sábado, fevereiro 16, 2013

Pistorius chora ao ser acusado

CM

O atleta olímpico sul- africano Oscar Pistorius chorou ontem em tribunal quando era formalmente acusado do homicídio premeditado da namorada, a modelo Reeva Steenkamp, de 29 anos, assassinada a tiro na madrugada de quinta-feira, Dia dos Namorados.


REEVA IA FALAR A CRIANÇAS NO SÃO VALENTIM
A modelo assassinada por Oscar Pistorius deveria ter proferido, poucas horas depois do crime, um discurso sobre o Dia de São Valentim para alunos de uma escola secundária de Joanesburgo. Segundo o ‘Mail Online’, Reeva Steenkamp tinha previsto contar às crianças a experiência sobre uma relação violenta com um homem, agressividade que atribuía a maus tratos por parte da mãe deste. No entanto, a modelo não iria, em princípio, revelar mais pormenores sobre o caso.

Facebook sofre "ataque sofisticado" de hackers

CM


A rede social Facebook anunciou ter sofrido um “ataque sofisticado” de hackers em janeiro, garantido, no entanto, que não há provas de que os dados dos utilizadores tenham sido afectados.
“No mês passado, a segurança do Facebook descobriu que os nossos sistemas foram visados por um ataque sofisticado”, explicou a empresa americana num post publicado no seu blogue.
Este anúncio surge depois de outra rede social, o Twitter, ter revelado que também tinha sido alvo de um ataque informático.
O ataque contra o Facebook ocorreu depois de funcionários desta rede social terem acedido ao site de uma empresa para dispositivos móveis que “estava infetado” com malware – programas utilizados pelos hackers para infectar computadores alheios.
Os responsáveis pelo Facebook garantem já ter resolvido o problema “em todos os dispositivos infetados”, sendo que já informaram as autoridades policiais, que iniciaram “uma extensa investigação".
“Não temos provas de que os dados dos utilizadores tenham sido afetados por este ataque”, adianta a rede social, que tem mais de mil milhões de utilizadores registados.

Carro multado sem sair do stand

CM


A PSP do Aeroporto de Ponta Delgada, nos Açores, multou uma carrinha mal estacionada a 26 de dezembro do ano passado e notificou o dono da viatura para identificar o condutor. Porém, Marcelo Pimenta garante que o Opel Vectra em causa não sai do seu stand de automóveis, em Paredes, situado a mais de 1500 quilómetros de distância e separado pelo oceano, há nove meses.
Surpreendido com a contraordenação, o proprietário do stand Estilo Original Automóveis diz que pode tratar-se de um caso de "matrículas viciadas".
A notificação da PSP da esquadra do Aeroporto João Paulo II chegou na semana passada e surpreendeu o empresário com a informação de que uma das viaturas à venda no seu stand, situado na Madalena, em Paredes, tinha sido multada nos Açores. "É verdade que essa carrinha é minha e está à venda no meu stand desde 26 de Maio de 2011. Mas nunca saiu do parque de estacionamento e muito menos foi aos Açores", garante Marcelo Pimenta.
O empresário diz ainda que a carrinha "nem vistoria tem" e por isso estranha como é que foi multada no Aeroporto de Ponta Delgada. "Fiquei surpreendido quando recebi a carta e contactei de imediato a esquadra da PSP no Aeroporto João Paulo II. O comissário confirmou-me a multa e garantiu que também era um Opel Vectra que estava mal estacionado", revela.
O empresário tem agora de provar junto da PSP que a viatura multada nos Açores nunca saiu de Paredes.

Exemplo a seguir

CM

Surgiram notícias sobre elementos da PSP que terão sido demitidos por não reunirem condições para exercer funções na instituição. Alguns comentadores apressaram-se a dar ênfase à situação pelo lado mais negativo, mas mal, pondo de parte o bom trabalho de todos os outros polícias.
São casos pontuais, e algumas das situações prendem-se com elementos que já não estão na PSP ou estão aposentados. Falamos de uma Polícia que se confronta pontualmente com situações negativas, mas que tem sabido tratar de forma exemplar estas situações. Não podemos esquecer que a PSP é uma polícia uniformizada e que, no decorrer da sua missão, está exposta a todos os olhares e que muitas vezes o escrutínio da sua atuação é feito por quem a polícia incomoda. Em bom rigor, a PSP e o seu efetivo só têm de se orgulhar do exemplo de transparência que têm dado à sociedade. Tomara ao País que as atividades e pormenores da gestão interna das instituições do Estado, inclusive algumas organizações políticas, fossem tão divulgadas, comentadas e transparentes como tem acontecido com a PSP.


