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sábado, março 16, 2013

PSP Dois detidos por furto em caixa multibanco

Noticias ao minuto

A PSP anunciou esta quinta que deteve, em flagrante delito, dois homens pela prática de furto numa caixa multibanco, em Lisboa, através da técnica ‘cash trapping’ que retém o dinheiro levantado pelos clientes.Dois detidos por furto em caixa multibanco

Polícia PSP nega ter metade da frota à espera de reparação

PSP nega ter metade da frota à espera de reparaçãoNoticias ao Minuto
A PSP emitiu um comunicado onde afirma que “é falso que o Comando Metropolitano da PSP do Porto esteja com metade da sua frota automóvel avariada ou à espera de reparação”, como tem sido veiculado em algumas notícias.

quarta-feira, março 13, 2013

Roubou leite para alimentar os filhos; Agente da PSP pagou a conta e mandou-o embora

ptjornal


É a última história portuguesa que se tornou viral nas redes sociais. Polícia de Segurança Pública partilhou online, embora não identifique o autor do testemunho nem os agentes envolvidos neste caso dramático.
Aconteceu no Porto, onde um homem foi apanhado a roubar num supermercado. O vigilante do espaço, que não é referido por quem testemunha, deteve o indivíduo que tinha na sua posse quatro iogurtes, seis pães e dois pacotes de leite.
O testemunho afirma que a polícia foi de imediato chamada pela gerência do estabelecimento. Chegados ao local, os agentes da PSP acabaram por ouvir a razão do homem que, em lágrimas, informou-os que tinha roubado os produtos para dar de comer aos dois filhos, visto que tanto ele como a esposa se encontram atualmente desempregados.
Até aqui uma história infelizmente já várias vezes vista neste país, o incrível e comovente veio depois.
Segundo relata o testemunho, partilhado pela própria Polícia de Segurança Pública através da sua página no Facebook, o polícia acabou por pagar a conta, de cerca de quatro euros. Depois, chamou o homem à parte e aconselhou-o a não voltar a fazê-lo: “Pedir não é crime”, terá dito o agente, que mandou o indivíduo embora de seguida.
A história tornou-se viral no Facebook esta quinta-feira, veja de seguida o relato divulgado pela PSP:
“Tive conhecimento de uma situação que merece ser divulgada!
Em determinado momento durante a semana que está a terminar, foi a policia solicitada para um supermercado sito na cidade do Porto. Chegados ao dito supermercado, foram os elementos policiais informados pelo vigilante do estabelecimento que determinada pessoa tinha sido travada à saída na posse de artigos furtados.
Questionado sobre a tipologia dos artigos furtados, a gerente do supermercado e o vigilante referiram tratar-se de 4 iogurtes, 6 pães e 2 pacotes de leite. Os agentes, dirigiram-se então ao autor do ilícito e este, a chorar compulsivamente, lá foi dizendo que tanto ele como a esposa, estão desempregados, têm 2 crianças em casa e nem leite tinha para lhes dar. Este ato, visava apenas levar pão à boca dos seus filhos que ainda não tinham comido nada durante todo o dia.
De volta à gerente, esta, depois de passar os artigos pela caixa lá mostrou o talão, com um valor monetário pouco acima dos 4 euros.
Nesse momento, o agente, tirou dinheiro do bolso, perguntou se a casa aceitava o pagamento e após este ter sido efetuado ainda questionou se pretendiam procedimento criminal.
Uma vez que os artigos estavam pagos e nada mais restava a fazer, foi o autor do furto chamado à parte, onde lavado em lágrimas, ouviu o conselho de que pedir não é crime, pedir é ser humilde e que se for detido, com toda a certeza, não vai conseguir levar seja o que for para a boca dos filhos. Não volte a furtar mais nada pois para a próxima pode não ter a sorte que teve hoje. De seguida mandou-o embora com os iogurtes, o pão e o leite.
Existem Homens assim nestas fileiras que dia após dia, noite após noite presenciam homens, mulheres e crianças com fome, sem nada para comer, que o último recurso é pedir ou furtar.
Note-se que não estou a falar de criminosos, de delinquentes que passam os seus dias a mandriar, a viver à custa de RSI, estou a falar de pessoas de bem, que sempre trabalharam, sempre pagaram os seus impostos e que agora se veem privados de tudo e incapazes sequer de alimentar os seus filhos.”
Fonte: Facebook Polícia Segurança Pública

