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terça-feira, outubro 27, 2015

Catarina Martins reafirma que o novo "Governo vai ser rejeitado na Assembleia"

David Santiago | dsantiago@negocios.pt
A porta-voz do BE considera "extraordinário" que o nome escolhido para a Administração Interna seja o da pessoa que defendeu Ricardo Salgado. Mas Catarina Martins não sobrevaloriza, porque este "Governo vai ser rejeitado na Assembleia da República".
Mais do que os nomes que irão integrar o próximo Executivo, é o próprio Governo que merece a reprovação da porta-voz do BE. Para Catarina Martins, o Presidente da República, Cavaco Silva, colocou o país numa situação "confrangedora" ao permitir a formação de um Governo que se sabe que será derrubado.

Esta terça-feira, 27 de Outubro, Catarina Martins não deixou de notar ser "extraordinário" que Passos Coelho e Paulo Portas tenham escolhido João Calvão da Silva para chefiar o Ministério da Administração Interna.

"Quem defendeu Ricardo Salgado no Banco de Portugal (BdP) foi o escolhido para a pasta da Administração Interna", criticou a líder bloquista. Em 2013, Calvão da Silva foi um dos três juristas a quem Ricardo Salgado recorreu para pedir um parecer que sustentasse a sua idoneidade para continuar à frente dos destinos do antigo BES.

Nessa altura, o agora futuro responsável pela tutela das polícias considerou que os 14 milhões de euros recebidos por Salgado da parte do construtor José Guilherme diziam respeito ao "bom princípio geral de uma sociedade que quer ser uma comunidade – comum unidade –, com espírito de entreajuda e solidariedade".

Já em resposta aos jornalistas, Catarina Martins fez questão de vincar que a prioridade para o Bloco no dia de hoje passa pela necessidade de "manter os olhos postos em Angola". A porta-voz do BE lembrou que o activista Luaty Beirão, que hoje terminou a sua greve de fome, conseguiu que os olhos fossem colocados sobre Angola, daí a importância de manter o tema vivo.

segunda-feira, novembro 25, 2013

Novo diretor da PSP quer salários «mais adequados»

SIC

Superintendente Luís Farinha sucede no cargo a Paulo Valente Gomes, que se demitiu após a manifestação das forças de segurança

O novo diretor nacional da PSP, superintendente Luís Farinha, considerou esta segunda-feira que os polícias devem ter melhores condições de trabalho e «um estatuto remuneratório mais adequado».
«A procura da melhoria da eficiência dos processos e da eficácia dos resultados, quer de gestão, quer do produto operacional policial, deverá servir de base a um incremento da produtividade e a uma melhoria da motivação», disse Luís Farinha, que hoje tomou posse, no Ministério da Administração Interna, como diretor nacional da PSP.

Tal, adiantou, «deverá ser conseguido através de uma evolução positiva das condições de trabalho, dos meios e dos equipamentos e dos instrumentos legais de estruturação e organização da instituição e de gestão dos recursos humanos, designadamente no que se refere a um regime de carreiras e a um estatuto remuneratório mais adequado».

No seu discurso, o novo diretor nacional da PSP sublinhou que os polícias estão «conscientes das circunstâncias» que o país atravessa e das limitações que os afetam e «nunca» vão deixar de «contribuir para um esforço que é nacional e que a todos envolve».

Porém, sustentou que não podem «deixar de salientar a relevância e a singularidade do papel da polícia e das condições em que é exercida a função policial em democracia no contexto da garantia do regular funcionamento das instituições e do exercício dos direitos de liberdades e garantias individuais».

Dirigindo-se aos polícias que vai comandar, o novo diretor sublinhou que devem ter em consideração que os «princípios da atuação e da proporcionalidade da mobilização dos meios deverão ser sempre aplicados em prol de uma ação policial que no final deverá ser a adequada, justa e equilibrada».
Tomada de posso do novo diretor nacional da PSP (LUSA)Tomada de posso do novo diretor nacional da PSP (LUSA)Tomada de posso do novo diretor nacional da PSP (LUSA)Tomada de posso do novo diretor nacional da PSP (LUSA)
Luís Farinha manifestou ainda disponibilidade total para privilegiar «uma conduta de diálogo responsável e de cooperação e de participação construtiva» com as organizações sindicais da PSP por forma «a potenciar uma busca de soluções adequadas para os constrangimentos que afetam a PSP em necessária coordenação com a tutela».

Até aqui comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP), Luís Farinha sucede no cargo ao superintendente Paulo Valente Gomes, que colocou o lugar à disposição na sexta-feira, na sequência dos acontecimentos de quinta-feira em frente à Assembleia da República, tendo o seu afastamento sido aceite pelo ministro da Administração Interna.

Milhares de profissionais de forças e serviços policiais e de segurança - PSP, GNR, SEF, ASAE, polícia marítima, guardas prisionais, polícia municipal e PJ - manifestaram-se na passada quinta-feira em Lisboa e, depois de derrubarem uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal da Assembleia da República, onde cantaram o hino nacional, tendo depois desmobilizado voluntariamente.

Cavaco Silva "Saída do director nacional da PSP é responsabilidade do Governo"

Noticias ao minuto

O Presidente da República referiu hoje que a decisão sobre a "sorte" do diretor nacional da PSP é da exclusiva responsabilidade do Governo, confirmando apenas que foi informado esta manhã da saída do superintendente Paulo Valente Gomes.
"Eu já hoje de manhã tive ocasião de falar sobre esse assunto, é uma competência exclusiva do Governo a decisão sobre a sorte do senhor diretor nacional da PSP, eu fui de facto informado hoje de manhã", declarou o chefe de Estado, ASaída do director nacional da PSP é responsabilidade do Governoníbal Cavaco Silva, que falava aos jornalistas no final de uma visita às OGMA, em Alverca.
Cavaco Silva adiantou ainda já ter falado com o executivo a propósito da manifestação das forças de segurança realizada na quinta-feira em frente à Assembleia da República, mas escusou-se a acrescentar alguma informação às declarações que fez esta manhã.
De manhã, o Presidente da República fez um apelo à serenidade num "tempo em que não é fácil para Portugal", embora também se tenha escusado a falar sobre a manifestação das forças de segurança.
"Numa circunstância destas o meu apelo só pode ser um: serenidade, que se mantenha serenidade neste tempo que não é fácil para Portugal, em que dependemos tanto, tanto dos credores que nos observam todos os dias", afirmou.
Milhares de polícias manifestaram-se em Lisboa e, derrubando uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal do Palácio de São Bento, onde cantaram o hino nacional e depois desmobilizaram voluntariamente.
O ministério da Administração Interna divulgou hoje que o diretor Nacional da PSP colocou o seu lugar à disposição na sequência dos protestos de quinta-feira e que o ministro "entendeu aceitar a disponibilidade para a cessação de funções".