Roubos violentos a idosos

Cerca de 1.700 agentes foram alvos de investigação
Os processos disciplinares instaurados a polícias diminuíram cerca de 13 por cento em 2012 em comparação com 2011, revelam dados da direção nacional da PSP avançados à agência Lusa.
Cerca de 1.700 polícias foram alvo de processos disciplinares no ano passado, tendo a direção nacional da PSP instaurado menos 254 do que em 2011.
Segundo a PSP, os processos instaurados no ano passado ainda estão, na sua maioria, a aguardar decisão o que inviabiliza uma resposta conclusiva quanto aos resultados.
Em 2011 e dos 1.954 processos instaurados, foram detetadas infrações disciplinares em 500, que resultaram na repreensão de 122 polícias, na suspensão de 65, na aposentação compulsiva de dois e na demissão de nove, além dos 302 agentes que foram multados.
Nos últimos seis anos a PSP instaurou cerca de 12.000 processos disciplinares.
O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que a diminuição dos processos disciplinares é "o reflexo da evolução positiva da polícia".
"Os polícias estão mais preparados para desempenhar as tarefas", sublinhou, adiantando que têm "mais formação e uma consciência diferente", além de terem um melhor conhecimento das leis e dos procedimentos.
O presidente da ASPP sustentou que os polícias "cometem menos erros e estão mais preparados".
No entanto, Paulo Rodrigues afirmou que os polícias estão muito expostos e que qualquer situação pode dar origem a um processo disciplinar.
"Qualquer atuação, mesmo enquadrada nos regulamentos, pode levar a que um cidadão apresente queixa de um polícia", disse, sublinhando que um agente apenas tem que cumprir os regulamentos e a legislação.

Novos horários abrem guerra no comando

CM

Os agentes da PSP de Santarém estão revoltados com a entrada em vigor dos novos horários naquele comando já a partir de amanhã. É que este novo modelo descarta a possibilidade de se folgar dois dias seguidos, impedindo assim os agentes da polícia de continuarem a aproveitar um fim de semana seguido.
António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia, confirmou ao CM que tem recebido várias queixas. "Realmente, os polícias não estão minimamente satisfeitos. É que os agentes na sua grande maioria habitam fora das grandes cidades e, como tal, aproveitam precisamente esses dois dias para estar com as famílias. Com este horário, não há essa possibilidade", disse.

O MIRANTE
PSP de Santarém altera horários para cumprimento de 36 horas semanais 
O Comando Distrital da PSP de Santarém está a aplicar horários de oito horas para os efectivos com funções de supervisão e a fazer ajustamentos nos turnos diários para sejam cumpridas as 36 horas semanais.

“Estão desde o início da semana a ser implementados turnos de oito horas para quem tem funções de supervisão ou coordenação em todas as esquadras do comando distrital,”, disse esta quarta-feira, 13 de Fevereiro, à Lusa Jorge Soares, responsável pelas relações públicas no Comando Distrital da PSP de Santarém.

Os turnos de oito horas para os supervisores “eram uma aspiração dos próprios agentes” a que o comando deu agora resposta no âmbito de um reajustamento de horários.

Os ajustes incidem “sobretudo nos horários de entrada e saída” dos agentes que cumprem turnos de seis horas. Devido à rotação de equipas, “ficavam por cumprir cerca de 15 minutos por dia, o que fazia com que esses agentes tivessem que, algumas vezes por mês, fazer mais duas ou três horas para compensar”.

O desfasamento foi resolvido com o alargamento da maioria dos turnos por mais 15 minutos, alteração que na esquadra de Santarém está a ser introduzida esta semana, “incidindo sobre os agentes que gozaram as folgas há menos tempos, e “faseadamente chegará a todos”.

Nas restantes seis esquadras (Ourém, Abrantes, Tomar, Fátima, Torres Novas, Entroncamento e Cartaxo) o ajustamento está a ser feito “de acordo com as datas que forem mais adequadas em termos de serviço”, afirmou o comissário.

Num comunicado enviado à imprensa, o Comando Distrital da PSP de Santarém negou que os ajustamentos de horários tenham causado “revolta” junto dos agentes, segundo notícias da imprensa na semana passada.

