República [Cavaco Silva] é parte da própria crise e do problema político", conclui.
“Acho que [o Governo] devia ter apreendido a lição e não aprendeu pelos vistos. De certa maneira, aqui o Governo não pode queixar-se porque o tribunal não inovou propriamente quanto à questão dos subsídios”, considerou o constitucionalista Jorge Miranda, que esperava que tivesse sido considerada “inconstitucional a contribuição extraordinária de solidariedade sobre os reformados”.
“Fiquei um pouco surpreendido por ver que o Tribunal não a declarou inconstitucional. Não conheço o acórdão por isso não me posso pronunciar sobre a fundamentação”, acrescentou.
Já o presidente da Associação Sindical dos Juizes Portugueses (ASJP), Mouraz Lopes, avançou que a primeira lição a retirar da decisão do Tribunal Constitucional é a de que "as políticas públicas têm limites constitucionais".
O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), Rui Cardoso, salientou ainda que o TC reconheceu que houve, por parte do executivo do PSD/CDS-PP, uma "violação de princípios básicos de qualquer Estado de direito democrático", como são o princípio da igualdade e a justa repartição dos encargos públicos.
Contra o aumento de impostos
O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) João Vieira Lopes disse que a confederação continua a defender “que a economia portuguesa precisa de uma baixa da carga fiscal para poder ser relançada” e espera que o Governo “não vá insistir em mais cortes que produzam um efeito recessivo na economia”.
O presidente da Confederação dos Serviços de Portugal (CSP), Luís Reis, afirmou à Lusa que espera que o Governo encontre alternativa à decisão do Tribunal Constitucional mediante o corte na despesa estrutural do Estado e não através o aumento de impostos.
Já o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), João Machado, afirmou que é “tempo de o Governo, em conjunto com a ‘troika’, reponderar a situação e voltar a repor novas metas que sejam possíveis de executar”.
“Um duro golpe para o Governo”
Segundo o El País, a decisão do TC é “um duro golpe para o Governo, já de si debilitado, cercado por previsões incorretas e pressionado pela ‘troika’ para que cumpra o défice”. “A saída de Relvas - e a decisão do Tribunal Constitucional – auguram uma crise de Governo e uma renovação do Gabinete”, adianta o jornal espanhol.
O Financial Times noticia que a decisão “pode comprometer o acordo com a ‘troika’ [de assistência financeira internacional] e desestabilizar a liderança de Passos Coelho da sua coligação de centro-direita”.
Já a edição europeia on line do Wall Street Journal lembra que o país, “um dos mais pobres da zona euro, se tem afundado em recessão desde que começou a aplicar cortes na despesa e aumentos fiscais impostos pelos credores há dois anos”.

sábado, abril 06, 2013

Agentes começaram a cumprir maior pena de sempre por violência policial

Público

Os relatórios mais recentes continuam a registar um número significativo de casos de abuso das forças policiais