sexta-feira, novembro 22, 2013

Passos Coelho Manifestação pode originar "consequência" para polícias

Noticias ao Minuto

Manifestação pode originar consequência para polícias
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu esta sexta-feira que os ânimos exaltados da manifestação dos polícias, que aconteceu ontem em Lisboa, não são “um bom indicador das próprias autoridades de segurança”, pelo que devem “servir para que possamos dar uma consequência ao que se passou, de modo a que não haja enfraquecimento das próprias forças de segurança”.
“A vontade dos que se querem manifestar (…) não devia ter ficado ensombrada” pelo desrespeito das regras. O que teve mais gravidade por se tratar de “manifestantes, que pertencem às forças de segurança e que [as] respeitam enquanto estão no activo”, disse esta sexta-feira o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
Passos Coelho falava aos jornalistas à margem do encerramento da Cimeira do Turismo, promovida pela Confederação do Turismo Português, em Vilamoura, onde marcou hoje presença.
Questionado sobre a manifestação das forças de segurança, que teve lugar ontem em Lisboa, e que ficou marcada pela subida de profissionais às escadarias da Assembleia da República, o primeiro-ministro sublinhou que este não é “um bom indicador das próprias autoridades de segurança”.
Os incidentes devem, portanto, “servir para que possamos dar uma consequência ao que se passou, de modo a que não haja enfraquecimento das próprias forças de segurança”, acrescentou o chefe de Estado.
“O maior prejuízo é para as forças de segurança e para a tranquilidade dos portugueses”. Ainda assim, “não é necessário rever as regras, é necessário cumpri-las”.
Passos Coelho referiu ainda que “o País não pode permitir a própria degradação da própria autoridade”, rejeitando assim “todos os apelos à violência”.
“O que aconteceu ontem não devia ter acontecido”, concluiu Passos.

PS quer ouvir MAI e diretor-nacional da PSP no parlamento

Açoriano Oriental

O grupo parlamentar do PS requereu esta sexta-feira, ao presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, a "audição, com caráter de urgência" do ministro da Administração Interna e do diretor-nacional da PSP.
"Considerando a gravidade e excecionalidade dos acontecimentos" e "o consequente pedido de demissão do diretor-nacional da PSP", os deputados socialistas pretendem assim obter esclarecimentos sobre os incidentes de quinta-feira, na escadaria da Assembleia da República, lê-se no documento assinado pelos parlamentares Pita Ameixa e Marcos Perestrello.
Milhares de polícias manifestaram-se em Lisboa e, derrubando uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal do Palácio de São Bento, onde cantaram o hino nacional e depois desmobilizaram voluntariamente.
O ministério da Administração Interna divulgou hoje que o diretor Nacional da PSP colocou o seu lugar à disposição na sequência dos protestos de quinta-feira e que o ministro "entendeu aceitar a disponibilidade para a cessação de funções".

domingo, maio 26, 2013

Ministra da Justiça mantém recusa de polícia única

Ministra da Justiça mantém recusa de polícia únicaDN


A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, recusou hoje a possibilidade de Portugal vir a dispor de um corpo policial único, por fusão da Policia Judiciária (PJ) com outras forças policiais.
"Recuso, por completo, a possibilidade de uma polícia única em Portugal, criada a partir ou com a Policia Judiciária", disse Paula Teixeira da Cruz, na sessão de abertura do III Congresso de Investigação Criminal, que decorre na Figueira da Foz.
A PJ "nasceu independente e independente continuará", afirmou Paula Teixeira da Cruz.
"Porque de tempos a tempos dúvidas inexplicáveis são colocadas a circular, reafirmo aquilo que sempre pensei e em que acredito: a Policia Judiciária é independente dos restantes órgãos de polícia criminal e não será fundida num corpo único de polícia", sustentou, perante os aplausos de várias centenas de congressistas.
Na sua intervenção, a ministra da Justiça admitiu "necessidade" de reforçar o quadro de investigadores criminais da PJ e anunciou a abertura de um curso de formação de 80 inspetores estagiários, que terá início em maio.
Paula Teixeira da Cruz garantiu ainda que o Governo "está empenhado em prosseguir a bom ritmo" a construção da nova sede nacional da PJ, classificado pela ministra como "o maior investimento" do Ministério da Justiça.

Aumento da idade da reforma: Pedro Marques - CMTV

Pai de Passos Coelho diz que “ele está morto por se ver livre disto”

Jornal de Nogócios


António Passos Coelho, pai do primeiro-ministro, considera que a situação em que o País está “não tem conserto” e garante que a família fará uma festa quando o filho sair do Governo. E prevê um mau resultado do PSD nas autárquicas.
António Passos Coelho, prestes a completar 87 anos, reconhece, em declarações prestadas ao “i”, que a situação do País é má e que “não há volta a dar”: é mesmo preciso viver em austeridade. Mas também defende o filho das críticas de que é alvo por causa dos sacrifícios impostos aos portugueses. “Julgam que o meu filho não sabe? Coitado, sabe Deus o que ele passa. Está morto por se ver livre disto. A gente vai fazer uma festa, cá na família, quando ele se vir livre disto. Vamos fazer uma festa, nem queira saber”, garante.

Actor Ruy de Carvalho acusa fisco e Governo de "rapina"

Público

Numa mensagem no Facebook, queixa-se de ataque ao “músculo da cultura portuguesa” e denuncia que as Finanças não lhe reconhecem direitos consagrados na lei.

O actor Ruy de Carvalho está indignado com o Governo, em particular com o ministro das Finanças, que acusa de executar uma “rapina” ao “músculo da cultura portuguesa”.
Numa longa mensagem colocada no Facebook na sexta-feira dirigida o Governo, o actor indigna-se por o estarem a obrigar a refazer o IRS de três anos e de não lhe garantirem os direitos enquanto actor.
Ruy de Carvalho lembra o seu passado, enquanto artista e cidadão, e, aos 86 anos, diz ter honrado o país sem pedir nada em troca. “Hoje, para o Fisco, deixei de ser Actor…e comigo, todos os meus colegas Actores e restantes Artistas destes país - colegas que muito prezo e gostava de poder defender. Tudo isto ao fim de setenta anos de carreira! É fascinante”, afirma.
E pergunta: “Francamente, não sei para que servem as comendas, as medalhas e as Ordens, que de vez em quando me penduram ao peito?”

domingo, abril 07, 2013

"Este Governo perdeu a legitimidade política, ética e moral para prosseguir as suas funções”

Esquerda.Net

Logo após o anúncio, por parte do Tribunal Constitucional (TC), do chumbo de quatro normas do Orçamento, foram várias as reacções por parte de sindicalistas e constitucionalistas, entre outros. A CGTP considera que "Este Governo perdeu a legitimidade política, ética e moral para prosseguir as suas funções". Já a imprensa internacional considera que a decisão do TC é “um duro golpe para o Governo”.