Citando António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia, o Correio da Manhã afirmava que a aplicação dos novos horários teria aberto “guerra” entre os comando e agentes, estes últimos insatisfeitos pelo facto de o novo modelo alegadamente inviabilizar folgas de dois dias seguidos.

A comandante distrital da PSP, a superintendente Paula Peneda, negou em comunicado que tenha sido recebido algum pedido de horário diferente do implementado e reafirmou que o comando se limitou a “efectuar os ajustamentos necessários para que [os horários] coincidam com as matrizes do despacho, adequando-se ao horário de referência”, ou seja, as 36 horas semanais.

De acordo com a comandante, “o processo dos horários, tal como outros, não está encerrado e a todo o momento poderá ser reavaliado e eventualmente melhorado”.

Porém, “até à data não houve qualquer reclamação sobre os horários, que até dão mais estabilidade aos agentes que assim deixam de ter que fazer as horas de compensação”, concluiu Jorge Soares.
 
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Operación del Cuerpo Nacional de Policía en colaboración con EUROPOL

Cuerpo Nacional de Polícia


Golpe policial a una de las mayores redes cibercriminales especializada en infectar millones de ordenadores de todo el mundo

“VIRUS DE LA POLICÍA”




NOTA: Los medios de comunicación podrán obtener imágenes de la operación en el siguiente enlace:
http://prensa.policia.es/ransom.rar

a lei explicada às polícias


no sábado à noite, a polícia municipal fechou o 49 da zé dos bois. muito há a dizer sobre a acção em si, mas é sobre algo que ocorreu na sequência disso que escrevo. a dada altura, resolvi tirar fotos ao ajuntamento de polícias, responsáveis da galeria e clientes à porta do 49. de imediato, um dos polícias veio pedir-me a identificação, naqueles ríspidos termos do costume. recusei identificar-me e exigi que me dissesse qual o motivo do pedido. depois de muito insistir que eu tinha de me identificar só porque ele queria, e de eu lhe explicar que assim não é, e que estão a precisar de um workshop sobre lei e constituição na pm, invocou as fotografias como motivo.

segundo o agente, eu não poderia fotografá-lo sem a sua autorização. ora, se há coisa à qual sou sensível é ao direito à imagem, pelo que à partida o agente da pm teria em mim uma aliada. sucede que, numa acção pública como aquela, a de fechar um estabelecimento, os agentes da polícia municipal, uniformizados e até identificados com o nome, não podem ter qualquer expectativa de anonimato nem de direito à imagem. o acontecimento é de interesse público e pode ser fotografado, e os agentes 'apanhados' na foto têm tanto direito a indignar-se com isso como um deputado que discursa no parlamento tem de se indignar com as fotos que lhe tiram ou por ser filmado. o mesmo não se aplica a quaisquer outras pessoas -- clientes do bar, por exemplo -- ali presentes, mas nenhuma dessas pessoas, que perceberam que estavam a ser fotografadas, esboçou qualquer objecção.(...)a história acabou em bem, porque o agente desistiu quer de me identificar quer de me levar detida. mas convinha mesmo refrescarem, nas polícias portuguesas, o conhecimento da lei. é que teria a maior piada que um polícia uniformizado e por lei obrigatoriamente identificado com o nome em local bem visível violasse o direito de uma cidadã ao anonimato (imagine-se, tenho esse direito) e a levasse detida, lesando outros seus direitos fundamentais, por esta o identificar, numa foto, no cumprimento público das suas funções.

39 anos depois do 25 de abril, já vai sendo altura de que as polícias portuguesas aprendam a funcionar de acordo com a legalidade democrática, e percebam que a identificação de cidadãos não é uma forma de os chatearem e ameaçarem, mas um acto que, como todas as outras acções policiais, se deve reger pelos princípios da adequação e proporcionalidade. é no mínimo irónico que tenham de ser os cidadãos a explicar aos agentes policiais o que a lei diz e a impedi-los de a violar.

Antigo edifício do centro de saúde vai acolher GNR

DN

O antigo edifício do centro de saúde de Sátão deverá durante este ano começar a ser ampliado e adaptado para receber o posto territorial da GNR, disse à agência Lusa o presidente da Câmara, Alexandre Vaz.

PJ investigou 1300 casos de fraude bancária via Net

DN

Sete pessoas foram detidas por se terem apropriado de 150 mil euros. PJ revela que em 2012 mais de 1,4 milhões foram desviados. Este é um dos temas do DN de hoje.