terça-feira, março 12, 2013

2300 forçam saídas da Polícia e Guarda

CM

Segurança: Governo quer aumentar para 57 a idade da pré-reforma

Dois mil e trezentos elementos querem sair da PSP e GNR, respetivamente 1000 e 1300.
E, por isso, já se candidataram à pré-reforma - reserva no caso da GNR - à espera que o Ministério da Administração Interna lhes dê autorização para deixarem o trabalho operacional. Para já as condições passam por ter pelo menos 55 anos de idade ou 36 de serviço. A lista, segundo o Sindicato dos Profissionais de Polícia, é grande, porque todos os anos são "muito poucos" os que recebem autorização para a pré-reforma. 

No entanto, no final do ano passado, o Governo apresentou uma proposta, já a aplicar no decorrer de 2013, no sentido de que os papéis para a pré-reforma possam ser só metidos quando os polícias tiverem 57 anos. "Vamos ficar com uma polícia muito envelhecida. Aos 55 anos, os polícias já não têm os reflexos apurados como se devia ter nesta profissão. Não é fácil trabalhar por turnos, à chuva, ao vento, ao calor. Cada ano que passa é pior. O Governo deve apostar em novos elementos, mais jovens e que possam dar respostas
 ao trabalho", afirma António Ramos, presidente do SPP/PSP.

Esta opinião é partilhada por César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, que também considera que os postos territoriais da GNR vão sair afetados. "Estamos atualmente com défice de militares. Não podemos comparar estes homens e mulheres com os funcionários públicos, uma vez que estamos a falar de muitas mais horas que eles prestam de serviço a cada dia", refere o sindicalista ao CM

Por decidir está também o ingresso de agentes e militares nas duas forças de segurança neste ano. Está prevista a entrada de 500 novos elementos para a PSP e de 300 para a GNR, mas o MAI ainda não garantiu às forças de segurança as novas entradas.

Ministro inaugura Comando Metropolitano da PSP sem manifestações à espera

RTP


Foi inaugurada, ainda em obras, a nova sede do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, com uma renda de 140 mil euros por mês. O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, ao inaugurar, evitou polémicas, não comentou o pedido de pré-reforma de 2.300 agentes da PSP e da GNR, preferindo elogiar a baixa da criminalidade na zona metropolitana de Lisboa. Na despedida, o presidente da Câmara de Loures convidou o ministro a visitar novamente o concelho, com o atrativo de não ter manifestações à sua espera.

EuroCop: Portugal entre países europeus que mais condicionam sindicatos de polícias


A Confederação Europeia de Polícia (EuroCop) considera que Portugal é um dos quatro países europeus onde a actividade dos sindicatos de polícia é condicionada, devido às medidas disciplinares instauradas aos seus dirigentes.

EuroCop: Portugal entre países europeus que mais condicionam sindicatos de políciasAs restrições à actividade sindical das polícias de Portugal, Grécia, Hungria e Turquia constam de uma resolução aprovada pela EuroCOP, que esta semana realizou em Barcelona o congresso extraordinário.
Na resolução, a EuroCop refere que as políticas governamentais em Portugal “restringem directamente a actividades dos sindicatos de polícia”, através das medidas disciplinares instauradas aos dirigentes sindicais.
A EuroCop considera estas acções “como um abuso de poder do Estado”, adiantando que este “comportamento antidemocrático deve ser publicamente condenado” pelos outros países europeus e pela Comissão Europeia.
A Confederação Europeia de Polícia é uma organização que congrega 36 sindicatos e estruturas de polícias de 27 países europeus, representando os interesses de cerca de 500.000 polícias de toda a Europa.
A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) e o Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) são as estruturas portuguesas que fazem parte da EuroCOP.
Em declarações à agência Lusa, o presidente do SINAPOL, Armando Ferreira, lamentou que Portugal esteja entre os quatro países europeus com “mais restrições” à actividade sindical.
“Desde que existem sindicatos na PSP, que a Polícia tem usado o regulamento disciplinar para controlar os sindicatos e os seus dirigentes”, afirmou Armando Ferreira, adiantando que partilha da resolução aprovada pelo EuroCop.

domingo, março 10, 2013

Forças de segurança participam na manif de 15 de março

TVI24

Protesto está a ser organizado pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública.

A Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos sindicatos e associações profissionais das forças e serviços de segurança anunciou esta sexta-feira que vai participar na manifestação de 15 de março convocada pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública.