"Este Governo perdeu a legitimidade política, ética e moral para prosseguir as suas funções. Como tal, só tem uma coisa a fazer: pedir a sua demissão", declarou o secretário geral da CGTP, Arménio Carlos, à agência Lusa.
Para o líder da intersindical, se o Presidente da República não intervir "torna-se cúmplice de um processo que está claramente a levar o país para uma situação de desastre económico e social".
O secretário-geral da UGT considerou justa a decisão do Tribunal Constitucional (TC), frisando que o Governo criou o problema "e agora tem de o resolver".
"É evidente que era fundamental perseguir o processo de ajustamento, mas criando condições para o crescimento económico. Esperemos que no futuro o Governo não vá agravar mais a recessão económica, o que seria profundamente negativo", afirmou João Proença em declarações à agência Lusa.
O vice presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), Mário Jorge Neves, saudou “esta importante decisão do Tribunal Constitucional (TC)”, sublinhando que os funcionários públicos foram "martirizados nos últimos dois anos".
“Felizmente o TC não cedeu às pressões que foram feitas ultimamente pelo Governo relativamente a essas matérias”, declarou, por sua vez, o coordenador da Frente Sindical da Administração Pública (FESAP), Nobre dos Santos.
Para o presidente da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, a decisão do Tribunal Constitucional vem demonstrar que as opções do Governo de Pedro Passos Coelho “afrontavam a Constituição e os direitos genéricos dos trabalhadores da Administração Pública”.
“Ao Governo cabe governar, tendo em conta a Constituição, os direitos dos trabalhadores e de todos os portugueses e conformar-se com as baías dessa governação”, afirmou, entretanto, o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, Bettencourt Picanço.
Segundo a Federação Nacional do Ensino e Investigação (Fenei), o chumbo do Tribunal Constitucional (TC) é uma decisão justa.
Os responsáveis da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) e da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) também congratularam a decisão do TC, que, a seu ver, acaba com "a discriminação aos funcionários públicos", onde estão incluídos os polícias, sendo "reposta a justiça".
Na opinião da coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, a decisão do TC foi, contudo, “muito curta”, sendo “insuficiente” face aos pedidos de fiscalização da constitucionalidade. Para a coordenadora da Frente Comum, “o Governo já não tem condições para governar há muito tempo”, considerando que este chumbo “é mais uma prova que o vem demonstrar”.
Também a Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRe!) afirmou ter encarado como um "murro no estômago" a declaração de constitucionalidade da contribuição extraordinária de solidariedade sobre pensionistas.
Em comunicado, a Associação de Combate à Precariedade - Precários Inflexíveis defende que “depois das enormes manifestações e da decisão do Tribunal Constitucional é o fim da linha para o Governo e para a ‘troika’”. “O Governo de Passos Coelho e Paulo Portas esteve semanas paralisado por saber que já não tem apoio popular e por já não ter legitimidade política para continuar, mas agora sabe-se que a sua política é, simplesmente, ilegal”, salienta.
“Foi reposto um mínimo de legalidade constitucional"
"A decisão do TC tem um significado, já que chumba o aumento das desigualdades, bem como os cortes dos salários que afetam todos. E trava o ataque aos desempregados, aos doentes e aos pensionistas", considerou o professor de Economia da Universidade de Coimbra José Reis.
“Foi reposto um mínimo de legalidade constitucional", adiantou o académico, que defendeu que o governo "não tem condições para se manter no poder", mantendo-se num “estilo monárquico agarrado ao poder”. "O Presidente da República [Cavaco Silva] é parte da própria crise e do problema político", conclui.
“Acho que [o Governo] devia ter apreendido a lição e não aprendeu pelos vistos. De certa maneira, aqui o Governo não pode queixar-se porque o tribunal não inovou propriamente quanto à questão dos subsídios”, considerou o constitucionalista Jorge Miranda, que esperava que tivesse sido considerada “inconstitucional a contribuição extraordinária de solidariedade sobre os reformados”.
“Fiquei um pouco surpreendido por ver que o Tribunal não a declarou inconstitucional. Não conheço o acórdão por isso não me posso pronunciar sobre a fundamentação”, acrescentou.
Já o presidente da Associação Sindical dos Juizes Portugueses (ASJP), Mouraz Lopes, avançou que a primeira lição a retirar da decisão do Tribunal Constitucional é a de que "as políticas públicas têm limites constitucionais".
O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), Rui Cardoso, salientou ainda que o TC reconheceu que houve, por parte do executivo do PSD/CDS-PP, uma "violação de princípios básicos de qualquer Estado de direito democrático", como são o princípio da igualdade e a justa repartição dos encargos públicos.
Contra o aumento de impostos
O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) João Vieira Lopes disse que a confederação continua a defender “que a economia portuguesa precisa de uma baixa da carga fiscal para poder ser relançada” e espera que o Governo “não vá insistir em mais cortes que produzam um efeito recessivo na economia”.
O presidente da Confederação dos Serviços de Portugal (CSP), Luís Reis, afirmou à Lusa que espera que o Governo encontre alternativa à decisão do Tribunal Constitucional mediante o corte na despesa estrutural do Estado e não através o aumento de impostos.
Já o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), João Machado, afirmou que é “tempo de o Governo, em conjunto com a ‘troika’, reponderar a situação e voltar a repor novas metas que sejam possíveis de executar”.
“Um duro golpe para o Governo”
Segundo o El País, a decisão do TC é “um duro golpe para o Governo, já de si debilitado, cercado por previsões incorretas e pressionado pela ‘troika’ para que cumpra o défice”. “A saída de Relvas - e a decisão do Tribunal Constitucional – auguram uma crise de Governo e uma renovação do Gabinete”, adianta o jornal espanhol.
O Financial Times noticia que a decisão “pode comprometer o acordo com a ‘troika’ [de assistência financeira internacional] e desestabilizar a liderança de Passos Coelho da sua coligação de centro-direita”.
Já a edição europeia on line do Wall Street Journal lembra que o país, “um dos mais pobres da zona euro, se tem afundado em recessão desde que começou a aplicar cortes na despesa e aumentos fiscais impostos pelos credores há dois anos”.

sábado, abril 06, 2013

Diário República...é agora !!