Passos diz que vai confrontar troika com agravamento da crise - Págs. 2-3
Mudança de discurso no Governo. Primeiro-ministro admite pela primeira a possibilidade de uma "espiral recessiva". E diz que quebra nas exportações poderão fazer o Executivo a renegociar previsões com a troika.
Potência do meteoro superior à de Hiroxima - Págs. 4-5
Meteoro explodiu sobre a região de Cheliabinsk, a sudeste de Moscovo, feriu mais de mil pessoas e deixou rasto de destruição, no mesmo dia em que um asteroide passou a rasar a Terra. Astrónomos dizem que não houve relação entre as duas coisas .

Novo Papa escolhido é Português

Vaticano: Está resolvida a crise. Quando muitos pensavam que o novo Papa viria de fora da Europa, Miguel Relvas foi nomeado para suceder a Bento XVI à frente da Igreja Católica. Habemus Papam

Parece que o ministro cessante foi uma vez à missa na sua junvetude, o que lhe garantiu a possibilidade de pedir equivalência e ganhar o acesso ao cargo de líder da instituição religiosa.

Fontes anónimas revelam que o novo Papa vai adoptar o nome de Aldrabêncio I.
Os adversários de Relvas na corrida ao trono de Pedro afirmam que a nomeação é inválida uma vez que Relvas saiu a meio da missa, o que anula a equivalência. Relvas já se pronunciou, dizendo estar a ser alvo de uma cabala católica.

O Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho ainda não se pronunciou quanto a esta inesperada baixa na equipa governativa mas tudo indica que o fechar da crise papal no Vaticano marcará o início de uma crise governativa em Portugal.