Dois polícias da esquadra do Bairro Alto, em Lisboa, condenados por espancamento de jovem alemão foram levados para prisão de Évora.
Os dois polícias condenados por terem espancado um jovem alemão na esquadra do Bairro Alto, em Lisboa, foram ontem levados para o Estabelecimento Prisional de Évora para cumprirem a pena mais alta alguma vez aplicada em casos de violência policial: quatro anos de cadeia.
Tudo sucedeu em Julho de 2008. Adrian Grunert, de 23 anos, estudante de Linguística em Portugal ao abrigo do programa Erasmus, apanhou um eléctrico em Lisboa com a namorada. Pendurou-se na traseira do veículo e seguiu viagem sem pagar. No Largo do Conde Barão foi agarrado pelos dois agentes e depois levado para a esquadra. E foi aqui, segundo o tribunal, que os agentes, usando luvas de couro, lhe desferiram vários murros na cara, têmporas e orelhas. Quando tentou fugir, outros dois agentes colocaram-se à frente da porta da sala. Depois de empurrado, caiu no chão, foi pisado, recebeu pontapés nas costas e no peito. Riram-se dele quando pediu ajuda, diz o acórdão. Foi obrigado a despir-se totalmente e a colocar-se de cócoras. Tinha consigo 0,2 gramas de haxixe. Mal saiu das Mercês, foi à esquadra da Lapa apresentar queixa e depois ao hospital, onde recebeu tratamento a traumatismos no corpo, um hematoma retroauricular, escoriações no cotovelo, no abdómen e nas costas.
Os juízes do tribunal de primeira instância que analisou o caso consideraram que, por terem sido praticados por agentes da autoridades, estes actos de violência "colocaram em causa os próprios fundamentos do Estado e a função soberana de prevenção e combate ao crime". Daí terem optado por uma condenação exemplar: por os arguidos terem "traído, de forma grave, a confiança que a generalidade dos cidadãos têm na PSP".
Os vários recursos interpostos até hoje pelos representantes legais dos polícias confirmaram a pena inicial. O seu actual advogado, Santos de Oliveira, entende que um novo recurso que interpôs junto do Supremo Tribunal de Justiça devia ter suspendido a prisão, impedindo o trânsito em julgado da sentença. Mas aparentemente não foi isso que sucedeu. O Sindicato Unificado da Polícia de Segurança Pública (SUP) apresentou entretanto outro recurso.
Polícias divididos
As opiniões dividem-se sobre os efeitos de uma pena exemplar como esta na actuação das forças policiais.
Se para um dirigente do SUP, Peixoto Rodrigues, "esta decisão é grave para a comunidade policial e pode pôr em causa a actuação de toda a PSP", já Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, não vê as coisas da mesma forma. "Nós consideramos que quem erra tem de ser responsabilizado", observa. "Mas quando erramos somos severamente punidos, enquanto que quando somos vítimas de violência isso é desvalorizado".
E dá o exemplo de um julgamento a decorrer em Lamego, em que o queixoso, um polícia, foi esfaqueado cinco vezes quando tentava evitar o espancamento de uma criança. "Os agressores respondem apenas por ofensas à integridade física, incorrendo numa pena até três anos de prisão, embora o agente tenha ficado com mazelas definitivas".
Paulo Rodrigues contrapõe esta moldura penal à pena de quatro anos dos polícias do Bairro Alto para alegar que existe "alguma incoerência" entre os dois casos.
Já António Pedro Dores, da Associação Contra a Exclusão e Pelo Desenvolvimento, pensa que o problema é de todo outro, bem diferente. Sublinhando a forma como o tribunal desvalorizou o testemunho dos diferentes agentes que prestaram depoimento, que nunca admitiram ter havido recurso à força, explica que as consequências do que os juízes escreveram no acórdão extravasam este caso particular. "Disseram que os polícias se encobrem mutuamente e que toda a gente sabe disso.
O silêncio da direcção da PSP e do Ministério da Administração Interna sobre esta declaração do tribunal é ensurdecedor".
A sentença de primeira instância fala da forma como os dois homens actuaram, "imbuídos do perigoso sentimento de impunidade que advém de os acontecimentos ocorrerem sob a habitual cortina de fumo de uma esquadra".
Portugal não tem ficado bem no retrato que as Nações Unidas fazem no que a este tipo de episódios diz respeito, assinala a responsável pela secção portuguesa da Amnistia Internacional, Teresa Pina: "Os relatórios mais recentes continuam a registar um número significativo de casos de abuso das forças policiais".
Ressalvando o facto de desconhecer se o caso transitou, efectivamente, em julgado, a mesma responsável remata: "Quanto mais escrutinado e punido for este tipo de actuação mais raro tenderá a ser".

Sindicato marca greves contra impasse na negociação do estatuto da guarda prisional

TSF

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional entende que as negociações com vista ao estatuto profissional voltaram à estaca zero com a reunião com as Finanças desta quinta-feira.

O principal sindicato do setor O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional marcou várias greves em protesto contra o impasse na negociação do estatuto profissional do setor, uma paralisação que será total no última semana de abril.
Ouvido pela TSF, o presidente do principal sindicato do setor adiantou que as longas negociações com a Justiça voltaram à estaca zero esta quinta-feira, após uma reunião com as Finanças.
Apesar de a ministra da Justiça ter anunciado que a negociação do estatuto estava negociado com o sindicato e que tudo tinha «decorrido de forma equilibrada e vantajosa para as duas partes», Jorge Alves considerou que afinal as «negociações formais ainda vão começar».
Com esta negociações, os sindicalistas querem garantir as promoções para o pessoal do setor, mas, acima de tudo, a «integração da tabela remuneratória como aconteceu com a PSP no início do ano».
Jorge Alves quer ainda a regularização do pagamento do horário extraordinário, dado que os guardas prisionais fazem «muitas horas que não são remuneradas de qualquer forma» .

Diário República...é agora !!


Alteração da Constituição de Portugal para 2013, já em marcha!
Nas ultimas semanas tem circulado este mail. 
Interessante!
 
Assunto: Alteração da Constituição de Portugal para 2013

       Peço a cada destinatário deste e-mail que o envie a um mínimo de vinte pessoas em sua lista de contactos, e por sua vez, peça a cada um deles que faça o mesmo.