Alteração da Constituição de Portugal para 2013, já em marcha!
Nas ultimas semanas tem circulado este mail. 
Interessante!
 
Assunto: Alteração da Constituição de Portugal para 2013

       Peço a cada destinatário deste e-mail que o envie a um mínimo de vinte pessoas em sua lista de contactos, e por sua vez, peça a cada um deles que faça o mesmo.

Em três dias, a maioria dos portugueses lerá esta mensagem. Esta é uma ideia que realmente deve ser considerada e revista por todos os cidadãos.
 
         Alteração da Constituição de Portugal para 2013 para poder atender o seguinte, que é da mais elementar justiça:

     1. O deputado será pago apenas durante o seu mandato e não terá reforma proveniente exclusivamente do seu mandato.

     2. O deputado vai contribuir para a Segurança Social de maneira igual aos restantes cidadãos.

Todos os deputados ( Passado, Presente e Futuro) passarão para o actual sistema de Segurança Social imediatamente. O deputado irá participar nos benefícios do regime da S. Social exactamente como todos os outros cidadãos. O fundo de pensões não pode ser usado para qualquer outra finalidade. Não haverá privilégios exclusivos.

    3. O deputado deve pagar seu plano de reforma, como todos os portugueses e da mesma maneira.

    4. O deputado deixará de votar o seu próprio aumento salarial.

    5. O deputado vai deixar o seu seguro de saúde actual e vai participar no mesmo sistema de saúde como todos os outros cidadãos portugueses.

    6. O deputado também deve estar sujeito às mesmas leis que o resto dos portugueses

    7. Servir no Parlamento é uma honra, não uma carreira. Os deputados devem cumprir os seus mandatos (não mais de 2 mandatos), e então irem para casa e procurar outro emprego.

       O tempo para esta alteração à Constituição é AGORA. Forcemos os nossos políticos a fazerem uma revisão constitucional.
       Assim é como se pode  CORRIGIR ESTE ABUSO INSUPORTÁVEL DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.

      Se você concorda com o acima exposto, ENTÃO VÁ PARA A FRENTE.
Se não, PODE DESCARTÁ-LO.
      Você é um dos meus 20 contactos.
      Por favor, mantenha ISTO A CIRCULAR.

sexta-feira, março 22, 2013

Vencimento Cargos Politicos

TRETAS


Actualmente a remuneração dos vários cargos políticos está distribuída por vários Estatutos, com inúmeras referências a uns e outros que dificultam uma leitura clara dos valores e regalias envolvidos.
Esta página tem por objectivo agrupar todos os estatutos definidos na Lei referentes a titulares de cargos políticos, desde o Presidente da República, Governo e Assembleia da República, aos eleitos locais e regionais, por modo a listar numa única tabela a forma de cálculo dos seus vencimentos. Numa outra tabela será especificado os respectivos valores no ano de 2012, completando com a análise dos privilégios consagrados e consequências para o erário público, não sendo considerados os Decretos-Lei que reduzem temporariamente os vencimentos por serem temporários.
No último ponto são discriminadas as mudanças que foram sendo efectuadas nos vários Estatutos até ao ano de 2012.
Devido à complexidade da distribuição dos vários cargos por várias Leis, é possível que uma ou outra Lei tenha sido omitida nesta análise. Tal facto não é premeditado e agradecemos desde já qualquer correcção que nos venha a ser comunicada.
Este estudo continua a ser aprofundado para representar o universo global da influência política no aparelho do Estado, com os cargos susceptíveis de mudança após actos eleitorais. Passaram a ser incluídos cargos de carácter político, devido às funções exercidas ou por nomeação consagrada na Lei, e não somente os cargos consequentes de uma eleição directa por sufrágio.

Método de cálculo do vencimento por cargo político

Os vencimentos dos cargos considerados políticos são calculados tendo por base o vencimento do Presidente da República e, em alguns casos, o vencimento dos juízes do Supremo Tribunal de Justiça.
Definindo as seguintes abreviaturas:
  • PR = Vencimento do Presidente da República
  • JST = Vencimento de um Juiz do Supremo Tribunal de Justiça
  • APST = Abono mensal do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça
  • EPM = Empresa Pública participada pelo município
  • ALR = Assembleia Legislativa Regional
  • DS1G = Cargo de direcção superior de 1º grau da Função Pública
Podemos resumir o método de cálculo dos vencimentos dos vários cargos políticos na seguinte tabela:

Vencimentos de cargos políticos em 2009

Com base nos seguintes valores de 2009:
  • Vencimento do Presidente da República: PR = 7 630,33 €
  • Vencimento de um Juiz do Supremo Tribunal de Justiça: JST = 5 957,23 €
  • Abono mensal do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça: APST = 1 191,45 €
  • Cargo de Direcção Superior de 1º grau da Função Pública: DS1G = 3 628,82 €
Os valores relativos ao Supremo Tribunal de Justiça e ao cargo de Direcção Superior de 1º grau foram retirados do Sistema Retributivo da Administração Pública 2008, emitido pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público, que define os índices das remunerações.
Os vencimentos por cargo político são:

Notar que estes valores, em revisão anterior deste documento, eram calculados em relação a 2011. No entanto, nesse ano, os cargos dos detentores de cargos políticos estavam sujeitos a dois descontos extraordinários: um primeiro desconto de 5% (Lei nº 12A/2010 de 30 de Junho) composto de um segundo desconto de 10% (OGE 2011 III.2.1.2. Despesas com o pessoal). Acontece que este segundo desconto não é aplicado de maneira uniforme o que levava a que existissem algumas pequenas imprecisões para alguns cargos, no sentido de apresentarmos valores mais pequenos que o real. Tudo indica que estes descontos continuarão em vigor no ano de 2013. Neste momento,o salário de Presidente da República é de 6.523,93 € após os descontos indicados.
De referir que o valor de base do vencimento do Presidente da República é sempre tido em conta para os cálculos, mesmo que o Presidente tenha prescindido do mesmo por razões de acumulação de reformas, como foi o caso com Cavaco Silva:
    • Data: 2011.01.26
    • A Presidência da República procede à divulgação do seguinte comunicado:
      "Nos termos da legislação aprovada pela Assembleia da República, o Presidente da República decidiu prescindir, a partir de 1 de Janeiro de 2011, do seu vencimento, no montante ilíquido de € 6.523,93.
      Palácio de Belém, 26 de Janeiro de 2011"
De referir que apesar de Cavaco ter prescindido do ordenado, o abono mensal para despesas de representação é recebido na totalidade visto de não ser alvo de restrições de qualquer origem.