Os segredos do Opus Dei - Grande Investigação

Opus Dei nas finanças do Governo e com força na bancaDN


Mais seis mil membros só na última década

O Opus Dei está hoje presente em todos os continentes e continua a crescer. A sua legitimidade na Igreja tem vindo a tornar-se cada vez mais sólida. Apesar de a organização procurar ser um exemplo de moralidade, já foi envolvida em escândalos de corrupção. Tem membros poderosos, entre os quais se inclui um antigo n.º 1 do FBI.
O Opus Dei não para de crescer um pouco por todo o mundo. Na última década, a prelatura ganhou mais de seis mil membros - a um ritmo de mais de 600 adesões por ano - e instalou-se em seis novos países. Indonésia, Roménia e Coreia do Sul foram os últimos a receber a obra, que conta com 90 260 membros espalhados por 66 países.
O crescimento do Opus Dei tem sido sempre gradual e sustentado desde que a 2 de outubro de 1928, durante um retiro em Madrid, Josemaría Escrivá de Balaguer, por "inspiração divina", decidiu fundar o Opus Dei. Houve, no entanto, uma travessia no deserto até a obra se conseguir afirmar na Igreja Católica, onde sempre teve - e continua a ter - críticos.
A procura de influência junto do Vaticano começou quando Josemaría Escrivá de Balaguer estabeleceu a sua residência em Roma, em 1946. Apesar disso, manteve a sua força em Espanha, que dura até aos dias de hoje. Atualmente, cerca de 38% dos membros do Opus Dei (35 mil) são espanhóis. Aliás, os três líderes da obra desde a sua criação nasceram todos na Espanha (Balaguer, Portillo e Echevarría).
O Opus Dei tem também grande representação nos EUA, onde o poder está centralizado numa sede nacional em Manhattan, na esquina da Lexington Avenue com a 34.ª Avenida. O edifício, batizado com o nome de Murray Hill Place, acabou de ser construído em 2001 e custou 52,8 milhões de euros, suportados - garante o Opus Dei - apenas por donativos.
É também conhecida a influência do Opus Dei na América Latina, onde membros da obra terão sido preponderantes no derrube do regime socialista de Salvador Allende, no Chile. Aliás, a história também influencia as visões negativas que hoje se tem da obra. O professor norte-americano Brian Smith, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA), afirma no livro A Igreja e a Política no Chile que os membros do Opus Dei "estavam entre os principais administradores do brutal e opressivo regime militar do general Pinochet".
A obra também é historicamente associada ao ditador espanhol Francisco Franco. E percebe-se porquê: oito membros do Opus Dei foram ministros em Governos de Franco. Porém, pouco depois do Maio de 68, Rafael Calvo Serer, numerário, meteu-se em problemas com o regime quando escreveu um artigo dizendo que Franco deveria "retirar-se a tempo". Aí teve de ser Balaguer a interceder e a pedir a Franco que deixasse Calvo Serer partir para o exílio.
Os escândalos financeiros
Outra das páginas que mancham a história do Opus Dei são os escândalos "Matesa" e "Rumasa". A Matesa era uma empresa ligada à indústria têxtil, com sede no País Basco e criada em 1956. Gerida por Juan Vila Reyes - alegado membro da obra, formado na escola de finanças do Opus Dei em Barcelona -, a empresa terá lesado o Estado espanhol em mais de dez mil milhões de pesetas, metade dos quais resultado de um empréstimo fraudulento para comprar maquinaria. O que nunca aconteceu. O problema é que a fraude - que levou ao despedimento de mais de duas mil pessoas e lesou os cofres públicos castelhanos - não impediu Reys de fazer donativos de 2,4 mil milhões de pesetas à obra.
Um ano depois de o papa João Paulo II ter tornado o Opus Dei na única prelatura pessoal da Igreja Católica, a obra viu--se novamente envolta num escândalo. Em 1983, o grupo espanhol Ramasa, que controlava diversos bancos, faliu, sendo o seu presidente José Maria Ruiz-Mateos, membro do Opus Dei. A Ramasa tinha um passivo superior a mil milhões de libras, para o qual terão contribuído doações, como uma de sete milhões de libras que alegadamente foi feita a um instituto de educação do Opus Dei no arquipélago normando.
Nos dois casos, as próprias autoridades identificaram ligações ao Opus Dei. Existem outras acusações (nunca confirmadas) de que o Opus controla as finanças do Vaticano através de sociedades offshore. Os críticos acusam até a obra de ter "comprado" a influência de que goza no Vaticano. Recorde-se que o Opus Dei - que inclui a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz - conta com 36 bispos, dos quais 21 pertencem à cúpula de sacerdotes da obra e 15 são diocesanos.
Embora a maioria dos mais de 90 mil membros seja composta por cidadãos comuns, existem no Opus figuras conhecidas em diversas áreas ao nível mundial. Na política destacam-se o ex-presidente da Polónia, Lech Walesa, o antigo primeiro-ministro italiano Giulio Andreotti, o antigo presidente da Comissão Europeia Jacques Santer ou o antigo presidente do Parlamento Europeu Gil Robles. Ainda na política, o candidato às primárias republicanas do último ano, Rick Santorum, também tem ligações ao Opus Dei, tal como o atual ministro do Interior de Mariano Rajoy, Jorge Fernandéz Diaz.
No desporto, destacam-se nomes como o do antigo treinador do Benfica e atual selecionador da Irlanda, Giovanni Trapatonni, ou o antigo presidente do Comité Olímpico Internacional Juan Samaranch. A lista é tão vasta que até o poderoso FBI já foi dirigido por um membro do Opus Dei: Louis Free (nomeado por Clinton em 1993, só saiu do cargo meses antes do 11 de Setembro, já durante o mandato de Bush "filho").

Governo quer Portugal como país mais seguro da Europa

DN

Governo quer Portugal como país mais seguro da EuropaO ministro da Administração Interna apontou, na sexta-feira, como objetivo do Governo tornar Portugal o país "mais seguro" da Europa e lembrou que a perceção do país como um "destino seguro" é um "estímulo" para a atividade económica.
Miguel Macedo, que esteve em Braga para participar na conferência "Importância da Segurança na Economia", disse que seria "irresponsável" acrescentar à crise económica uma "crise de segurança".
"Queremos fazer de Portugal o país mais seguro da Europa. Não temos razão nenhuma para não o sermos", apontou o responsável pela Administração Interna, acrescentando que "não faltam meios" para garantir a segurança do país.
As questões da segurança estão, segundo Miguel Macedo, ligadas às questões da economia, "embora poucas vezes se reconheça essa ligação".
"Estaremos a dar um fortíssimo contributo [ao tornar Portugal um país seguro] para que a atividade económica se desenvolva, para gerar um ambiente propício para a criação de emprego", disse.
Alias, salientou o ministro, "seria de uma irresponsabilidade total acrescentar à crise financeira e económica uma crise de segurança".