A estrutura que representa os principais sindicatos e associações profissionais das forças e serviços de segurança decidiu participar na manifestação, que se vai realizar em Lisboa, porque «são funcionários públicos» e estão a ser abrangidos «por todas as penalizações», disse à agência Lusa o secretário nacional da CCP.

Paulo Rodrigues adiantou que os elementos dos serviços e forças de segurança são tratados de «uma forma dupla», sendo penalizados quando há cortes para os funcionários públicos, mas não são considerados como tal, em caso de benefícios, devido à «missão especial que desempenham».

«É uma manifestação contra os cortes, nomeadamente os cortes de direitos», sublinhou Paulo Rodrigues, que é também o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP).

O sindicalista afirmou também que os funcionários públicos, inclusive os polícias, «têm sofrido penalizações e têm perdido os principais direitos» nos últimos anos.

Além dos cortes dos salários, subsídios e suplementos, os elementos das forças e serviços de segurança queixam-se das alterações no subsistema de saúde e da entrada para pré-aposentação e reserva, adiantou.

«Justifica-se que a CCP participe nesta manifestação», sustentou, adiantou que não são apenas os polícias que estão a ser penalizados, mas também os serviços públicos que prestam à sociedade.
A CCP dos sindicatos e associações profissionais das forças e serviços de segurança, que integra profissionais da PSP, GNR, Polícia Marítima, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Guarda Prisional e da ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), já participou em outras manifestações convocadas pela CGTP.

Sindicatos juntos contra comissário

DN (VÍDEO)