Quadro Interactivo

O cálculo apresentado no ponto anterior é exemplificativo e só será revisto aquando da revisão da Lei que rege a fórmula de cálculo.
No entanto, para quem esteja interessado em estudar as oscilações salariais por alteração dos vencimentos de referência, disponibilizamos uma folha de cálculo:

Ajudas de Custo

Todos os titulares de cargos políticos têm direito a ajudas de custo nas suas deslocações em serviço. A forma como essas ajudas de custo são atribuídas é que varia consoante o cargo.
De referir que a ajuda de custo é uma prestação adicional devido a uma deslocação. O custo do transporte não é incluído neste valor, assim como outros valores associados a uma deslocação como alojamento e refeições.
O valor de referência diário é equivalente ao atribuído aos membros de Governo, que segundo a Portaria n.º 1553-D/2008 se fixam para:
  • Deslocações em Portugal: 69,19 €
  • Deslocações ao estrangeiro: 167,07 €
Consultando cada Estatuto podemos listar os vários casos consagrados nas ajudas de custo:
Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro e restantes membros do Governo
  • Têm direito à ajuda de custo fixada para os membros do Governo.
  • As ajudas são atribuídas nas suas deslocações oficiais fora de Lisboa, no país ou ao estrangeiro.
  • Para membros do Governo cujo departamento tenha sede fora de Lisboa as ajudas de custo são atribuídas nas deslocações oficiais fora da localização da sede.
Deputados da Assembleia da República
  • Têm direito à ajuda de custo fixada para os membros do Governo.
  • As ajudas são atribuídas por cada dia de presença em reunião plenária, de comissões ou em outras reuniões convocadas pelo Presidente da Assembleia da República, para os deputados que residem fora dos concelhos de Lisboa, Oeiras, Cascais, Loures, Sintra, Vila Franca de Xira, Almada, Seixal, Barreiro, Amadora e Odivelas. Recebem ainda mais dois dias por semana.
  • Os que residem nos concelhos de Lisboa, Oeiras, Cascais, Loures, Sintra, Vila Franca de Xira, Almada, Seixal, Barreiro, Amadora e Odivelas recebem um terço da ajuda descrita no ponto anterior.
  • Os que residem em círculo eleitoral diferente daquele por que foram eleitos têm direito a ajudas de custo num máximo de dois dias por semana para deslocações que efectuem ao círculo por onde foram eleitos, desde que no exercício das suas funções.
  • As ajudas também são atribuídas nas deslocações oficiais fora de Lisboa, no país ou ao estrangeiro.
Membros do Conselho de Estado
  • Os membros designados pelo Presidente da República ou eleitos pela Assembleia da República têm direito às ajudas de custo fixadas para os membros do Governo.
  • As ajudas são atribuídas por dia de presença em reunião do Conselho.
Titulares de cargos políticos da Região Autónoma dos Açores
  • Têm direito à ajuda de custo fixada para os membros do Governo da República.
  • As ajudas são atribuídas nas deslocações oficiais fora da ilha de residência. Neste caso podem optar pela referência dos membros do Governo ou pelo alojamento em hotel acrescido de 50 % ou 70 % das ajudas de custo diárias, conforme a deslocação se efectue no território nacional ou no estrangeiro.
  • Tem ajuda por inteiro nas deslocações oficiais dentro da ilha de residência se a distância entre a sua morada e o local de trabalho for superior a 40 Km.
  • Tem a um terço da ajuda nas deslocações oficiais dentro da ilha de residência se a distância entre a sua morada e o local de trabalho for inferior a 40 Km.
  • Por cada semana em que ocorram trabalhos parlamentares é atribuído dois dias de ajudas de custo.

Titulares de cargos políticos da Região Autónoma da Madeira
  • Têm direito à ajuda de custo fixada para os membros do Governo.
  • As ajudas são atribuídas nas deslocações oficiais fora da ilha.
  • As ajudas são atribuídas aos deputados nas deslocações oficiais dentro da ilha, sempre que a distância entre a sua residência e o local de trabalho exceda 5 km.
  • Para o deputado eleito pelo círculo do Porto Santo, sempre que se desloque a esta ilha. Este deputado tem ainda direito a passagem aérea ou marítima mediante requisição oficial.
  • 10 % ou 20 % do valor das ajudas de custo diárias, consoante os trabalhos envolvam uma ou duas refeições, para os deputados por cada dia de trabalhos parlamentares.
Municípios
No caso Municípios não é o valor das ajudas de custo dos membros do Governo que é a referência, mas sim a escala geral do funcionalismo público na letra A (referido na mesma Portaria n.º 1553-D/2008), ou seja:
  • Deslocações em Portugal: 62,75 €
  • Deslocações ao estrangeiro: 148,91 €
A ajuda de custo é atribuída nos seguintes casos:
  • Em deslocações de serviço fora da área do município para os membros das câmaras municipais e das assembleias municipais.
  • Por dia de reunião ordinárias e extraordinárias e das comissões dos órgãos municipais para os vereadores em regime de não permanência e os membros da assembleia municipal.

    Impacto das Ajudas de Custo dos Deputados da AR

    As ajudas de custo dos deputados são suportadas pelo orçamento da Assembleia da República.

    Subvenção Vitalícia

    Impacto das Subvenções Vitalícias

    Polémica com as Subvenções Vitalícias

    Subsídio de reintegração...



segunda-feira, fevereiro 18, 2013

CDU pede ajuda a Rui Rio por causa de esquadras do Porto

Público

Vereador comunista quer que a Câmara do Porto manifeste “preocupação” ao Ministro da Administração Interna “pela falta de condições" com que se depara a PSP na cidade.

O vereador da CDU na Câmara do Porto quer que o presidente Rui Rio intervenha junto do Governo para encontrar “resposta prioritária às situações mais gravosas” das instalações e dos meios operacionais da PSP do concelho.
Na proposta que vai apresentar na reunião camarária desta terça-feira, a que a Lusa teve hoje acesso, o comunista esclarece que pretende que o Governo resolva o problema das esquadras do Porto “desbloqueando as verbas necessárias e existentes, nomeadamente ao nível do QREN”.

sábado, fevereiro 16, 2013

Governo quer Portugal como país mais seguro da Europa

DN

Governo quer Portugal como país mais seguro da EuropaO ministro da Administração Interna apontou, na sexta-feira, como objetivo do Governo tornar Portugal o país "mais seguro" da Europa e lembrou que a perceção do país como um "destino seguro" é um "estímulo" para a atividade económica.
Miguel Macedo, que esteve em Braga para participar na conferência "Importância da Segurança na Economia", disse que seria "irresponsável" acrescentar à crise económica uma "crise de segurança".
"Queremos fazer de Portugal o país mais seguro da Europa. Não temos razão nenhuma para não o sermos", apontou o responsável pela Administração Interna, acrescentando que "não faltam meios" para garantir a segurança do país.
As questões da segurança estão, segundo Miguel Macedo, ligadas às questões da economia, "embora poucas vezes se reconheça essa ligação".
"Estaremos a dar um fortíssimo contributo [ao tornar Portugal um país seguro] para que a atividade económica se desenvolva, para gerar um ambiente propício para a criação de emprego", disse.
Alias, salientou o ministro, "seria de uma irresponsabilidade total acrescentar à crise financeira e económica uma crise de segurança".