Incidentes em Braga: polícia quer alteração na legislação

PSP

MAISFUTEBOL

Armando Ferreira considera que os clubes não podem correr mais riscos

O presidente do Sindicato Nacional da Polícia pediu esta segunda-feira ao Ministério da Administração Interna que altere «com a máxima brevidade» a legislação relativa ao policiamento nos eventos desportivos, apelando aos presidentes de clubes para que «não corram mais riscos», depois dos incidentes que se verificaram em Braga no fecho da jornada.

Adeptos de Sp. Braga saltaram as barreiras no Estádio Municipal de Braga e obrigaram os pacenses a refugiarem-se atrás de uma das balizas, no decorrer do jogo. Em declarações à agência Lusa, o presidente do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), Armando Ferreira, disse que esta era «uma notícia que estava anunciada», uma vez que se estava «a jogar com muito risco», pelo facto de «os clubes poderem decidir se querem ter policiamento ou não durante os eventos desportivos».

«O erro legislativo que foi criado foi dar essa opção aos clubes que depois, por medidas economicistas, decidem não requisitar o policiamento. Era expectável o que aconteceu hoje. Eu peço que o Ministério da Administração Interna reveja esta legislação e a altere com a máxima brevidade e aos clubes e aos presidentes de clubes que não corram mais riscos», apelou.

Na opinião do presidente do SINAPOL, «um presidente de um clube, por aquilo que hoje aconteceu, pode ser responsabilizado criminalmente». «Aconteceu aquilo que se esperava, que era haver um jogo de futebol em que não estão polícias presentes e os tumultos desencadeiam-se de tal forma que, depois, ainda se torna mais difícil para os polícias poderem restabelecer ordem na situação, uma vez que não estão no interior do estádio», condenou.

Armando Ferreira defende por isso que o Ministério da Administração reveja esta lei, «porque, para além de pôr em causa a segurança das pessoas que vão assistir a estes eventos, também se põe em causa a segurança dos chamados stewards, que não estão socorridos dos polícias e põe-se também a questão da segurança dos próprios polícias».

«Até os próprios clubes vão ter que repensar a sua política de requisitar ou não policiamento desportivo porque, se calhar, em casos de indemnização que os adeptos possam vir a desencadear contra os clubes por se sentirem inseguros ou terem sido agredidos, vai sair mais caro aos clubes não requisitar os polícias do que requisitá-los», antecipou.

O presidente do sindicato referiu que ainda que «o mais caricato, para o jogo continuar», foi o facto de terem que estar no local «polícias pagos por todos os cidadãos e não pelo clube».

Bicas, perdão, dicas para fugir à multa

FERREIRA FERNANDESDN

Quando saí do café, o homem, engravatado e educado, abordou-me: "Boa tarde, sou da AT, Autoridade Tributária e Aduaneira..." Eu, que nisto de diálogos com as autoridades tenho muito ano, desviei a conversa: "O senhor desculpe-me, mas como é que AT quer dizer Autoridade Tributária e Aduaneira?" Mas ele, também com muito ano, não atou nem desatou: "Mostre-me a fatura, por favor." E eu: "Fatura, não tenho." Ele: "Mas tem de ter, tomou café." Eu: "Não tomei, não." Ele, que a sabe toda: "O senhor entrou no café e como consumidor final tem de pedir fatura." Eu: "Mas qual consumidor? E final? De onde é que me conhece para me chamar consumidor final?! Entrei no café para aquecer." Ele: "O senhor está a obtemperar..." Eu sabia, ponham uma autoridade tributária a fazer de gnr e ele fica logo a falar como um gnr... Fugi para a frente: "Exijo uma lavagem ao estômago para ver se há cafeína." Olhei para o interior do café e vi as saquetas de publicidade: "E tem de ser Delta! Porque ainda devo ter resíduos do Nespresso que tomei em casa..." O tributário hesitou, guardou o papelinho da contraordenação (é o que eu dizia, é assim que eles chamam à multa) e mandou-me seguir. Fiquei a vê-lo a caçar outro cliente. Este estava tramado, ainda mastigava o croissant... Dali até à esquina, fui pelo passeio sempre a fazer sinais de luzes aos consumidores finais que iam em sentido contrário.

Fiscais não podem pedir faturas aos clientes

DN

Desde o início do ano e da entrada em vigor de uma alteração legal que obriga os consumidores a pedir fatura em qualquer transação comercial, uma escassa dezena de pessoas terá sido multada pelos inspetores tributários. No entanto, o semanário Expresso afirma que a lei é clara: só em operações especiais é que os comprovativos devem ser solicitados.