Entrevista a Dionísio Câmara

Dionísio Câmara é madeirense e presidente nacional do SIAP. O polícia dá conta da degradação dos meios materiais ao serviço da PSP e da perda de direitos da classe, numa altura em que o Governo fala no aumento da idade para passagem à reserva.
Na Madeira, a falta de condições das viaturas e o ‘caso Roberto Fernandes’, condenado por crimes de favorecimento pessoal e falsificação de documentos, lideram as preocupações do sindicato que tem entre mãos várias diligências para exigir a abertura de um processo disciplinar.
O país enfrenta uma conjuntura bastante complexa. Quais são os principais problemas que afectam a polícia?
Neste momento, os meios materiais. As viaturas têm sido um grande problema aos níveis nacional e regional. Ao nível nacional, há falta de viaturas para os agentes poderem executar um serviço digno à população.
Há risco de pôr em causa a segurança pública?
Não. Há sempre um esforço da direcção nacional para resolver os casos das viaturas avariadas e devolvê-las o mais rápido possível às esquadras.
A situação é pior, hoje?Completamente. Piorou ao nível material, o que dificulta a eficácia dos agentes em resolver os problemas.
Na Madeira foi notícia, esta semana, o mau estado das antenas dos rádios intercomunicadores usados pelos polícias. Isto é sintomático de carências consideradas básicas?Sim.
Outro dos assuntos na ordem do dia é o caso ‘Roberto Fernandes’. O que é que motivou este processo?A desigualdade com que o Comando Regional tem tratado este processo. Não está a ser exercido o regulamento disciplinar que tem de ser aplicado a todas as forças de segurança, desde a classe de oficiais, à classe dos chefes e à classe dos agentes. Não é o que se passa com o caso do comissário Roberto Fernandes. Eu digo comissário mas, se olharmos ao processo, ele deveria ser subcomissário porque subiu a comissário com o processo já a decorrer no tribunal.
É bom que isto fique claro.
E pode ser despromovido?Segundo a advogada deste sindicato, o comissário poderá ser despromovido. Nós vamos fazer tudo para que isso venha a acontecer.
Tanto quanto foi noticiado, o Comissário já foi alvo de um procedimento disciplinar.
Pode haver novo processo?
Pode haver. E quanto a esse processo disciplinar, ele é desconhecido pelos sindicatos.
A Direcção Nacional da Polícia adiantou, hoje, que o processo disciplinar foi arquivado por falta de matéria disciplinar e que não existe ligação entre a infracção disciplinar registada e a pena a aplicar.
O que significa isto?
Essa explicação da direcção nacional está completamente errada. Essas declarações não coincidem com a realidade porque se o Tribunal provou o crime que ele cometeu, automaticamente a direcção nacional tem, através do seu regulamento disciplinar, de provar o mesmo.
Essa acção é obrigatória?Completamente obrigatória.
Então porque é que ainda não houve processo?
Eu penso que o comissário Roberto Fernandes tem um anjo da guarda que o protege. Ainda não entendi é quem é esse anjo da guarda. Se formos a ver, estas coisas só acontecem no comando regional da Madeira e em relação ao comissário Roberto Fernandes.
Há um regime de excepção na Madeira?Completamente. Esta situação é, actualmente, motivo de revolta ao nível nacional. Tenho recebido telefonemas de oficiais a admirar a coragem deste sindicato em denunciar este caso.
Um novo processo depende, então, da direcção nacional. Há vontade para isso?
Acho que não. Já escrevi para a direcção nacional. Já fui recebido pelo sr. ministro quando recebeu a pasta. Expliquei-lhe a situação e até hoje não houve resposta.
Não há, aqui, uma espécie de perseguição pessoal ao comissário Roberto Fernandes?
Não. Eu nem o conheço pessoalmente. O que queremos é que haja igualdade de tratamento para todos os polícias. O regulamento disciplinar tem de ser aplicado a todas as classes.
Essa reivindicação é legitimada pela confirmação do Tribunal da Relação à sentença atribuída pela Vara Mista do Funchal a Roberto Fernandes?
Exactamente. Isso dava automaticamente expulsão da PSP, comparando com outras situações.
Essa é a convicção do SIAP?E não só. Neste momento, são vários os sindicatos que se querem juntar a esta luta.
Esta falta de consequência para Roberto Fernandes põe em causa a estabilidade interna e a imagem da polícia?
Isto é uma vergonha. Os polícias da Madeira estão de costas voltadas para o comissário Roberto Fernandes. Têm é medo de falar e de represálias. Eu recebo várias mensagens em Lisboa a solicitar o sindicato, a dar os parabéns pelo trabalho que está a ser feito e pedem que não se deixe cair isto em ‘saco roto’.
O SIAP impugnou o concurso para promoção a subintendente, devido à candidatura de Roberto Fernandes. A promoção vai adiante?
Se a lei funcionar como deve ser, o curso está automaticamente impugnado.
Quando fala em expulsão, há outros casos paralelos?Temos um caso muito parecido do comissário Marinheiro que exercia no comando de Vila Real e cuja pena foi a expulsão. Depois, mais tarde, é que lhe foi aplicado dias de multa e depois a transferência para o Comando de Ponta Delgada, nos Açores.
A que se deveu essa diminuição de pena? Isso não tira alguma razão ao sindicato?
Sim. Aliás, estamos revoltados, mas isso tem a ver com o comandante que saiu há pouco tempo, Guedes da Silva, que achou de lhe atribuir esta pena. Pedimos explicações. Até hoje não nos responderam.
Na Madeira, há outros casos de expulsão, nomeadamente um que diz respeito à utilização endivida de dinheiro da PSP?Sim. Temos um elemento que foi, infelizmente, embora. A polícia em vez de o ajudar e tentar compreender o que ele fez e que sabemos que não é legal... Abasteceu a viatura pessoal com o cartão da instituição. Houve processo crime e, automaticamente, processo disciplinar. Neste caso, houve expulsão.
Há uma diferença de tratamento para agentes e oficiais?Eu chego à conclusão que os srs. oficiais são imunes ao regulamento disciplinar.
O que está a dizer em relação a Roberto Fernandes é algo bastante grave. Essas acusações estão documentadas e provadas?Completamente. O que o comissário Roberto Fernandes fez não lhe dá outra hipótese, senão a expulsão da PSP.
Está a referir-se à falsificação de documentos para benefício de familiares?
Exactamente e temos outras situações graves. Tenho provas de que ele andou com a viatura descaracterizada da PSP. Andou a passear com a família pela Praia Formosa, pelo pico do Areeiro, levou os filhos à escola, utilizando a cadeirinha de bebés no carro descaracterizado das brigadas. Nessa altura, recebi indicações, por fax, das brigadas a dar conta que não tinham viatura para o serviço.