Fiscais não podem pedir faturas aos clientes

DN

Desde o início do ano e da entrada em vigor de uma alteração legal que obriga os consumidores a pedir fatura em qualquer transação comercial, uma escassa dezena de pessoas terá sido multada pelos inspetores tributários. No entanto, o semanário Expresso afirma que a lei é clara: só em operações especiais é que os comprovativos devem ser solicitados.

"Mesmo que esteja sentado num café e veja um cliente a recusar uma fatura não posso agir sem uma ordem de serviço, isto é, sem estar integrado numa operação de fiscalização. E mesmo assim, só podemos agir numa situação de flagrante delito e nunca a posteriori", explica Paulo Ralha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, em declarações ao semanário. Assim, nenhum inspetor pode exigir a quem saia de um café ou de uma oficina para ver a fatura.
Já Paulo Núncio, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, garante que o Governo "não deu orientações para a fiscalização dos consumidores finais" e confirma que "estas ações têm de ser efetuadas no âmbito de uma operação de fiscalização".

quinta-feira, janeiro 10, 2013

PCP diz que relatório do FMI é «terrorismo social»

TVI24


António Filipe acusa Governo de usar «um truque já velho»

O deputado comunista António Filipe considerou que o relatório do FMI configura a utilização de «um truque já velho», em que «o Governo pretende esconder as suas próprias opções por detrás de um estudo ou de um relatório que trata de encomendar», ou seja, «recorre a um estudo para aplicar as suas ideias».

O relatório é um «verdadeiro programa de terrorismo social». «É o Governo o mandante deste tipo de programa apresentado pelo FMI», afirmou nesta quinta-feira no debate na Assembleia da República o deputado do PCP.

António Filipe combateu ainda as «grandes mentiras» mencionadas, como a insustentabilidade do estado social: «Como se houvesse agora menos dinheiro que nos anos 1940 quando foram lançadas as bases do estado social europeu...»

«Sustentáveis são os crimes dos banqueiros, insustentáveis são as reformas, os salários», afirmou António Filipe.

Militares e polícias indignados com relatório do FMI


Militares e polícias não estiveram com meias palavras sobre o relatório do FMI hoje vindo a público: a Associação Nacional de Sargentos (ANS) qualificou-o de "incendiário", a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) chamou-lhe "uma verdadeira afronta" e a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) considerou-o "estranho" e "ridículo".

O presidente da ANS, António Lima Coelho, lembrou em declarações à Lusa que aparentemente "isto não passa de uma opinião, de uma proposta". O dirigente da associação de sargentos foi, contudo, recomendando "que quem de direito, o senhor ministro da Administração Interna, o senhor ministro da Defesa, o senhor primeiro-ministro ou o senhor ministro da Segurança Social clarificassem a situação e dissessem aos cidadãos o que pensam destas atoardas".

De outro modo, o relatório "posto como está, mais não é do que uma peça para incendiar os ânimos numa altura de grandes sacrifícios para todos". Segundo Lima Coelho, o relatório mostra desconhecer o país a que se refere: "Quando se fala de privilégios excessivos tem de se falar das contrapartidas senão está-se a iludir os cidadãos, importa conhecer a realidade, as obrigações e o empenhamento dos militares".

O dirigente associativo considerou "curioso que o relatório apareça nesta altura", atribuindo ao Governo responsabilidades no seu lançamento para a imprensa: "É uma forma manipuladora de atuar dos nossos governantes, numa prática de pôr portugueses contra portugueses".

Por seu lado, a APG/GNR considerou em comunicado que o documento do FMI é "uma ameaça à segurança" e, para os profissionais da GNR, "uma verdadeira afronta", que merece a "repulsa" destes.

Segundo o comunicado, o relatório revela "total desconhecimento do défice de elementos afetos à atividade operacional". O FMI, acrescenta, "anda longe de ter em conta os melhores interesses da segurança pública nacional e a tranquilidade das populações, por isso, só isso explica que se considere que há elementos em excesso nas forças de segurança".

A associação respondia desse modo à tese do relatório, segundo a qual "as forças de segurança representam [em Portugal] cerca de 17 por cento do emprego público e a densidade das forças policiais (470 por cada 100 mil habitantes) está entre as mais altas da Europa".

Enfim, o presidente da associação policial ASPP, Paulo Rodrigues, afirmou, segundo citação da Lusa, que a reforma de um polícia ronda, em média, os 1.000 e os 1.200 euros, pelo que "o FMI descobriu regalias que os polícias não têm".

Segundo Paulo Rodrigues, "o relatório do FMI é estranho e propõe medidas ridículas. Diz que temos uma boa segurança pública, mas ao mesmo tempo propõe medidas que vão destruir essa qualidade". Sobre estas medidas, afirmou nomeadamente que "ter polícias nas ruas com mais de 50 anos que não conseguem satisfazer as necessidades".

O presidente da ASPP manifestou ainda a expectativa de que "o Governo não vá na onda das orientações do FMI", o que, em sua opinião, poria "em causa a capacidade de resposta e de reação da Polícia" e viria "criar instabilidade na instituição.

terça-feira, janeiro 08, 2013

857 milhões tapam buraco da Segurança Social

CM

Orçamento
Governo faz transferência extraordinária para a Segurança Social de 857 milhões de euros. CM revela todas as contas.