"Mesmo que esteja sentado num café e veja um cliente a recusar uma fatura não posso agir sem uma ordem de serviço, isto é, sem estar integrado numa operação de fiscalização. E mesmo assim, só podemos agir numa situação de flagrante delito e nunca a posteriori", explica Paulo Ralha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, em declarações ao semanário. Assim, nenhum inspetor pode exigir a quem saia de um café ou de uma oficina para ver a fatura.
Já Paulo Núncio, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, garante que o Governo "não deu orientações para a fiscalização dos consumidores finais" e confirma que "estas ações têm de ser efetuadas no âmbito de uma operação de fiscalização".

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Detenidas diez personas en España integrantes de una de las mayores redes de cibercrimen

Cadena Ser


Chantajeaban a usuarios de internet en nombre de la policía

Golpe policial a una de las mayores redes cibercriminales. Estaba especializada en infectar millones de ordenadores en todo el mundo. Hay 400.000 ordenadores afectados en Europa y millones de euros blanqueados. Se le conoce como el "Virus de la Policía" y actuaban chantajeando a los usuarios en nombre de la policía acusándoles de acceder a páginas que contienen pornografía infantil. A cambio les pedían 100 euros por desbloquear el ordenador.
En España han sido detenidas diez personas todas en la Costa del Sol. Hay seis ucranianos, dos rusos y dos georgianos. Todos estaban dirigidos por un ciudadano ruso de 27 años que ha sido arrestado en Emiratos Árabes Unidos. Según fuentes cercanas a esta investigación este "cabecilla" es el responsable de la creación, desarrollo y difusión de las diferentes versiones del malware a nivel internacional.
En España se han detectado más de 1.200 denuncias aunque el número de perjudicados es mucho mayor. Además casi 800.000 personas han hecho consultas al Inteco (Instituto Nacional de Tecnologías de la Comunicación) para desbloquear el ordenador. La operación de la Brigada de Investigación Tecnológica (BIT) se ha desarrollado a nivel internacional con la ayuda de Europol e Interpol y ha afectado al menos a 22 países.
La célula financiera estaba especializada en blanquear los beneficios que en forma de dinero electrónico generaba la organización a nivel mundial. Empleaban sistemas de lavado de dinero virtual y otros sistemas de blanqueo tradicionales ligados a diferentes portales de juego online. Por ejemplo una de las formas utilizadas por la rama española era la utilización de tarjetas de crédito americanas. Se enviaban desde diferentes puntos de EEUU mediante paqueteria postal y después eran utilizadas como soporte para canjear y extraer el dinero en efectivo a través de cajeros en España utilizando los códigos de las víctimas. Hay constancia policial de que esta rama ha llegado a obtener más de 1.000.000 de euros al año y llevaban trabajando dos años.
El dispositivo ha estado dirigido por el Juzgado Central de Instrucción número 3 de la Audiencia Nacional con el apoyo de la Fiscalia especial de Criminalidad Informática. La operación permanece abierta y no se descartan nuevas detenciones.