Em três dias, a maioria dos portugueses lerá esta mensagem. Esta é uma ideia que realmente deve ser considerada e revista por todos os cidadãos.
 
         Alteração da Constituição de Portugal para 2013 para poder atender o seguinte, que é da mais elementar justiça:

     1. O deputado será pago apenas durante o seu mandato e não terá reforma proveniente exclusivamente do seu mandato.

     2. O deputado vai contribuir para a Segurança Social de maneira igual aos restantes cidadãos.

Todos os deputados ( Passado, Presente e Futuro) passarão para o actual sistema de Segurança Social imediatamente. O deputado irá participar nos benefícios do regime da S. Social exactamente como todos os outros cidadãos. O fundo de pensões não pode ser usado para qualquer outra finalidade. Não haverá privilégios exclusivos.

    3. O deputado deve pagar seu plano de reforma, como todos os portugueses e da mesma maneira.

    4. O deputado deixará de votar o seu próprio aumento salarial.

    5. O deputado vai deixar o seu seguro de saúde actual e vai participar no mesmo sistema de saúde como todos os outros cidadãos portugueses.

    6. O deputado também deve estar sujeito às mesmas leis que o resto dos portugueses

    7. Servir no Parlamento é uma honra, não uma carreira. Os deputados devem cumprir os seus mandatos (não mais de 2 mandatos), e então irem para casa e procurar outro emprego.

       O tempo para esta alteração à Constituição é AGORA. Forcemos os nossos políticos a fazerem uma revisão constitucional.
       Assim é como se pode  CORRIGIR ESTE ABUSO INSUPORTÁVEL DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.

      Se você concorda com o acima exposto, ENTÃO VÁ PARA A FRENTE.
Se não, PODE DESCARTÁ-LO.
      Você é um dos meus 20 contactos.
      Por favor, mantenha ISTO A CIRCULAR.

sexta-feira, março 22, 2013

Sindicato de Polícia vai pôr ministério em tribunal

TVI24


ASPP exige o pagamento dos retroativos desde 2010 aos polícias colocados nas novas tabelas remuneratórias


A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) anunciou, esta sexta-feira, que vai pôr o Ministério da Administração Interna (MAI) em tribunal, para exigir o pagamento dos retroativos desde 2010 aos polícias colocados nas novas tabelas remuneratórias.

No final de uma reunião com o ministro da Administração Interna, o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que Miguel Macedo «insiste em não pagar os retroativos», daí o sindicato ter decidido avançar com uma ação judicial coletiva.

As tabelas remuneratórias estão em vigor desde 2010, mas, por razões orçamentais, não abrangeram todo o efetivo, que recebe os novos salários desde janeiro deste ano.

No entanto, a ASPP considera que os polícias integrados este ano nos novos escalões remuneratórios devem receber os retroativos desde 2010, tal como está previsto na lei.

«O não-pagamento dos retroativos significa uma redução indireta nos vencimentos durante dois anos», sustentou Paulo Rodrigues, adiantando que os polícias tiveram «um prejuízo significativo», com alguns deles a receberem menos de 100 euros por mês.

A ASPP vai também intentar junto do tribunal uma ação de impugnação ao despacho conjunto dos ministérios da Administração Interna e das Finanças, que autorizou a colocação dos elementos da PSP e GNR nas novas tabelas remuneratórias.

O despacho, publicado em Diário da República a 20 de fevereiro, autoriza a «plena concretização dos reposicionamentos remuneratórios decorrentes da transição para as novas tabelas remuneratórias».

Paulo Rodrigues sublinhou que, ao abrigo deste despacho, ficaram de foram mais de três mil polícias, defendendo que todo o efetivo da PSP deveria ser integrado nas novas tabelas.

A nova lei do policiamento em recintos desportivos foi outra das questões abordadas na reunião entre a ASPP e o ministro Miguel Macedo, com o sindicato a defender que todos os polícias envolvidos no policiamento dos jogos de futebol devem receber uma remuneração extra, nomeadamente os elementos do Corpo de Intervenção (CI).

Paulo Rodrigues disse que o ministro não concorda que os polícias do CI recebam gratificados, uma vez que só entram nos estádios em situações complexas.

O Conselho de Ministros aprovou, na quinta-feira, um decreto-lei que torna obrigatório o policiamento dos espetáculos desportivos profissionais, continuando a caber aos clubes o pagamento do policiamento realizado dentro dos respetivos recintos.

O presidente do maior sindicato da Polícia considera as alterações positivas, mas adiantou que ficaram «muito aquém» do desejado.