O SIAP tem provas do que diz?Exactamente. Temos provas por escrito, provas documentais. Tenho uma carta com toda a documentação que prova tudo isso.
Isso não daria azo a um novo processo?Completamente. O comando regional abriu o processo, o caso foi para o tribunal que pediu explicações e o comando regional explicou o que quis e entendeu. O que é de lamentar é que o tribunal do Funchal não chamou o sindicato para ser ouvido sobre esta matéria. É mais um processo que vamos querer abrir porque o sindicato tem de ser ouvido. Alguns agentes do comando regional estão dispostos a prestar declarações sobre o carro descaracterizado que ele usou. Se formos a ver, o combustível também foi pago pelos contribuintes.
Então este crime é mais grave do que o praticado pelo agente expulso?
Completamente. Eu vi e tenho testemunhos. Vimos o comissário a sair da sua residência com a viatura descaracterizada, com o filho sentado na cadeirinha, a ir leva-lo à creche chamada ‘Os reguilas’. Eu e três colegas estivemos, desde as seis da manhã, à porta da casa dele, para ver e para fotografar tudo isto. O comando regional manteve-se até hoje em silêncio.
Quando é que o sindicato pensa dar início a este processo?
Na próxima segunda-feira, vou reunir com outros sindicatos e vamos tomar uma posição conjunta. Há a ideia de virmos todos à Madeira para, à frente do comando regional cantar a música de Zeca Afonso ‘Grândola, Vila Morena’ e exigir a abertura do processo disciplinar do comissário Roberto Fernandes. Várias pessoas da Madeira estão dispostas a nos acompanhar porque acham que isto é uma grande injustiça.
O SIAP mandou cartas ao Ministério da Administração. Teve algum ‘fedback’?Até hoje não obtívemos resposta nenhuma. Só quem nos contactou, através de ofício, foi o sr. procurador-geral da República que confirmou ter dado conhecimento à direcção nacional, ao MAI e ao comando regional do processo de Roberto Fernandes. O mais grave é que eu entreguei esse ofício ao novo director nacional. Ora, já passou mais de um ano e não houve resposta.
Já há resposta à audiência pedida ao Ministro da Administração Interna e à direcção nacional da PSP?Ainda não me responderam.
Segundo Ricardo Vieira, advogado de Roberto Fernandes, a decisão judicial não pode influenciar negativamente a carreira do comissário. Como comenta esta afirmação?Eu acho que esse senhor desconhece o regulamento disciplinar da PSP. Acho que foi vergonhoso ele ter dito isso e se vir lamentar a um meio de comunicação, dizendo que o comissário não pode ser punido duas vezes pelo mesmo crime. Ele sabe perfeitamente que, sempre que há um processo crime, o tribunal informa o Comando e este tem que abrir um processo disciplinar. Acho que ele devia estudar um pouco o regulamento disciplinar da PSP.
O que diz o dr. Ricardo Vieira é que o comissário foi sujeito “não uma, mas duas vezes ao poder disciplinar exercido”...Toda a gente diz que esses processos foram abertos. Eu já pedi o número do processo ao comando regional. Até hoje, nunca me informou sobre o número do processo, o dia, o mês ou o ano... Se bem sei, de uma fonte do Núcleo de Deontologia do Funchal, nunca foi aberto processo disciplinar.
Houve crime sem castigo?Exactamente. E isso não pode acontecer. Se o comissário Roberto Fernandes não for punido, haverá uma grande revolta aos níveis nacional e regional.
Há aqui algo de muito estranho...
É um caso único na PSP e isto só vem denegrir a imagem da instituição
Actualmente, há também decisões políticas que estão a afectar a polícia. Como é que o sindicato reage à notícia de que o Governo quer aumentar a idade de passagem à reserva dos agentes da PSP?Não estamos a ver um homem com 57 anos andar a fazer patrulha. Todos os sindicatos estão contra isto. A nossa profissão é desgastante. Eu até sou da opinião que os polícias deviam partir para a aposentação aos 50 anos (...) O Governo devia olhar para a polícia de uma forma diferente, por exemplo, de como olha para os funcionários públicos que têm um horário das 9 às 17 horas. Os nossos turnos são rotativos, fazemos 3 ou 4 noites seguidas e é muito desgastante.
A austeridade também chegou à PSP...Sim. O que revolta é que o Governo considera os agentes da PSP como funcionários quando é para pagar. Quando se trata de direitos, a resposta que nós dão é que temos de seguir o estatuto policial.
Há atrasos no pagamento de gratificados?
Sim. Até que aqui na Madeira os centros de saúde deixaram de ter polócia. Foi retirada em Câmara de Lobos, Machico e Ribeira Brava, salvo erro, porque há vários anos que o Governo não paga os gratificados. Isto põe em causa a segurança dos médicos. Nunca se sabe quem é que poderá entrar nos centros de saúde às 3 ou às 4 horas da manhã.
Que opinião tem do actual comandante regional?
É uma pessoa exemplar (...) Penso que se estivesse no Comando regional em 2004 o comissário Roberto Fernandes tinha tido um processo disciplinar.
E agora não poderia ter um papel activo?Penso que ele vai fazer tudo por tudo para isso acontecer.
Isso quer dizer que vai exigir responsabilidades ao anterior comandante?Vou exigir responsabilidades ao sr. comandante Guedes da Silva que nessa altura esteve cá, ao sr. Oliveira Martins que exerceu funções de comandante regional e que se manteve sempre em silêncio, ainda mais questionando a representatividade do nosso sindicato, num meio de comunicação social.
Quando fala em protecção refere-se a estas entidades?
Exactamente.
Por falar em sindicato, como é que as estruturas nacionais viram a integração recente de Roberto Fernandes numa delegação regional?
É verdade. Ele entrou para o sindicato dos Oficiais depois tanto criticar os sindicatos. Ele entrou para o sindicato porque há um artigo que protege os delegados e os dirigentes sindicais que não podem ser transferidos de Comando sem o consentimento do presidente do sindicato (...) é bom que se explique que o ministro da Administração Interna tem poderes acima deste artigo. A maior vitória dos agentes do comandanto regional era ver o comissário Roberto Fernandes ser transferido para o Continente.
O tempo empregue na vida sindical vale a pena?Vale muito a pena lutar por esta instituição (...) mas também tenho tido os meus problemas ao nível interno. Só o sr. comissário Roberto Fernandes já apresentou três queixas crime contra mim. Uma foi arquivada e espero que as outras também.
Como vê estas manifestações quando a PSP tem razões para se manifestar?
Quantos homens estavam na Assembleia da República com o seu coração desejo de estar do outro lado... oxalá não chegue ao dia em que esses homens não se junte ao povo para lutar também pelos seus direitos.