O Governo vai fazer uma transferência extraordinária de 857 milhões de euros para a Segurança Social, para cobrir o défice de 2012 do sistema que paga as pensões, o subsídio de desemprego e outras prestações sociais. A situação das contas da Segurança Social é tão delicada que o excedente de 355 milhões de euros, previsto pelo Governo no início, se transformou num défice de 811 milhões de euros no final de 2012.
A análise da UTAO – Unidade Técnica de Apoio Orçamental à execução orçamental até novembro de 2012 deixa claro que o Governo ainda não concretizou aquela transferência extraordinária de verbas para a Segurança Social. E salienta que "a despesa com pensões se encontra a crescer a um ritmo superior ao estimado para o conjunto do ano". Até novembro de 2012, os gastos com pensões cresceram 1,5%, mas, graças à suspensão do pagamento do subsídio de Natal, no final do ano a despesa deverá cair 0,1%.
Para Bagão Félix, ex-ministro da Segurança Social, o principal fator do desequilíbrio financeiro da Segurança Social é o desemprego. E frisa: "Por cada desempregado, a consequência para a Segurança Social é igual à perda de um salário."
A UTAO frisa que a previsão inicial do saldo da Segurança Social foi revista em baixa devido à queda da receita das contribuições dos trabalhadores e ao aumento da despesa com prestações sociais. Com a transferência extraordinária de verbas para, o saldo será de 34 milhões de euros no final de 2012, contra os 429 milhões de euros em 2011.

terça-feira, dezembro 25, 2012

Governo deixa por agora no papel redefinição das tarefas da PSP e GNR

TSF

O Governo não vai avançar para já com a redefinição das tarefas da PSP e GNR. A garantia foi dada ao Sindicato dos Profissionais da Polícia.

O presidente do Sindicato dos Profissionais da Polícia diz ter recebido garantias do Governo de que a reestruturação das forças de segurança não sairá por agora do papel.
Na terça-feira foi conhecida a proposta do novo conceito estratégico de segurança e defesa nacional. Os autores do documento defendem que a GNR passe a combater a criminalidade mais violenta e o terrorismo, enquanto a PSP ficaria orientada para o policiamento de proximidade.
Os sindicatos da PSP de imediato criticaram o conteúdo do documento e segundo a imprensa desta manhã a direção nacional da PSP ameaçou mesmo demitir-se.
António Ramos, do Sindicato dos Profissionais da Polícia, diz que não será necessário. Recebeu garantias de uma fonte do governo que considera credível, de que a reforma não avançará pelo menos a curto prazo.
Segundo António Ramos o argumento que lhe foi apresentado é o de que não faria sentido mexer na organização das forças de segurança numa altura em que é forte o risco de instabilidade social.

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=2955254

Conceito Estratégico de Segurança significa «destruição de PSP», diz ASPP

O presidente da ASPP classifica a proposta da Comissão de Revisão do Conceito Estratégico de Segurança como uma «forma de dizer que se vai municipalizar a PSP».
A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia considerou que a aplicação do Conceito Estratégico de Segurança, tal como foi proposto pela Comissão de Revisão, significará a «destruição da PSP».
«É, de alguma forma, dizer que se vai municipalizar a PSP e se vai reforçar uma estrutura militar para que os militares possam intervir no plano da segurança pública», afirmou o presidente da ASPP.
Em declarações à TSF, Paulo Rodrigues diz que isto é «muito mais do que mexer em instituições», «colocando tudo em causa» com um conceito «totalmente desfasado da realidade atual».
«É um retrocesso. É voltar a dizer que temos de ter uma polícia militarizada», concluiu este dirigente da ASPP, que classifica este conceito como o maior atentado contra a PSP desde que a instituição foi criada há 150 anos.

Comissão sugere novas atribuições para PSP e GNR


A Comissão de Revisão do Conceito Estratégico de Segurança sugere que a PSP fique com o policiamento de proximidade, enquanto que a GNR ficaria com a criminalidade violenta.

A PSP poderá vir a ser orientada no futuro para o policiamento de proximidade e com os grupos de acompanhamento comunitário, especialmente nas grandes cidades.
De acordo com um documento da Comissão de Revisão do Conceito Estratégico de Segurança, que já está nas mãos do Governo e a que a agência Lusa teve acesso, a GNR ficaria com a criminalidade violenta e terrorismo.
Esta proposta, que pretende acabar com a sobreposição de funções das duas polícias, dá ainda à GNR o policiamento das rodovias e das fronteiras.
O documento, que revê este conceito que permanecia sem modificações desde 2003, sugere ainda que as forças especiais de polícia, que coexistiam na PSP e na GNR, se concentrem apenas na Guarda Nacional Republicana.
A proposta que prevê estas alterações é da autoria de um grupo de antigos governantes da área da Defesa e da Administração Interna, liderados por Luís Fontoura, vice-presidente do PSD aquando da liderança de Luís Filipe Menezes.

Sindicato dos Jornalistas rejeita "código de boas práticas" para acesso a arquivos jornalísticos

RTP


O Sindicato dos Jornalistas (SJ) manifestou-se hoje contra qualquer "código de boas práticas" no acesso aos arquivos de profissionais dos media que ponha em causa o "direito-dever de preservação do sigilo profissional dos jornalistas".

(...)
O Sindicato dos Jornalistas lembra que Rui Pereira foi ministro da Administração Interna e diretor do Serviço de Informações e Segurança (SIS) e "sem pôr em causa a seriedade da pessoa" teme que a sua colaboração com o regulador dos media possa "lançar suspeita de que os valores do jornalismo possam não ser acautelados".
Lusa

Viagem ao Natal de 1983. Onde é que nós já tínhamos visto este filme?

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O i conta como foi o Natal do ano em que o FMI chegou a Portugal. Até parece um déjà vu
Viagem ao Natal  de 1983