La Policía española ha llevado a cabo una compleja investigación contra una de las mayores redes de cibercrimen dedicada a infectar con ransomware millones de ordenadores de todo el mundo y  obtener  unos beneficios que superarían el millón de euros anuales. Una operación que permanece abierta y en la que hasta ahora hay 11 detenidos. 
El conocido en España como “el virus de la Policía” es un tipo de malware que bloquea el ordenador y solicita el pago de una multa de 100 euros por acceder a páginas que contienen pornografía infantil o webs de intercambio de archivos. Sólo en nuestro país, desde que se detectó el virus en mayo de 2011, se han presentado más de 1.200 denuncias aunque el número de perjudicados es con seguridad mucho mayor. La investigación realizada por la Brigada de Investigación Tecnológica (BIT) de la Policía Nacional se ha desarrollado a nivel internacional y ha afectado al menos a 22 países, siendo de especial importancia la colaboración de EUROPOL e INTERPOL para coordinar los grupos de trabajo en los países implicados.
La operación, bautizada con el nombre de “Ransom”, ha culminado con la detención del responsable de la creación, desarrollo y difusión de las diferentes versiones del malware a nivel internacional: un ciudadano de 27 años y origen ruso. Esta persona fue arrestada en los Emiratos Árabes Unidos donde se encontraba de vacaciones gracias a una Orden Internacional de Detención y cuya extradición a España ya está en curso.
Además, se ha logrado la desarticulación de la célula financiera establecida en la Costa del Sol y cuya actividad de blanqueo del dinero obtenido con el fraude podría reportarles más de 1.000.000 € anuales, que estarían sacando del país mediante complejos y difícilmente detectables medios de pago online. Además del detenido en Dubai, se han producido 8 arrestos en Benalmádena y otros dos en Torremolinos vinculados en la célula financiera, de ellos 6 son ciudadanos rusos, 2 ucranianos y otros 2 de origen georgiano.
Los investigadores han practicado seis registros en la provincia de Málaga en los que han intervenido numerosos equipos informáticos utilizados para la actividad delictiva; tarjetas de crédito en las que canjeaban los códigos de Ukash, Paysafecard y Moneypak procedentes de las víctimas del ransomware como forma de hacer el dinero en efectivo, y unas 200 tarjetas de crédito con las que habían extraído 26.000 € en efectivo los días anteriores a su detención y cuyo envío a Rusia tenían previsto para el mismo día de su arresto.
Un virus en nombre de la Policía
El ransomware actúa en función de parámetros pre-fijados de navegación web, relacionados con la actividad de la víctima a través de la Red y de su geo-localización y se activa bloqueando el equipo informático. Tras el bloqueo aparece una ventana emergente que, bajo la apariencia de un comunicado en nombre de diferentes Cuerpos Policiales según el país de la víctima, alerta al usuario de que en su ordenador se ha constatado un tráfico de datos y de navegación vinculados directamente con diferentes ilícitos penales, -como pornografía infantil, descargas ilegales o actividades de terrorismo-, por lo que le inducen a pagar una supuesta multa. Incluso, el texto de esta “sanción” se muestra en diversos idiomas, dependiendo de la localización geográfica de la víctima, proporcionando en este mensaje diversas cuentas de correo electrónico para hacer frente a la misma.
Los cibercriminales  convencen así a la víctima para  efectuar el pago de 100 euros a través de dos tipos de pasarelas de pago virtuales y anónimas, a modo de multa  por el ilícito penal  presuntamente detectado  para con ello conseguir el desbloqueo y el acceso de los datos del equipo informático infectado. Esta modalidad delictiva se denomina “ransomware”  -secuestro por malware, en inglés- y opera como cualquier secuestro convencional con la diferencia de que los rehenes en este caso son los datos e información del ordenador.
El pago se exigía a través de determinadas tarjetas prepago que tienen un valor asignado mediante un código de registro, con lo que se preserva en todo momento el anonimato de la transacción.
Sistemas de lavado de dinero virtual
La célula financiera estaba especializada en blanquear los beneficios que en forma de dinero electrónico generaba la organización a nivel mundial. Para ello empleaban tanto sistemas de lavado de dinero virtual, como otros sistemas de blanqueo tradicionales ligados al mundo físico utilizando diversos portales de juego online, pasarelas de pago electrónico o monedas virtuales.
Una de las formas utilizadas por la rama española asentada en la Costa del Sol para el blanqueo del dinero electrónico era la utilización de tarjetas de crédito americanas, las cuales eran enviadas directamente desde distintos puntos de Estados Unidos mediante paquetería postal, y utilizadas como soporte para posteriormente canjear y extraer el dinero en efectivo de los códigos procedentes de las víctimas del ransomware, a través de cajeros en España. Una vez conseguido esto, y como paso final para desvincular el dinero en efectivo de su actividad delictiva en España, realizaban giros internacionales de dinero a través de establecimientos de cambio y locutorios de su connivencia con destino final a Rusia y con una periodicidad diaria.
La operación policial ha estado dirigida por la Brigada de Investigación investigación, perteneciente a la Comisaría General de la Policía Judicial, y en ella han colaborado la Comisaría Provincial de Málaga y los GOES de la Costa del Sol. Además, ha contado con la coordinación de EUROPOL e INTERPOL, y la colaboración de Eurojust, el consejero de Interior de la Embajada Española en Moscú y la Embajada Española en los Emiratos Árabes Unidos.
El dispositivo ha estado dirigido por el Juzgado Central de Instrucción Número 3 de la Audiencia Nacional con el apoyo de la Fiscalía especial de Criminalidad Informática. También ha contado con el apoyo del Instituto Nacional de Tecnologías de la Comunicación (INTECO) así como empresas sector privado relacionadas con las TICs. La operación permanece abierta y no se descartan nuevas detenciones.