PSP crê que desmantelou um dos principais fornecedores de droga da Grande Lisboa

Público

Quatro suspeitos detidos após operação policial que durou 13 meses.

A PSP desmantelou ontem à tarde um grupo que se dedicava à venda de estupefacientes na região da Grande Lisboa. Foram detidos quatro suspeitos e apreendidos mais de 340Kg de droga.
Os quatro indivíduos, com idades entre os 36 e os 47 anos, são suspeitos de traficarem droga na região da Grande Lisboa. A droga apreendida - 340 kg de haxixe e 1,5 kg de heroína - era suficiente para mais de um milhão e setecentas mil doses e foi encontrada em diversos imóveis que os suspeitos adquiriram, entre os quais uma herdade na Margem Sul.

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

CDU pede ajuda a Rui Rio por causa de esquadras do Porto

Público

Vereador comunista quer que a Câmara do Porto manifeste “preocupação” ao Ministro da Administração Interna “pela falta de condições" com que se depara a PSP na cidade.

O vereador da CDU na Câmara do Porto quer que o presidente Rui Rio intervenha junto do Governo para encontrar “resposta prioritária às situações mais gravosas” das instalações e dos meios operacionais da PSP do concelho.
Na proposta que vai apresentar na reunião camarária desta terça-feira, a que a Lusa teve hoje acesso, o comunista esclarece que pretende que o Governo resolva o problema das esquadras do Porto “desbloqueando as verbas necessárias e existentes, nomeadamente ao nível do QREN”.