Primeiro-ministro vaiado, subsídio de Natal cortado, promessas de reformas na função pública, greves, desemprego, salários em atraso ou manifestações quase diárias. Comparar a quadra natalícia de há três décadas com a deste ano serve para perceber como a história é um eterno looping. Estarão os portugueses condenados a reviver ciclicamente os mesmos dramas? Aqui fica a descrição do Natal de 1983 – com base no que os jornais noticiaram – para tirar as suas próprias conclusões. Nenhuma semelhança com a realidade de hoje é pura coincidência. E muito menos ficção.
Comecemos com o primeiro dia de Dezembro de 1983 quando o então primeiro- -ministro, Mário Soares, garantiu aos portugueses que “a pior fase da crise económica já passou”. Nem assim se livrou de ser recebido com insultos em Coimbra por um grupo de manifestantes. A confusão acabou com quatro detidos pela polícia por “injúrias” ao chefe do governo. O grupo foi ouvido em tribunal, mas acabou absolvido. O juiz, Herculano Namora, considerou tratar-se de um crime semipúblico que exigiria, por isso, queixa por parte do ofendido. Mário Soares não gostou da decisão. “Se o juiz entendeu que não foi crime público, o problema é dele. Ficamos a saber que esse juiz não se importa que lhe chamem gatuno”, criticou perante câmaras e jornalistas. Herculano Namora não foi de modas e participou do primeiro-ministro ao Conselho Superior da Magistratura, alegando “danos de ordem moral”.
O Natal de 1983 – ano em que o FMI chegou a Portugal pela segunda vez – ficou marcado por greves, manifestações e sobressaltos sindicais. Milhares de portugueses com salários em atraso ficaram ainda sem subsídio de Natal e o governo aguardava, com ânsia (ou desespero), a entrada de Portugal na CEE.
Duas semanas antes do Natal, um grupo de 16 bancos internacionais assinou com o governo um contrato que deu ao país acesso a 45 milhões de contos para equilibrar a balança de pagamentos, que já tivera melhores dias: só entre Janeiro e Outubro caíra 11%, apresentando um saldo negativo de 325 milhões de contos. Ernâni Lopes, então ministro das Finanças, formalizou o contrato no Tribunal de Contas, em Lisboa, e garantiu que o empréstimo dos bancos estrangeiros a Portugal seria um sinal de “confiança externa” na política que o governo levou ao longo de seis meses. Ainda assim, o ministro admitiu um caminho sinuoso por percorrer, com “pesados custos” e que exigiria “grandes sacrifícios à nação”. Ernâni Lopes mostrou-se preocupado com o acentuado desequilíbrio das contas externas, mas prometeu: “A política do governo não se esgota na austeridade e no sacrifício.”
Certo é que o desemprego alastrou, atingindo os 11%. Em vésperas de Natal, 7500 trabalhadores da construção civil perderam o emprego só no distrito de Faro. Os funcionários da Lisnave ocuparam as instalações da empresa para reivindicar salários em atraso. A TAP anunciou uma greve do pessoal de terra para 28 de Dezembro e só na noite do dia 23 aconteceram, em todo o país, 25 vigílias promovidas pela CGTP. No total, mais de 100 mil portugueses viviam com salários em atraso. Um dos sindicatos do Norte anunciou: “Pode afirmar-se hoje, com plena legitimidade, que não há garantias de estabilidade de emprego na função pública”.
Além do desemprego, os portugueses bateram-se com o monstro da inflação. Poucos dias antes de 25 saiu uma portaria a estabelecer novos preços mínimos para a venda da carne de porco. O agravamento foi explicado pelo facto de as rações terem aumentado. Em consequência da austeridade, a tuberculose voltou a entrar em força em Portugal, contrariando a tendência decrescente verificada “em todo o mundo”, segundo o presidente do Serviço da Luta Antituberculosa, Leal Gonçalves. Os especialistas admitiram que o aumento de casos poderia estar ligado ao “agravamento das condições de vida e às carências económicas” dos portugueses.
As previsões para o comércio em 1984 foram dramáticas. O índice de quebra de vendas iria variar entre os 30% e os 35% só no primeiro semestre do ano. Nogueira Simões, presidente da Confederação do Comércio Português, queixou-se da “elevada carga fiscal” que estaria a “abafar” as empresas. Morais Leitão, do CDS, concordou e defendeu, numa entrevista ao “Diário de Notícias” (DN), que Portugal teria carga fiscal “excessiva”.
Apesar da contestação generalizada, o Orçamento do Estado para 1984 foi aprovado dez dias antes do Natal, recebendo as críticas de Cavaco Silva. O ex-ministro das Finanças garantiu que as medidas previstas para o ano seguinte conduziriam o país para “uma profunda recessão, com agravamento do desemprego”. Nesse mesmo dia, Lisboa foi assolada por um violento temporal, nevou pela primeira vez na serra da Estrela e, no X Congresso do PCP no Porto, Álvaro Cunhal recusou-se a apoiar uma eventual candidatura de Mário Soares, em 1985, à presidência. Também no mesmo dia, uma reunião de conselhos directivos das escolas do Norte concluiu que os estabelecimentos de ensino público já não estariam em condições de assegurar refeições aos alunos carenciados, devido às restrições orçamentais que levaram a cortes na acção social escolar.
SHOW DO ANO Poucos dias antes do Natal, os habitantes de Vila Real souberam que em 1984 passariam a apanhar o segundo canal em casa, graças à substituição do retransmissor do Marão por um de maior potência. A 21 de Dezembro, o “Natal dos Hospitais” foi transmitido em directo pela RTP e pela RDP a partir do Centro de Medicina de Reabilitação do Alcoitão. Anunciado como “o maior show do ano”, contou com a participação de 50 artistas como Lena D’Água, António Variações, Brigada Vítor Jara ou os grupos corais do Banco do Atlântico e da TAP (por falar na TAP, o administrador da altura disse, no Natal, que seria de esperar que a empresa desse lucro a partir de 1986). Para felicidade dos portugueses, durante a emissão do “Natal dos Hospitais” foram sorteados televisores.
Em Dezembro de 1983, um golpe de sorte juntou um grupo de estivadores e da polícia. Não foi numa manifestação: dez estivadores de Alfama partilharam o primeiro prémio da Lotaria do Natal com 22 empregados da messe da direcção da PSP. Joaquim Inácio, um dos polícias, contou aos jornais que poderia finalmente tirar a família da barraca onde viviam desde 1975, quando regressou de Angola. João Valente, um dos estivadores contemplados, anunciou outros planos: “Vou continuar a trabalhar no porto, comprar um táxi ao rapaz, que parece não ter grande vontade para continuar a estudar, e pagar a casa à minha filha, que está a gastar 20 contos por mês com o empréstimo bancário”, explicou ao DN. Outro premiado no Natal de 1983 foi Joaquim Moço, de Camarate, eleito bombeiro do ano por ter salvo uma família soterrada nos escombros de um prédio. E o campeão nacional de culturismo foi um cozinheiro de Lisboa que sonhava mudar de profissão e trabalhar ao ar livre. “A minha mulher não gosta destas coisas do culturismo, mas eu ainda hei-de ser Mister Portugal”, prometeu Fernando Rocha.
No dia 12 de Dezembro, chegou a Santa Apolónia, com duas horas de atraso, o primeiro comboio especial para emigrantes da CP. Ao contrários dos anos anteriores, constatou a reportagem do DN, as composições não vinham apinhadas. Muitos emigrantes não regressaram à terra em 1983 por culpa da inflação e do desemprego. “É um factor indicativo da crise económica que a Europa ocidental atravessa. Muitos não voltaram porque receiam não ser aceites de volta”, noticiou o jornal. A Secretaria de Estado da Emigração confirmou a diminuição do fluxo de emigrantes e do valor das remessas enviadas para Portugal.
E, já agora, porque nem só de austeridade vive um povo: o Sporting chegou ao Natal de 1983 em terceiro lugar no campeonato, a seguir ao Benfica e ao Porto.