17% dos jogos organizados pela Liga não tiveram policiamento

Sol

Dos 269 jogos disputados nas competições da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), apenas 16,7 por cento decorreram sem policiamento, desde a entrada em vigor da legislação sobre policiamento em eventos desportivos, em 9 de Novembro de 2012.
Desde essa data, já foram disputados 80 jogos da I Liga (10 jornadas), 165 da II Liga (15 jornadas) e 24 da Taça da Liga (três jornadas), mas os clubes só abdicaram de policiamento em 45 encontros, respectivamente, 15 na I Liga, 24 na II Liga e seis na Taça da Liga.
Ainda segundo os números oficiais da LPFP, na totalidade dos jogos sem policiamento estiveram cerca de 200.000 espectadores, tendo o FC Porto um forte contributo, com as recepções a Paços de Ferreira (22.703), Gil Vicente (24.202) e Olhanense (26.809), para a I Liga, e Vitória de Setúbal (12.808), para a Taça da Liga.
Além dos "dragões", igualmente no campeonato principal, também os minhotos Sporting de Braga (quatro) e Vitória de Guimarães (três), sempre com afluências acima dos 7.000 espectadores, já foram anfitriões de jogos sem policiamento, tal como Gil Vicente (dois), Marítimo (um) e Moreirense (dois), enquanto Nacional, Académica e Olhanense também já o fizeram na Taça da Liga.
Na II Liga, mais clubes assumiram segurança dos seus encontros como anfitriões, casos do Sporting de Braga B (oito), Vitória de Guimarães B (seis), Portimonense (seis), FC Porto (três), Marítimo B (um) e Belenenses (dois).
Em 09 de Novembro de 2012 entrou em vigor o decreto-lei 216/2012, que pôs fim à obrigatoriedade de policiamento nos recintos desportivos, mas que considera que num jogo de risco normal deve estar presente um elemento policial por cada 500 ou 600 espectadores, ao passo que para os de risco elevado está estipulado que esteja um agente por cada 200.
O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que são vários os jogos que antes da entrada em vigor da actual lei tinham policiamento e agora não têm.
Para o presidente do sindicato mais representativo da PSP um dos motivos apontados pelos clubes para não pedirem policiamento é a falta de verbas.
"O argumento de alguns clubes é que têm dificuldades financeiras. Por isso preferem contratar 'stewards' (vigilantes de recintos desportivos), que ficam mais baratos", afirmou, sublinhando que este tipo de vigilantes "não têm mecanismos para tomar conta das ocorrências e repor a ordem pública".
Paulo Rodrigues adiantou que, em muitos dos jogos, são os próprios árbitros a exigir a presença de polícias.
Criticando a actual legislação, o presidente da ASPP disse ainda que os clubes de futebol não têm capacidades para avaliar o risco de um jogo, uma vez que não têm especialistas em segurança.
A LPFP tem defendido a manutenção do policiamento nos jogos das competições profissionais.

Sindicato da Polícia quer alteração urgente da lei de policiamento de eventos desportivos

Público 

O presidente do Sindicato Nacional da Polícia pediu hoje ao Ministério da Administração Interna que altere “com a máxima brevidade” a legislação relativa ao policiamento nos eventos desportivos, apelando aos presidentes de clubes para que “não corram mais riscos”.
Adeptos de Sporting de Braga e Paços de Ferreira envolveram-se hoje em confrontos no Estádio Municipal de Braga, obrigando os pacenses a refugiar-se atrás de uma das balizas, durante o jogo da Liga de futebol.
Em declarações à agência Lusa, o presidente do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), Armando Ferreira, disse que esta era “uma notícia que estava anunciada”, uma vez que se estava “a jogar com muito risco”, pelo facto de “os clubes poderem decidir se querem ter policiamento ou não durante os eventos desportivos”.
“O erro legislativo que foi criado foi dar essa opção aos clubes que depois, por medidas economicistas, decidem não requisitar o policiamento. Era expectável o que aconteceu hoje. Eu peço que o Ministério da Administração Interna reveja esta legislação e a altere com a máxima brevidade e aos clubes e aos presidentes de clubes que não corram mais riscos”, apelou.
Na opinião do presidente do SINAPOL, “um presidente de um clube, por aquilo que hoje aconteceu, pode ser responsabilizado criminalmente”.
“Aconteceu aquilo que se esperava, que era haver um jogo de futebol em que não estão polícias presentes e os tumultos desencadeiam-se de tal forma que, depois, ainda se torna mais difícil para os polícias poderem restabelecer ordem na situação, uma vez que não estão no interior do estádio”, condenou.
Armando Ferreira defende por isso que o Ministério da Administração reveja esta lei, “porque, para além de pôr em causa a segurança das pessoas que vão assistir a estes eventos, também se põe em causa a segurança dos chamados ‘stewards’, que não estão socorridos dos polícias e põe-se também a questão da segurança dos próprios polícias”.
“Até os próprios clubes vão ter que repensar a sua política de requisitar ou não policiamento desportivo porque, se calhar, em casos de indemnização que os adeptos possam vir a desencadear contra os clubes por se sentirem inseguros ou terem sido agredidos, vai sair mais caro aos clubes não requisitar os polícias do que requisitá-los”, antecipou.
O presidente do sindicato referiu que ainda que “o mais caricato, para o jogo continuar”, foi o facto de terem que estar no local “polícias pagos por todos os cidadãos e não pelo clube”.